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THE BATMAN | Paul Dano é o novo Charada no filme do Homem-Morcego!

O excepcional ator Paul Dano (de "Pequena Miss Sunshine", "12 Anos de Escravidão" e do recente "Okja") assinou contrato para viver o vilão Charada (foto) no vindouro filme "The Batman", dirigido por Matt Reeves (da trilogia "Planeta dos Macacos").


Charada - Edward Nashton, ou Eddie Nygma - é um personagem criado em 1948 por Bill Finger e Dick Sprang. Ele era legista e investigador forense do departamento de polícia de Gotham City, que é obcecado por estratagemas para irritar o Paladino da Justiça.

A notícia vem em seguida da recusa do ator Jonah Hill, que não entrou em acordo com a Warner Bros sobre os valores de seu cachê e - dizem - sobre o personagem que interpretaria (há quem diga que ele gostaria de interpretar o Charada mas o estúdio queria que ele fosse o vilão Pinguim).

Dano se junta a Robert Pattinson (que será o milionário Bruce Wayne e o vigilante Batman) e Zoë Kravitz (que será a vilã Mulher-Gato).

"The Batman" estreia somente em 2021.

Fonte: THR (via site oficial)

CRÍTICA [TV] | Batwoman - S01E01, por Marlo George


Prima do Batman veste o manto negro e defende Gotham em um piloto fraco e recheado de easter-eggs

Finalmente a espera terminou e assisti o episódio piloto de Batwoman, nova série do Arrowverse, baseado na personagem criada por Bob Kane e Sheldon Moldoff. A heroína, que recentemente teve sua história de origem, reformulada, publicada no Brasil por uma das editoras detentora dos direitos de lançamento dos quadrinhos do Universo do Batman, estreou na TV durante o evento Elseworlds do Arrowverse e fez tanto sucesso que acabou ganhando uma serie pra chamar de sua. Eu me tornei um fã da personagem e especialmente do arco acima mencionado, de Greg Rucka e J.H. Williams III, e fiquei bastante ansioso em assistir a série ao saber que a mesma traria relações com esta obra.

Bem, a história do piloto é um pouquinho diferente e isso foi um tanto quanto decepcionante, assim como foi decepcionante ver que a estrutura narrativa era a ideal para a proposta da série, que tem um tom investigativo, mas que é parcamente utilizada pelo roteiro limitado e pouco imaginativo.


O elenco também é fraco. Ruby Rose interpreta a heroína, cuja identidade secreta é Kate Kane (uma homenagem ao criador do Batman, Bob Kane), mas ela é uma atriz muito ruim, com pouca experiência e sem nenhum carisma. Ela parece mais preocupada em parecer durona do que realmente se portar como uma mulher poderosa e forte. Mais isso é o que se espera de uma atriz que também é modelo, DJ, boxeadora, cantora e VJ da MTV.

Seu interesse romântico é Sophie Moore, que é defendida pela atriz Meagan Tandy, que também não impressiona neste piloto. Assim como os demais atores, com uma exceção.

Foi uma surpresa ver Rachel Skarsten como a vilã da série, Alice, já que a atriz já participou de uma série baseada em personagens do Universo Batman, Mulher Gato, um fiasco lançado em 2002, na qual ela interpretou a Canário Negro. Mais surpreendente ainda foi vê-la realmente empenhada em entregar bem o papel, que aliás, é excelente. Foi de longe a atriz que mais se destaca em todo o elenco.

Olha a Canário Negr..., digo, a Alice aí gente!
A série traz durante seus 45 minutos de duração vários fan-services e easter-eggs. O mais legal é a entrada da Batcaverna. Cara, eu quase chorei de emoção. Que fan-service lindo de morrer. Mas eu acho que o fã vai ter que ser meio velhinho pra sacar qual é a da parada. Que emoção.

A direção de fotografia é bem legal e Gotham, apesar do orçamento que parece ser baixo, ficou bem legal. As locações foram bem escolhidas e algumas tomadas são realmente belas. Já o uniforme da Batwoman ficou meio estranho. A heroína ficou cabeçuda e engrada, ou invés de linda para os fãs e apavorante para os vilões.

Vamos acompanhar como a série prossegue e se melhora um pouco mais. Por enquanto, não convenceu.


