A Fuga,

CRÍTICA [CINEMA] : A Fuga, de Stefan Ruzowitzky

14:28 Marlo George 0 Comments


Título: A Fuga (Deadfall)
Ano: 2012
Lançamento no Brasil: 15/03/2013
Distribuidora: Playarte Pictures
Duração: 95 min.
Gênero: Crime, Drama, Suspense
Diretor: Stefan Ruzowitz
Elenco: Eric Bana, Olivia Wilde, Charlie Hunnam, Patrick Kerton, Kwasi Songui, Kris Kristofferson, Sissy Spacek
Origem: Estados Unidos
Idioma: Inglês

Sinopse: Os dois irmãos Addison (Eric Bana) e Liza (Olivia Wilde) se separam após um assalto mau sucedido. Enquanto um encontra o ódio, a outra encontra o amor.

Mais uma vez somos agraciados com uma adaptação de título de filmes nada original. Pior ainda quando você acaba de assistir o filme e se dá conta de que ninguém está realmente fugindo, uma vez que não tem ninguém perseguindo ninguém. Poderiam muito bem ter mantido o título original, traduzido apenas como Queda Mortal. Um nome muito mais legal, muito mais fidedigno e que não entraria em conflito com a trama em si.
Eric Bana é Addison. (Divulgação)

Mas este negocio de se adaptar inadequadamente os títulos de filmes não é exclusividade do país do carnaval. O mesmo filme foi chamado de Blackbird (Pássaro Negro) na França e de Cold Blood (Sangue Frio) na Alemanha. Ambos são tão bizarros quanto A Fuga.

Como disse acima, não há uma perseguição efetiva durante todo o filme. O que há é um homem, Addison (interpretado por Eric Bana), que tem uma irmã, Liza (Olivia Wilde) e um amigo que estão viajando após assaltarem um cassino indígena de uma cidadezinha do Canadá. Durante a viagem eles se acidentam, capotando com o carro e o amigo de Addison morre. Um policial que fazia ronda pelas imediações do acidente vê o carro acidentado e chama reforços. Addison ao ser abordado pelo policial, que só pretendia ajudá-los, dispara contra ele. A dupla de irmãos então decide se separar, já que Liza não havia participado diretamente do assalto. Addison se evade do local do acidente pra um lado, enquanto Liza vai exatamente para o lado oposto. Ambos pretendem chegar à fronteira do Canadá com os EUA, para de lá voltarem pro Alabama, onde moram.

Charlie Hunnam e Olivia Wilde. (Divulgação)
Quando o reforço chega e encontra o policial morto, tratam de avisar aos moradores locais que, provavelmente, há um criminoso perambulando pelo local. Existe até um esforço por parte das autoridades locais, lá no meio do filme, em procurar o "fugitivo", mas eles acabam o encontrando, no final do filme, quando este já atingiu seu objetivo.

Enfim, não há perseguição que justifique o título que adotaram no Brasil para este filme.

Quanto ao filme em si, não passa de uma distração descompromissada, entretenimento puro. Quem achava que encontraria o mesmo Stefan Ruzowitzky de Os Falsários, filme que lhe conferiu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008, vai ficar na mão. A Fuga é um filme pipoca, um suspense sem ritmo e sem charme, que pode agradar ao grande público, mas que não vai ter grandes atrativos pro apreciador de cinema mais exigente.
Linda como sempre, Olivia Wilde é Liza (Divulgação)

Os atores estão bem, são competentes, mas lhes falta um roteiro mais inteligente. A maioria dos diálogos são curriqueiros, vazios e demonstram que Zach Dean ainda tem que comer muito feijão com arroz, como em geral acontece com todo iniciante. A Fuga é o seu primeiro filme.

Segundo o site Imdb o filme saiu direto pra DVD nos EUA, e por aqui está estreando nos cinemas mais de 4 meses depois de ter entrado em cartaz na Europa. Pode parecer que não, mas isso diz muita coisa.

Se você quiser se arriscar, assista A Fuga nos cinemas a partir desta sexta-feira.

Trailer


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