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CRÍTICA [CINEMA] | Coringa, por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix, "Coringa" traz, pela primeira vez no cinema, a jornada de um vilão como jamais se pensou em encenar.


Um estudo em vermelho
Assistir "Coringa" é uma tarefa dolorosa. Embora tenha sido divulgado alguns trailers, ainda não se sabe o que esperar até que finalmente se veja. É uma obra-prima, como dizem por aí? Joaquin Phoenix merece ser indicado ao Oscar pelo papel que parece ser o ápice de sua carreira? O filme deve ser aplaudido de pé e amealhar muitos prêmios ou ser evitado a todo custo?

Independente de qual for a resposta para cada pergunta acima, é importante dizer que quem responderá será a audiência - e não toda ela mas cada indivíduo, separadamente. Isso porque é um dos filmes mais complicados de se analisar dos últimos dez anos - principalmente se levarmos em conta que é fortemente inspirado em diversas histórias em quadrinhos, o que, por si só, já basta para atrair o grande público - sabe, aquele que nunca lerá uma história em quadrinhos para adultos? Pois é...

Na trama,  Arthur Fleck (Phoenix) é um homem lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham. Trabalhando como palhaço durante o dia, ele tenta a sorte como comediante de stand-up à noite... mas descobre que a piada é sempre ele mesmo. Preso em uma existência cíclica, oscilando entre a realidade e a loucura, Arthur toma uma decisão equivocada que causa uma reação em cadeia, com consequências cada vez mais graves e letais.

Muitos críticos e avaliadores do cinema como um todo classificaram que as referências de "Coringa" seria "Táxi Driver" e "O Rei da Comédia", ambos dirigidos por Martin Scorsese. Porém, vê-se muito mais como a influência de "Watchmen" (tanto os quadrinhos quanto o filme do visionário Zack Snyder, baseado na obra de Alan Moore e Dave Gibbons) em cena do que poderia se imaginar.


Já a performance de Phoenix pode ser comparada a uma bizarra mistura de Fred Astaire, Michael Jackson (é sério) e até mesmo... Jim Carrey em seus filmes mais adultos e provocativos. Pra falar a verdade, tem até duas singelas "homenagens" ao saudoso Heath Ledger - que interpretou o personagem em seu fatídico último papel, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

O Coringa de Phoenix começa como uma espécie de ~"man-child", um homem adulto meio infantilizado - como muitos que se vê por aí - mas no fundo é um ser abjeto na pior acepção da palavra, mesmo que tente fugir de sua sina em diversas cenas. Espertamente, o roteiro até o questiona por sua auto-piedade. A resposta não deve agradar a audiência que prefere o escapismo. O roteiro até tem respiros de bom humor, colocados na falta de traquejo social do protagonista do que em piadas rasteiras (elas estão lá mas não dá forma que se espera).

O restante do elenco é apenas operante, sem grandes arroubos. Mesmo Robert De Niro, que é mais do que uma participação especial - é um personagem crucial que movimenta a trama -, não mostra nada além do que se espera. Pode-se dizer o mesmo de Zazie Beetz, que parece ser uma espécie de bússola moral para o protagonista mas revela-se algo que nos mostra a verdadeira essência do personagem.

A violência do filme é explícita, saindo do personagem como um furioso rio vindo de um esgoto fétido. Sem exageros, dialoga muito bem com os dias de hoje e tudo de ruim que acontece ao nosso redor. Pode até ser a Gotham City de 1981 mas poderia ser qualquer lugar do mundo atualmente. Inclusive, a última cena pode parecer banal mas se prestar atenção direitinho o espectador verá que o protagonista não tem mesmo limites.

A direção de fotografia - capitaneada por Lawrence Sher, do recente "Godzilla II"  - é esmerada, com ângulos bem inusitados e bastante tomadas "over the shoulder" (quando se segue o personagem pelas cosas, por sobre os ombros, geralmente quando está em mando de situação) mas, assim como a trama, não cativa. Temos grandiosas imagens que parecem "floreadas demais" em contraste àquele universo cru e pseudo-realista.

A trilha sonora composta por Hildur Guðnadóttir - de "Sicário - Dia do Soldado" - é incômoda o suficiente e marcante, casando perfeitamente naquele caos ordenado.