Marlo George assistiu, escreveu e ainda não entendeu nenhum enigma....

MARVEL | Kevin Feige assumirá cargo mega-poderoso na franquia

"O Super-Homem existe e ele é da Marvel"


De acordo com o site ComicBook.com, o atual Presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, deixa o cargo para ser responsável por toda a área criativa relacionada à marca, o que incluí, além dos filmes da franquia, todo o material de quadrinhos, games e TV. Ele foi promovido ao cargo de Chefe do Departamento Criativo da Marvel, o que o coloca no topo do organograma da empresa, ao lado do Presidente Ike Perlmutter.

Feige se reportará diretamente aos Co-Presidentes da Walt Disney Company, Alan Horn e Alan Bergman, assim como já acontecia nos últimos anos. Dan Buckley manterá o cargo de Presidente da Marvel Entertainment, mas agora se reportará à Feige, naquilo que diz respeito à área criativa e editorial. A parte de licenciamento de marca, vendas, games e outras operações ficará à cargo de Buckley, que se reportará à Perlmutter. Já os demais executivos da área de criação se reportarão à Buckley.

O antigo Chefe do Departamento Criativo, Joe Quesada, passa a ser Diretor Criativo da empresa e ainda manterá o cargo na Marvel Entertainment, reportando-se à Buckley, que como relembramos, se reporta à Feige.

Sacou?

Agora o Kevin Feige é o manda-chuva, de fato, da Marvel.

Vale ressaltar que, recentemente, Kevin Feige anunciou que estará trabalhando em parceira com a Presidente da Lucasfilm em um novo filme de Star Wars.

Agora, vamos colocar os pingos no i´s.

A Disney está prestes a lançar seu serviço próprio de streaming, Disney+, que trará algumas séries baseadas na franquia Marvel Cinematic Universe (MCU), e alguma relação de Feige com estas séries já era esperada, pois ele já era o manda-chuva do MCU, porém, eu mesmo não esperava que ele fosse ter a palavra final, na área criativa, destas séries. Por um lado, isso é legal para manter a coesão daquilo que já existe e que foi exibido em tela, com aquilo que está por vir. Isto evitaria aquelas inconsistências que existem entre os filmes do MCU e as séries da Marvel que foram bancadas pela ABC, Hulu e Netflix, como Marvel´s Agents of SHIELD, Manto e Adaga e as séries dos Defensores, por exemplo.

Porém, na área de HQ´s eu acho que pode vir a ser um tanto quanto perigoso. Se as histórias dos gibis forem vinculadas aos filmes e às séries de TV, isso pode engessar aquilo que serve como material original e fonte para as produções em áudio-visual. O contrário seria um movimento temerário, mesmo que os gibis apresentassem as propostas daquilo que pode vir a ser adaptado no futuro. Criar amarras na criatividade de quadrinistas não é muito recomendável, afinal, a MCU é o que é porque existe toda uma tradição e legado por trás dela que advêm dos quadrinhos. Espero que ele não decida fazer isso.

Vamos esperar pra ver.

Fonte: CB.

THE BATMAN | Rumor é confirmado e Zoë Kravitz será a Mulher Gato


A atriz de “Big Little Lies”, Zoë Kravitz (foto) foi confirmada pelo site Variety como a nova Mulher-Gato do cinema em "The Batman", fime de Matt Reeves que será protagonizado por Robert Pattinson. O filme é baseado nos quadrinhos da DC Comics. Segundo o perfil do filme no IMDb, a atriz já vinha sendo cogitada para o papel, mas até o momento não havia nenhuma confirmação.

Kravitz será a terceira atriz negra a interpretar a personagem, que já foi defendida na TV por Eartha Kitt em "Batman e Robin" (1966) e Halle Berry em "Mulher-Gato", de 2004.

A atriz é também conhecida por seus papéis nas franquias Animais Fantásticos e X-Men, como Leta Lestrange e Angel Salvadore, respectivamente. Também fez uma ponta em Mad Max: Estrada da Fúria.

Filha do cantor Lenny Kravitz, é uma pena que uma das vilãs mais legais dos quadrinhos seja interpretada desta vez por uma atriz desprovida de empatia e talento.

