Começou a chamada atenção mesmo na série "Cidade Nua" (1961) e por interpretar o temível personagem Boo Radley no clássico do cinema "O Sol É Para Todos" (1962). Apesar do reconhecimento, permaneceu se dedicando a pequenos papeis na TV, com participações especiais em "Quinta Dimensão", "O Fugitivo", "Viagem ao Fundo do Mar", "O Túnel do Tempo", "Combate", "James West" e "Mod Squad".
Na virada da década de 1960 para a de 1970, começou a intercalar TV com cinema, através de participações em filmes como os clássicos "Bravura Indômita", "THX 1138" (um dos poucos filmes dirigidos por George Lucas além da franquia "Star Wars"), "M*A*S*H" (que deu origem à série de TV), "O Poderoso Chefão" como o consigliere Tom Hagen (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar - e acabou reprisando o papel em "O Poderoso Chefão - Parte II"), "Rede de Intrigas", "A Conversação", "Invasores de Corpos" e "Apocalypse Now" (segunda indicação ao Oscar).
O protagonismo finalmente veio com o filme "O Grande Santini - O Dom da Fúria" (outra indicação ao Oscar), que acabou se revertendo na única vez em que foi contemplado com a premiação da Academia por seu trabalho em "A Força do Carinho" (1983). A partir daí, equilibrou bem suas participações no cinema em filmes POP como "Dias de Trovão", "Um Dia de Fúria", "O Jornal" e "Fenômeno" com outras mais rebuscadas como a adaptação de "A Letra Escarlate".
Embora já tivesse dirigido outros dois filmes menores, em 1997 chamou a atenção por comandar e estrelar a produção "O Apóstolo" - que lhe rendeu uma indicação ao Oscar por sua atuação. Seria indicado ao prêmio da Academia por mais dois trabalhos: "A Qualquer Preço" (1999) e "O Juiz" (2015). Seus últimos papéis se deram nos recentes filmes para streaming "Arremessando Alto" e "O Pálido Olho Azul".
O já saudoso ator deixa esposa e não teve filhos. Descanse em paz.
Fonte: Variety (via site oficial)