Mas o roteiro de Scott Silver e do próprio Phillips - que com certeza dividirá opiniões - tem alguns problemas. Os principais são:

1) A trama é muito simplista, além de óbvia. Sabe-se como o filme vai terminar mesmo que não se saiba que caminho se seguirá para chegar até seu desenlace. Sim, tem algumas viradas bem interessantes (umas no campo da especulação - e que viram a mitologia do Batman de ponta cabeça, sem trocadilhos - e outras mais pontuais mais igualmente chocantes) mas a viagem para se chegar lá é um tanto preguiçosa em alguns momentos e incômoda em muitos outros.

2) Ainda falando sobre roteiro, mesmo dando-se a leve impressão de que se trata de uma história que se passa no mundo real (ou o que quer que pareça com o que um dia foi real no início da década de 1980), um tom de fábula ou puramente farsesco se instala em muitos momentos, mimetizando o que o personagem disse em outro bat-filme ("uma hora lembro de um jeito, outra hora lembro de outro"). E ainda tem as conveniências - ou mini-coincidências - que parecem mais forçações de barra para instantaneamente ligar o passado do Coringa ao da família Wayne e, claro, à futura criação do Batman.

3) A aparente escolha em recontar trechos dos quadrinhos "A Piada Mortal" e "O Cavaleiro das Trevas" são muito acertadas mas inspirar parte da trama em "A Corte das Corujas" mostrou-se algo delicado, arriscado e até desastroso em muitos momentos.

4) O filme parece não saber quando terminar. Tem pelo menos três cenas onde poderia tranquilamente ir para a famosa tela preta e inciar os créditos mas Phillips foi auto-indulgente o suficiente para prologar a jornada final até onde deu. Não foram ~"finais" ruins mas algumas cenas bem dispensáveis.

"Coringa" é um filme difícil, tenso, forte e... perigoso. Sim, pode dar umas ideias ruins a pessoas com problemas de auto-estima e posse de arma (levando a se pensar como alguém consegue entrar armado livremente em locais onde claramente não se pode portar armas). Mas o mesmo pode acontecer com quem lê livros religiosos e diz que algum ser superior o mandou matar prostitutas... Porém, leva a audiência a assistir a tudo passivamente e a discutir por que existem sociopatas no mundo atual, que meritocracia é o jeito de pessoas com mais dinheiro dizer que pobre não melhora de vida porque não quer e que a vida só faz algum sentido se vivida sem muita exasperação porque isso não é uma atitude de pessoas corretas. O filme, nesse sentido, leva a uma profunda reflexão de que o personagem Coringa, afinal, não deve, em momento algum, ser celebrado (vejam vocês).

No fim das contas, o palhaço só quer ser a atração principal. Nem que pra isso tenha que tocar fogo no circo inteiro.



Kal J. Moon já apertou a mão do diretor Todd Phillips e tirou uma foto dele. Phillips ainda gostou quando ouviu o nome "Poltrona POP". Mas não acredite ainda pois o jeito que Kal lembra de umas coisas não correspondem exatamente à realidade...

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA EM SÃO PAULO 2019 | Nina Pandolfo assina arte do cartaz oficial do evento

O cartaz da 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem assinatura da artista brasileira Nina Pandolfo, conhecida por pintar universos lúdicos compostos de meninas de olhos grandes e expressivos em grafites nas ruas da cidade e em telas expostas em galerias paulistas e estrangeiras.
Cartaz oficial (Divulgação)
Segundo a artista, o pôster desta edição da Mostra destaca a arte do cinema. "Tudo começa na cabeça: as ideias, a parte da cenografia, o ator, quando lê o roteiro, pensa o personagem na cabeça dele. Por isso a cabeça é o centro."

É dessa cabeça descrita por Nina que nascem todos os outros elementos do cartaz: ela é composta de um olho azul e outro vermelho, que simboliza as antigas experiências com óculos 3D, e balões que saem deles, além de uma casa que lembra contos de fadas.

Para ela, "quando você entra no universo do cinema, é uma viagem, que conduz tanto os criadores quanto quem está assistindo. É a união de várias pessoas, de várias ideias que constroem o universo principal - o filme. Por isso tem essa miscelânea de inspirações".