Mais uma escolha de elenco lamentável para o novo filho do Cavaleiro das Trevas. Pelo menos existem rumores de que os ótimos Jamie Foxx (Ray), Jonah Hill (Anjos da Lei) e Jeffrey Wright (Westworld) também estarão no filme. Acredito que os atores irão interpretar James Gordon, Pinguim e Lucius Fox, respectivamente.

Mas porque uma atriz afrodescendente está confirmada mais uma vez como a vilã / anti-heroína Mulher-Gato?
A primeira suposição é que seguirão a origem da personagem que vem da minissérie especial "Batman - Ano Um" - escrita por Frank Miller e com arte magistral de David Mazzuchelli (em que ela é negra e vem do gueto, tentando sobreviver através de pequenos roubos). Infelizmente, essa origem não foi seguida pela cronologia oficial do Homem-Morcego.


A segunda hipótese tem a ver com o recente filme "Coringa" (clique AQUI para ler nossa crítica sem spoilers). Portanto, caso não tenha assistido o filme, pare de ler agora. Mas caso queira saber e não se importe com isso, selecione com o mouse o parágrafo abaixo.

[ALERTA DE SPOILERS]

No filme "Coringa", há a personagem Sophie (interpretada por Zazie Beetz) que tem uma filha pequena. Em dado momento, há a suspeita que o Palhaço do Crime possa tê-la assassinado. Se "The Batman" seguir essa linha cronólogica, talvez a filha de Sophie tenha ficado órfã ou possa ter se criado nas ruas, transformando-se na gatuna que futuramente roubará o coração do maior herói de Gotham City.

[FIM DO ALERTA DE SPOILERS]

"The Batman" tem previsão de estreia apenas para 2021.

Fonte: Variety (via site oficial)

CRÍTICA [CINEMA] | Coringa, por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix, "Coringa" traz, pela primeira vez no cinema, a jornada de um vilão como jamais se pensou em encenar.


Um estudo em vermelho
Assistir "Coringa" é uma tarefa dolorosa. Embora tenha sido divulgado alguns trailers, ainda não se sabe o que esperar até que finalmente se veja. É uma obra-prima, como dizem por aí? Joaquin Phoenix merece ser indicado ao Oscar pelo papel que parece ser o ápice de sua carreira? O filme deve ser aplaudido de pé e amealhar muitos prêmios ou ser evitado a todo custo?

Independente de qual for a resposta para cada pergunta acima, é importante dizer que quem responderá será a audiência - e não toda ela mas cada indivíduo, separadamente. Isso porque é um dos filmes mais complicados de se analisar dos últimos dez anos - principalmente se levarmos em conta que é fortemente inspirado em diversas histórias em quadrinhos, o que, por si só, já basta para atrair o grande público - sabe, aquele que nunca lerá uma história em quadrinhos para adultos? Pois é...

Na trama,  Arthur Fleck (Phoenix) é um homem lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham. Trabalhando como palhaço durante o dia, ele tenta a sorte como comediante de stand-up à noite... mas descobre que a piada é sempre ele mesmo. Preso em uma existência cíclica, oscilando entre a realidade e a loucura, Arthur toma uma decisão equivocada que causa uma reação em cadeia, com consequências cada vez mais graves e letais.

Muitos críticos e avaliadores do cinema como um todo classificaram que as referências de "Coringa" seria "Táxi Driver" e "O Rei da Comédia", ambos dirigidos por Martin Scorsese. Porém, vê-se muito mais como a influência de "Watchmen" (tanto os quadrinhos quanto o filme do visionário Zack Snyder, baseado na obra de Alan Moore e Dave Gibbons) em cena do que poderia se imaginar.


Já a performance de Phoenix pode ser comparada a uma bizarra mistura de Fred Astaire, Michael Jackson (é sério) e até mesmo... Jim Carrey em seus filmes mais adultos e provocativos. Pra falar a verdade, tem até duas singelas "homenagens" ao saudoso Heath Ledger - que interpretou o personagem em seu fatídico último papel, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

O Coringa de Phoenix começa como uma espécie de ~"man-child", um homem adulto meio infantilizado - como muitos que se vê por aí - mas no fundo é um ser abjeto na pior acepção da palavra, mesmo que tente fugir de sua sina em diversas cenas. Espertamente, o roteiro até o questiona por sua auto-piedade. A resposta não deve agradar a audiência que prefere o escapismo. O roteiro até tem respiros de bom humor, colocados na falta de traquejo social do protagonista do que em piadas rasteiras (elas estão lá mas não dá forma que se espera).

