Crítica Cinema

CRÍTICA [CINEMA] : Eu, Anna, de Barnaby Southcombe.

00:00 Marlo George 0 Comments

Data de lançamento: 13/09/2013
Estúdio: Imovision
Direção: Barnaby Southcombe
Roteiro: Barnaby Southcombe
Elenco: Charlotte Rampling, Gabriel Byrne, Hayley Atwell, Eddie Marsan, Jodhi May
Gênero: Suspense, Drama
Duração: 93 minutos
Origiem: Reino Unido, Alemanha, França

Sinopse: Um suspense noir contado do ponto de vista da femme fatale, que se apaixona por um detetive que investiga um caso de assassinato.

A Imovision traz pro Brasil, atrasada, já que trata-se de uma produção de 2011, um dos filmes de suspense mais legais que assisti nos últimos tempos. Eu, Anna é repleto de cenas inspiradas, com interpretações impecáveis e com uma delicadeza que anda cada vez mais rara em filmes do gênero.

Gabriel Byrne empresta seu charme ao detetive Bernie Reid
Gabriel Byrne é Bernie Reid, um detetive que ronda a cidade durante a madrugada tentando disfarçar sua insônia. Em uma destas noitadas ele conhece Anna Welles (Charlotte Rampling), uma mulher estava em prédio onde havia ocorrido um crime que ele estava investigando. Os dois se falam rapidamente, mas acabam se reencontrando em uma festa para solteiros. Aos poucos Reid começa a perceber que há alguma coisa estranha em Anna, algo que poderia comprometer o relacionamento que ambos acabaram de iniciar.

Charlotte Rampling, como La femme fatale Anna Welles.
Eu não irei estragar sua surpresa, afinal esta é uma resenha sem spoilers e qualquer ponto à mais que eu coloque neste pequeno resumo da trama de Eu, Anna, que lhe passei acima, pode comprometer sua diversão. Eu, Anna é um filme com um roteiro bem costurado, portanto, todos os detalhes, falas e cenas podem ser importantes para o desfecho deste longa.

Rampling com Hayley Atwell
Além dos ótimos Byrne e Rampling, o filme ainda conta com o talento de Hayley Atwell, que é conhecida por seu papel como a Agente Carter de Capitão América : O Primeiro Vingador. Atwell faz a filha de Anna, uma mulher forte que além de ter de lidar com seus próprios problemas, precisa dispensar um tempo para a sua problemática mãe, que sofre com um isolamento auto imposto, após o divórcio. Apenas Emmy, personagem de Atwell, e Reid podem salvar Anna.

Um amor envolto de sofrimento, dúvida e isolamento.
Eu, Anna é baseado no primeiro livro da psicanalista nova iorquina Elsa Lewin. O roteiro, que foi adaptado pela própria diretora do filme, Barnaby Southcombe, é, como já disse, bem amarrado e nos proporciona mergulhar na psiquê de Anna, de modo profundo. Fundo o suficiente para entendermos todos os seus atos e impulsos. Desde os mais curriqueiros aos mais desesperados. Com certeza isto se dá por culpa da fonte...

A paleta de cores deste filme é bem legal. 
Não deixe de assistir Eu, Anna. Principalmente se anda procurando uma diversão mais séria e cabeça, que os blockbusters que estão em cartaz.

     Avaliação: Bom

Marlo George assistiu, resenhou e acha que o gênero noir anda meio zoado ultimamente. Graças ao eterno, de vez em quando aparece um filme que mostra como é que se faz.

TRAILER

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