Nina Pandolfo iniciou sua carreira artística nos anos 90 usando como suporte para sua arte telas e muros. Desde então participou de projetos de intervenção urbana e exposições em galerias no Brasil e ao redor do mundo, como Alemanha, Inglaterra, Espanha, EUA, Suécia, França, Grécia, entre outros. Em 2007, integrou a equipe responsável pela criação e execução da pintura na fachada do Castelo Kelburn, em Glasgow (Escócia). Sua obra "Um amor sem igual" (2013) está no MAC-SP. Atualmente, Nina está se preparando para outros eventos no Brasil e para sua próxima exposição em Londres (Inglaterra).

A 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece na capital paulista de 17 a 30/10/2019.

Fonte: Assessoria Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (via press-release)

BRLAB 2019 | Evento promove debate entre roteiristas e lançamento de livro de Anna Muylaert

A 9ª edição do BrLab - único laboratório internacional de desenvolvimento de projetos audiovisuais no Brasil, que acontece de 03 a 09/10/2019 em São Paulo -, realiza em parceria com o BrPlot - Encontro de Roteiristas,  uma série de mesas e debates com renomados roteiristas, autores, produtores, entre diversos outros profissionais do audiovisual do Brasil.


Com curadoria de Thiago Dottori, o evento reúne nomes de peso como Paulo Cursino (De Pernas pro Ar), Tati Bernardi (Meu Passado me Condena), Felipe Braga (Marighella), Carol Kotscho (Hebe), Vera Egito (Todas as Canções de Amor), Rosane Svartman (Malhação), Maíra Bühler (Diz a Ela que me viu chorar), Maria Camargo (Assédio), Aleksei Abib (De Menor), Patrícia Andrade (Gonzaga: De Pai pra Filho), LG Bayão (Cine Holliúdy), Marton Olympio (Sequestro Relâmpago), Gabriela Amaral Almeida (O Animal Cordial), Jaqueline Souza (O Tempo das Coisas),  Chico Mattoso (Bang Bang), Felipe Sant’angelo (Amigo de Aluguel), Jaqueline Vargas (Sessão de Terapia), Duda de Almeida (Sintonia), além da jornalista Ana Paula Sousa e Paula Vergueiro, advogada e especialista em Direitos Autorais.

Além das mesas e debates, o evento promove o lançamento do livro com o roteiro do longa "Que horas ela volta?", de Anna Muylaert, que é considerado um dos grandes filmes da história recente do cinema brasileiro. O livro que traz prefácio inédito de Eliane Brum, além de fotos de bastidores, e curiosidades sobre a escrita do roteiro e o processo do filme.  O evento acontece em 06/10/2019, domingo, às 19h, no Cinesesc com a presença da diretora e elenco. O filme será exibido às 17h. A entrada é aberta ao público e gratuita.

Já no dia 04/10/2019, sexta, às 19h30 haverá uma sessão comentada com o diretor João Pedro Rodrigues e o roteirista João Rui Guerra da Mata do polêmico "O Ornitólogo" no Instituto Moreira Salles.

O público poderá conferir na Sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, alguns filmes que passaram pelo BrLab ainda em fase de desenvolvimento. São eles: “Rifle” de Davi Pretto, “As Herdeiras” de Marcelo Martinessi e o filme peruano, inédito no Brasil, “Todos Somos Marinheiros”, que será exibido na presença de seu diretor Miguel Angel Moullet em 06/10/2019, às 17h

Fonte: BRLAB (via press-release)

FRANS KRAJCBERG MANIFESTO | Documentário ambiental já tem data de estreia

O documentário "Frans Krajcberg Manifesto" - dirigido por Regina Jehá -, após passar por vários festivais de cinema e ser exibido no Palacetes das Artes, durante a Semana do Clima em Salvador (BA), evento internacional promovido pela ONU em preparatória para o COP25), tem sua estreia nacional em 10/10/2019 na rede do Espaço Itaú de Cinemas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém, Vitória e Curitiba.