O restante do elenco é apenas operante, sem grandes arroubos. Mesmo Robert De Niro, que é mais do que uma participação especial - é um personagem crucial que movimenta a trama -, não mostra nada além do que se espera. Pode-se dizer o mesmo de Zazie Beetz, que parece ser uma espécie de bússola moral para o protagonista mas revela-se algo que nos mostra a verdadeira essência do personagem.

A violência do filme é explícita, saindo do personagem como um furioso rio vindo de um esgoto fétido. Sem exageros, dialoga muito bem com os dias de hoje e tudo de ruim que acontece ao nosso redor. Pode até ser a Gotham City de 1981 mas poderia ser qualquer lugar do mundo atualmente. Inclusive, a última cena pode parecer banal mas se prestar atenção direitinho o espectador verá que o protagonista não tem mesmo limites.

A direção de fotografia - capitaneada por Lawrence Sher, do recente "Godzilla II"  - é esmerada, com ângulos bem inusitados e bastante tomadas "over the shoulder" (quando se segue o personagem pelas cosas, por sobre os ombros, geralmente quando está em mando de situação) mas, assim como a trama, não cativa. Temos grandiosas imagens que parecem "floreadas demais" em contraste àquele universo cru e pseudo-realista.

A trilha sonora composta por Hildur Guðnadóttir - de "Sicário - Dia do Soldado" - é incômoda o suficiente e marcante, casando perfeitamente naquele caos ordenado.

Mas o roteiro de Scott Silver e do próprio Phillips - que com certeza dividirá opiniões - tem alguns problemas. Os principais são:

1) A trama é muito simplista, além de óbvia. Sabe-se como o filme vai terminar mesmo que não se saiba que caminho se seguirá para chegar até seu desenlace. Sim, tem algumas viradas bem interessantes (umas no campo da especulação - e que viram a mitologia do Batman de ponta cabeça, sem trocadilhos - e outras mais pontuais mais igualmente chocantes) mas a viagem para se chegar lá é um tanto preguiçosa em alguns momentos e incômoda em muitos outros.

2) Ainda falando sobre roteiro, mesmo dando-se a leve impressão de que se trata de uma história que se passa no mundo real (ou o que quer que pareça com o que um dia foi real no início da década de 1980), um tom de fábula ou puramente farsesco se instala em muitos momentos, mimetizando o que o personagem disse em outro bat-filme ("uma hora lembro de um jeito, outra hora lembro de outro"). E ainda tem as conveniências - ou mini-coincidências - que parecem mais forçações de barra para instantaneamente ligar o passado do Coringa ao da família Wayne e, claro, à futura criação do Batman.

3) A aparente escolha em recontar trechos dos quadrinhos "A Piada Mortal" e "O Cavaleiro das Trevas" são muito acertadas mas inspirar parte da trama em "A Corte das Corujas" mostrou-se algo delicado, arriscado e até desastroso em muitos momentos.

4) O filme parece não saber quando terminar. Tem pelo menos três cenas onde poderia tranquilamente ir para a famosa tela preta e inciar os créditos mas Phillips foi auto-indulgente o suficiente para prologar a jornada final até onde deu. Não foram ~"finais" ruins mas algumas cenas bem dispensáveis.

"Coringa" é um filme difícil, tenso, forte e... perigoso. Sim, pode dar umas ideias ruins a pessoas com problemas de auto-estima e posse de arma (levando a se pensar como alguém consegue entrar armado livremente em locais onde claramente não se pode portar armas). Mas o mesmo pode acontecer com quem lê livros religiosos e diz que algum ser superior o mandou matar prostitutas... Porém, leva a audiência a assistir a tudo passivamente e a discutir por que existem sociopatas no mundo atual, que meritocracia é o jeito de pessoas com mais dinheiro dizer que pobre não melhora de vida porque não quer e que a vida só faz algum sentido se vivida sem muita exasperação porque isso não é uma atitude de pessoas corretas. O filme, nesse sentido, leva a uma profunda reflexão de que o personagem Coringa, afinal, não deve, em momento algum, ser celebrado (vejam vocês).

