Amanda Seyfried,

RESENHA [CINEMA] : Os Miseráveis, de Tom Hooper

00:00 Marlo George 0 Comments


Ficha técnica:

Os Miseráveis (2012)
(Les Misérables)
Lançamento: 01/02/2013
Duração: 158 min.
Gênero: Drama, Musical, Romance
Direção: Tom Hooper
Elenco: Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter
Origem: Reino Unido
Idioma: Inglês

Sinopse: Na França do século 19, Jean Valjean, que por décadas foi perseguido pelo policial Javert após ter quebrado a condicional, concorda em ajudar a filha de Fantine, uma trabalhadora fabril, Cosette. Mas uma decisão fatal muda suas vidas para sempre.

O público, quando se trata de filmes do gênero musical, sempre fica dividido entre aqueles que adoram e aqueles que abominam. Não tem conversa. Não tem mais ou menos.

A trama de Os Miseráveis, filme do diretor inglês Tom Hooper, poderia muito bem ter sido roteirizada de modo mais simples, com diálogos e não com canções. Acredito que, se assim fosse, talvez o filme tivesse uma audiência muito maior do que a que obteve até agora. Afinal de contas, Hooper tinha no elenco Hugh Jackman (que é mais conhecido como o Wolverine de X-Men) e Russell Crowe, que ganhou o Oscar por Gladiador. É possível imaginar um filme de ação/suspense, baseado no romance de Victor Hugo, passado no século 19, no qual um Russell Crowe persegue insanamente um Hugh Jackman habilidoso e escorregadio.

Hooper poderia ter seguido esta linha, à exemplo da versão anterior da peça, do diretor Bille August, de 1998, que conta com Liam Neeson, Geoffrey Rush e Uma Thurman no elenco. Mas ele decidiu pelo cominho mais difícil e, mesmo não agradando à maioria do público, acabou concebendo um filme espetacularmente bem produzido.


Estimado em 61 milhões de dólares, orçamento modesto para um filme deste porte, Os Miseráveis já acerta no casting, quando Nina Gold e Hooper decidiram por dar o papel de Jean Valjean para Hugh Jackman. Quem acompanha o Oscar surpreendeu-se em 2009 quando Jackman, que foi o host da cerimônia naquele ano, cantou, dançou e interpretou durante a abertura da festa, mostrando que por baixo dos músculos existe um artista completo. Se você não assistiu, ou quer rever a performance de Hugh Jackman durante a 81ª cerimônia do Oscar, clique aqui. Além de Jackman, também acertaram ao escalar Amanda Seyfried, que já tinha mostrado serviço em outro musical, Mamma Mia!.

Anne Hathaway, como Fantine, aparece pouco, mas com tanta competência que acabou sendo indicada ao Oscar e ganhou o SAG Awards de Melhor Atriz Coadjuvante.

Até mesmo Russell Crowe, que, sendo sincero, achei que nunca veria entoando uma canção, mandou bem. Principalmente durante a cena em que sua personagem vê os revolucionários mortos e, ao se dar conta de que entre os cadáveres está o do valente menino (Daniel Huttlestone) que encarou as tropas armadas da França e foi brutalmente assassinado. Javert, personagem de Crowe, "condecora" o garoto com sua própria medalha, reconhecendo sua bravura.

Os figurinos (indicados ao Oscar), cenários, locações e a Trilha Sonora composta pelo trio Herbert Kretzmer, Claude-Michel Schönberg, e Alain Boublil, são um show à parte, complementando as atuações.

Os Miseráveis continua em cartaz no Brasil e é uma boa pedida pra este fim de semana.

Trailer:



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