Frans Krajcberg (foto), artista plástico, escultor, gravurista e fotógrafo, nasceu no ano de 1921 em Kozienice (Polônia) e naturalizou-se brasileiro em 1954. Sua mãe foi simpatizante ativa dos comunistas e Frans viu toda sua família ser dizimada pelos nazistas nos campos de concentração na época da 2ª Guerra Mundial. Em resposta, alistou-se no Exército Soviético como engenheiro construtor de pontes. Depois do conflito viveu na Alemanha onde estudou entre 1945 e 1947 na Academia de Belas Artes de Stuttgart e foi aluno do célebre Willy Baumeister.

Emigrou em 1948 para o Brasil, após uma temporada em Paris onde conviveu com Léger, Mondrian, Chagall e outros artistas da E’cole de Paris. No Brasil, fixou-se inicialmente em São Paulo onde participou da montagem da 1ª Bienal, em 1951. Nos primeiros anos da sua permanência no Brasil, praticou uma pintura influenciada pelo Cubismo e pelo Expressionismo em um desenho sintético de paleta baixa na qual predominavam tons de cinza e terra.  Permaneceu em São Paulo até 1952, ano em que faria sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna. No interior do Paraná, onde viveu até 1956, Krajcberg afastou-se do circuito das artes. Neste mergulho no hinterland paranaense, o contato com a natureza amadureceu seu olhar e lhe ofereceu novos instrumentos de trabalho.

Em 1957, conquistou o prêmio de Melhor Pintor Nacional na 4ª Bienal de São Paulo e transferiu-se para o Rio de Janeiro. Nesse momento, alternou sua vida entre Paris e Ibiza, com constantes retornos para reciclagem ao Brasil.

A estrutura bidimensional da pintura, entretanto, limitava seus horizontes e, a partir de uma primeira experiência em 1962, com as terras naturais de Ibiza, o artista sentiu uma necessidade crescente de mudança. Abandonou então a dimensão do plano pictórico, substituindo-o pelo tridimensionalismo do relevo e da escultura. Aos poucos, Krajcberg foi reformulando a própria ideia de representação ou interpretação da Natureza por meio da sua apropriação. Em um trabalho incessante de pesquisa sobre forma e matéria, utiliza elementos da natureza e os mais diferentes materiais de origem mineral, para criar relevos, esculturas e instalações com troncos de árvores, raízes aéreas do mangue e reproduzindo em papel japonês as marcas deixadas pelo mar nas areias de Nova Viçosa. Em 1964, após ter conquistado o prêmio Cidade de Veneza na 32ª Bienal de Veneza, Krajcberg visitou Itabirito, e este encontro marcou sua maturidade enquanto artista.

Entretanto foi a viagem que realizou na Amazonia, Alto Rio Negro em companhia de Sepp Baendereck e Pierre Restany que irá marcar profundamente o artista. O encontro com a beleza e a exuberância da natureza amazoica irá provocar um choque no artista que o marcará para sempre.

Fonte: Lauper Films (via press-release)

FORO ÍNTIMO | Premiado longa brasileiro ganha trailer e data de estreia

Depois de percorrer dezenas de festivais internacionais, nos quais angariou diversos prêmios como Melhor Filme Estrangeiro no London International Film Festival, "Foro Íntimo", primeiro longa-metragem do premiado diretor Ricardo Mehedff, com produção da VFilmes e coprodução da Hungry Man, chega aos cinemas brasileiros em 03/10/2019, distribuído pela Embaúba Filmes.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer
Cartaz oficial (Divulgação)
A ideia do filme, segundo Mehedff que também assina o roteiro, surgiu a partir de uma matéria de jornal. “Em 2012, eu li uma matéria sobre um juiz federal do Mato Grosso do Sul, que foi forçado a viver dentro do fórum durante seis meses. Quando comecei a pesquisar, descobri que tinha um juiz em Porto Alegre que também havia sido ameaçado de morte e teve que dormir em seu local de trabalho, enquanto sua família havia sido realocada na Argentina, descobri também um outro caso desse em Manaus”. Para a construção da narrativa, o diretor conta que entrevistou um juiz aposentado que havia julgado um processo de tóxicos e entorpecentes, semelhante ao caso abordado no filme.