No fim das contas, o palhaço só quer ser a atração principal. Nem que pra isso tenha que tocar fogo no circo inteiro.



Kal J. Moon já apertou a mão do diretor Todd Phillips e tirou uma foto dele. Phillips ainda gostou quando ouviu o nome "Poltrona POP". Mas não acredite ainda pois o jeito que Kal lembra de umas coisas não correspondem exatamente à realidade...

MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA EM SÃO PAULO 2019 | Nina Pandolfo assina arte do cartaz oficial do evento

O cartaz da 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem assinatura da artista brasileira Nina Pandolfo, conhecida por pintar universos lúdicos compostos de meninas de olhos grandes e expressivos em grafites nas ruas da cidade e em telas expostas em galerias paulistas e estrangeiras.
Cartaz oficial (Divulgação)
Segundo a artista, o pôster desta edição da Mostra destaca a arte do cinema. "Tudo começa na cabeça: as ideias, a parte da cenografia, o ator, quando lê o roteiro, pensa o personagem na cabeça dele. Por isso a cabeça é o centro."

É dessa cabeça descrita por Nina que nascem todos os outros elementos do cartaz: ela é composta de um olho azul e outro vermelho, que simboliza as antigas experiências com óculos 3D, e balões que saem deles, além de uma casa que lembra contos de fadas.

Para ela, "quando você entra no universo do cinema, é uma viagem, que conduz tanto os criadores quanto quem está assistindo. É a união de várias pessoas, de várias ideias que constroem o universo principal - o filme. Por isso tem essa miscelânea de inspirações".

Nina Pandolfo iniciou sua carreira artística nos anos 90 usando como suporte para sua arte telas e muros. Desde então participou de projetos de intervenção urbana e exposições em galerias no Brasil e ao redor do mundo, como Alemanha, Inglaterra, Espanha, EUA, Suécia, França, Grécia, entre outros. Em 2007, integrou a equipe responsável pela criação e execução da pintura na fachada do Castelo Kelburn, em Glasgow (Escócia). Sua obra "Um amor sem igual" (2013) está no MAC-SP. Atualmente, Nina está se preparando para outros eventos no Brasil e para sua próxima exposição em Londres (Inglaterra).

A 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece na capital paulista de 17 a 30/10/2019.

Fonte: Assessoria Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (via press-release)

BRLAB 2019 | Evento promove debate entre roteiristas e lançamento de livro de Anna Muylaert

A 9ª edição do BrLab - único laboratório internacional de desenvolvimento de projetos audiovisuais no Brasil, que acontece de 03 a 09/10/2019 em São Paulo -, realiza em parceria com o BrPlot - Encontro de Roteiristas,  uma série de mesas e debates com renomados roteiristas, autores, produtores, entre diversos outros profissionais do audiovisual do Brasil.


Com curadoria de Thiago Dottori, o evento reúne nomes de peso como Paulo Cursino (De Pernas pro Ar), Tati Bernardi (Meu Passado me Condena), Felipe Braga (Marighella), Carol Kotscho (Hebe), Vera Egito (Todas as Canções de Amor), Rosane Svartman (Malhação), Maíra Bühler (Diz a Ela que me viu chorar), Maria Camargo (Assédio), Aleksei Abib (De Menor), Patrícia Andrade (Gonzaga: De Pai pra Filho), LG Bayão (Cine Holliúdy), Marton Olympio (Sequestro Relâmpago), Gabriela Amaral Almeida (O Animal Cordial), Jaqueline Souza (O Tempo das Coisas),  Chico Mattoso (Bang Bang), Felipe Sant’angelo (Amigo de Aluguel), Jaqueline Vargas (Sessão de Terapia), Duda de Almeida (Sintonia), além da jornalista Ana Paula Sousa e Paula Vergueiro, advogada e especialista em Direitos Autorais.

Além das mesas e debates, o evento promove o lançamento do livro com o roteiro do longa "Que horas ela volta?", de Anna Muylaert, que é considerado um dos grandes filmes da história recente do cinema brasileiro. O livro que traz prefácio inédito de Eliane Brum, além de fotos de bastidores, e curiosidades sobre a escrita do roteiro e o processo do filme.  O evento acontece em 06/10/2019, domingo, às 19h, no Cinesesc com a presença da diretora e elenco. O filme será exibido às 17h. A entrada é aberta ao público e gratuita.