À época que o projeto começou a ser desenvolvido, ainda não haviam surgido as polêmicas em torno do sistema judiciário brasileiro. “Hoje, me espanta o quanto algumas cenas e situações se aproximam da realidade”, comenta Mehedff, que buscou fazer um filme aberto, retratando uma circunstância. “O filme traz a figura de um juiz, como um ser humano que faz coisas certas e erradas; algo que vem sendo, com toda razão, bastante questionado no Brasil. E levanta a questão da imparcialidade, ao mostrar um pouco da relação promíscua, antiética e corrupta que ocorre entre o juiz e o promotor do caso que está julgando”.

"Foro Íntimo" foi filmado todo no Fórum Lafayette, no centro de Belo Horizonte, durante o recesso do judiciário. Esse foi um dos desafios enfrentados pelo diretor. “Só tivemos três semanas para rodar o filme inteiro, o que é muito pouco tempo para um longa-metragem. Mas isto, na verdade, acabou sendo muito bom, pois me forçou a encontrar soluções criativas e acabou por ajudar a construir esse outro ‘personagem’ do filme, que é o Fórum Lafayette”, explica. 

Desde o início, a intenção de Mehedff era fazer um filme em preto e branco e quando entrou no fórum esse desejo se confirmou: “As cores do Fórum, seus corredores, varas e banheiros são todas naquele tom bege/cinza, típicos de repartição pública. Os elementos arquitetônicos do Fórum também atiçaram mais ainda o meu desejo pelo P&B”.

O longa acompanha a rotina do juiz Dr. Teixeira durante 24 horas nas dependências do fórum, que se tornou sua casa há meses, onde se alimenta, dorme e toma banho. Ameaçado de morte por criminosos sob seu julgamento, ele se encontra refém do sistema legal, vivendo constantemente vigiado e acompanhado por seguranças da polícia federal. 


Gustavo Wernek (foto), ator com ampla carreira no teatro, dá vida ao protagonista. A escolha se deu sem a realização de testes, como lembra o diretor: “Eu já conhecia e admirava seu trabalho. Por acaso, ele estava em cartaz em Belo Horizonte com a peça Sarabanda, adaptação do filme do Berman, e assistindo à peça, eu soube que ele era o ator certo para o filme. Convidei, ele aceitou de pronto e mergulhou de cabeça no personagem. Frequentou comigo o Fórum Lafayette e chegou a passar alguns dias com um juiz, numa vara criminal, para sentir e entender o dia-a-dia”.

A pompa e imponência da arquitetura moderna do Fórum Lafayette, o personagem coadjuvante, é contraposta com a reconhecida divisória de repartição pública e as pilhas de processos nos corredores. O juiz, cada vez mais encurralado, parece estar na iminência de perder o controle de suas próprias emoções, quando a pressão do seu cotidiano atual coloca em xeque sua normalidade psicológica, criando ciclos que podem ter acontecido ou serem apenas imaginação de sua mente abalada.

Neste momento, em que o judiciário se tornou protagonista do noticiário brasileiro, o diretor comenta sua expectativa em relação a "Foro Íntimo": “Gostaria que o filme instigasse, para além de uma discussão política, uma reflexão sobre o sistema judiciário brasileiro e todas as suas contradições. Após frequentar diversos Fóruns de justiça e conversar com inúmeros magistrados, enxergo o sistema judiciário em um estado de adoecimento, por vezes incapaz de agir de forma clara e imparcial”. 

Fonte: Embaúba Filmes (via press-release)

BRYAN ADAMS | Shows do cantor já tem data no Brasil!

Com uma carreira de mais de quatro décadas e uma marca registrada de sucessos do rock 'n' roll, o ícone canadense Bryan Adams (foto), que iniciou a turnê mundial "Shine A Light" com shows no Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália e Europa, desembarca na América do Sul em outubro de 2019.

No Brasil, o artista se apresentará apenas em São Paulo (18/10 – Allianz Parque Hall) e Rio de Janeiro (19/10 – Jeunesse Arena). A turnê é uma experiência Move Concerts e conta com patrocínio da Itaipava, TNT Energy Drink e Hospital Sancta Maggiore (este último, apenas em SP). Os ingressos continuam à venda no site oficial.