Já no dia 04/10/2019, sexta, às 19h30 haverá uma sessão comentada com o diretor João Pedro Rodrigues e o roteirista João Rui Guerra da Mata do polêmico "O Ornitólogo" no Instituto Moreira Salles.

O público poderá conferir na Sala 4 do Espaço Itaú de Cinema, alguns filmes que passaram pelo BrLab ainda em fase de desenvolvimento. São eles: “Rifle” de Davi Pretto, “As Herdeiras” de Marcelo Martinessi e o filme peruano, inédito no Brasil, “Todos Somos Marinheiros”, que será exibido na presença de seu diretor Miguel Angel Moullet em 06/10/2019, às 17h

Fonte: BRLAB (via press-release)

FRANS KRAJCBERG MANIFESTO | Documentário ambiental já tem data de estreia

O documentário "Frans Krajcberg Manifesto" - dirigido por Regina Jehá -, após passar por vários festivais de cinema e ser exibido no Palacetes das Artes, durante a Semana do Clima em Salvador (BA), evento internacional promovido pela ONU em preparatória para o COP25), tem sua estreia nacional em 10/10/2019 na rede do Espaço Itaú de Cinemas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém, Vitória e Curitiba.


Frans Krajcberg (foto), artista plástico, escultor, gravurista e fotógrafo, nasceu no ano de 1921 em Kozienice (Polônia) e naturalizou-se brasileiro em 1954. Sua mãe foi simpatizante ativa dos comunistas e Frans viu toda sua família ser dizimada pelos nazistas nos campos de concentração na época da 2ª Guerra Mundial. Em resposta, alistou-se no Exército Soviético como engenheiro construtor de pontes. Depois do conflito viveu na Alemanha onde estudou entre 1945 e 1947 na Academia de Belas Artes de Stuttgart e foi aluno do célebre Willy Baumeister.

Emigrou em 1948 para o Brasil, após uma temporada em Paris onde conviveu com Léger, Mondrian, Chagall e outros artistas da E’cole de Paris. No Brasil, fixou-se inicialmente em São Paulo onde participou da montagem da 1ª Bienal, em 1951. Nos primeiros anos da sua permanência no Brasil, praticou uma pintura influenciada pelo Cubismo e pelo Expressionismo em um desenho sintético de paleta baixa na qual predominavam tons de cinza e terra.  Permaneceu em São Paulo até 1952, ano em que faria sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna. No interior do Paraná, onde viveu até 1956, Krajcberg afastou-se do circuito das artes. Neste mergulho no hinterland paranaense, o contato com a natureza amadureceu seu olhar e lhe ofereceu novos instrumentos de trabalho.

Em 1957, conquistou o prêmio de Melhor Pintor Nacional na 4ª Bienal de São Paulo e transferiu-se para o Rio de Janeiro. Nesse momento, alternou sua vida entre Paris e Ibiza, com constantes retornos para reciclagem ao Brasil.

A estrutura bidimensional da pintura, entretanto, limitava seus horizontes e, a partir de uma primeira experiência em 1962, com as terras naturais de Ibiza, o artista sentiu uma necessidade crescente de mudança. Abandonou então a dimensão do plano pictórico, substituindo-o pelo tridimensionalismo do relevo e da escultura. Aos poucos, Krajcberg foi reformulando a própria ideia de representação ou interpretação da Natureza por meio da sua apropriação. Em um trabalho incessante de pesquisa sobre forma e matéria, utiliza elementos da natureza e os mais diferentes materiais de origem mineral, para criar relevos, esculturas e instalações com troncos de árvores, raízes aéreas do mangue e reproduzindo em papel japonês as marcas deixadas pelo mar nas areias de Nova Viçosa. Em 1964, após ter conquistado o prêmio Cidade de Veneza na 32ª Bienal de Veneza, Krajcberg visitou Itabirito, e este encontro marcou sua maturidade enquanto artista.

Entretanto foi a viagem que realizou na Amazonia, Alto Rio Negro em companhia de Sepp Baendereck e Pierre Restany que irá marcar profundamente o artista. O encontro com a beleza e a exuberância da natureza amazoica irá provocar um choque no artista que o marcará para sempre.

Fonte: Lauper Films (via press-release)