Um dos cantores e compositores mais aclamados da música, Bryan Adams é conhecido pelos singles de sucesso "(Everything I Do) I Do It For You", "Summer Of '69" e sua colaboração com Rod Stewart e Sting, em "All for Love". O artista vencedor do Grammy obteve sucesso e chegou ao topo das paradas em mais de 40 países. Adams já vendeu mais de 65 milhões de discos. Sua sede em realizar apresentações únicas e ao vivo o tornou um dos melhores cantores de rock do mundo.

"Shine A Light" foi lançado em 01/03/2019 deste ano via Universal Music e é 14º álbum de estúdio do artista. O disco foi co-escrito com o cantor e compositor Ed Sheeran. "Conheci Ed em Dublin, em um de seus shows e mantivemos contato desde então. Um dia, enviei um refrão para uma ideia de música, que chamei de 'Shine A Light,' e perguntei se ele estava interessado em colaborar. Dias depois recebi alguns versos, e cara, você precisa ouvi-lo cantar!", disse Adams.

O novo álbum também traz um dueto com a popstar americana Jennifer Lopez em "That is How Strong Our Love Is". "Estou entusiasmado por lançar este novo trabalho, que tem uma boa mistura de rock, pop e R&B, e trabalhar com Jennifer foi um sonho; nossas vozes soam maravilhosas juntas", comentou o artista.

Bryan Adams é um Companheiro da Ordem do Canadá, foi introduzido no Hall da Fama da Música Canadense e no Hall of Fame do Canadá. Ele recebeu inúmeros Juno Awards, três Academy Awards e cinco indicações ao Globo de Ouro, um Grammy Award, American Music Awards e ASCAP Film and Television Music Award.

A turnê mundial tem a colaboração da líder global em logística DHL, que está comemorando 50 anos de mercado apoiando Bryan Adams e banda como Provedor Oficial de Logística. Juntos, eles concordaram em plantar uma árvore para cada ingresso vendido em todo o mundo.

>>> Confira as datas da turnê na América do Sul:
  •  11/10/2019 – Lima, Peru
  •  16/10/2019 - Buenos Aires, Argentina
  •  18/10/2019 - São Paulo, Brasil
  •  19/10/2019 - Rio de Janeiro, Brasil
  •  22/10/2019 - Santiago, Chile

Fonte: Allianz Parque Hall (via informe publicitário)

MOTOQUEIRO FANTASMA | Agora é oficial: Série solo não vai sair mesmo!


A Hulu não irá mais tocar o projeto para uma série solo do personagem Motoqueiro Fantasma, que seria protagonizada por Gabriel Luna, segundo fontes do site Variety.

O motivo para o projeto ser abortado foi diferenças criativas.

Luna já havia interpretado o herói na série da ABC Marvel series “Agents of S.H.I.E.L.D.”

A Hulu ainda está produzindo a série baseada no universo Marvel “Helstrom”, assim animações baseadas nos personagens Howard o Pato, M.O.D.O.K, Hit-Monkey, e na dupla Tigra e Dazzler. A Hulu lançará ainda este ano a terceira temporada da série “Fugitivos, da Marvel”. }A estreia está prevista para 13 de dezembro.

Fonte: Variety.

STAR WARS | Presidente da Marvel Studios irá criar filme da Saga


Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e maior responsável pelo sucesso da franquia Universo Cinematográfico Marvel, irá desenvolver um filme da Saga Star Wars para a Lucasfilm, conforme foi confirmado pela Disney.

Feige já informou que tratou do assunto em um encontro com a presidente da Lucasfilm, Katheleen Kennedy e com os executivos Alan Horn e Alan Bergman.

Alan Horn confirmou o projeto em um comunicado à imprensa: “Estamos animados com os projetos em andamento de Kathy e da equipe da Lucasfilm, não apenas os referentes à Star Wars, mas também da franquia Indiana Jones e outros como Children of Blood e Bone com Emma Watts e Fox. Com o fim da Saga Skywalker, Kathy está rumo à uma nova era de Star Wars e, conhecendo o quão fã é Kevin, faz todo sentido que estes dois extraordinários produtores trabalhem juntos em um filme de Star Wars.”

Fiquem ligados para mais notícias sobre esta nova era de Star Wars, no Poltrona POP.

Fonte: Deadline.