Brian Azzarello,

CRÍTICA [QUADRINHOS] : Lex Luthor - Homem de Aço, por Andreas Cesar

14:42 Andreas César 0 Comments


Lex Luthor - Homem de Aço

Ano de lançamento : 2005
Roteiro : Brian Azzarello
Arte: Lee Bermejo
132 páginas | Editora Panini Comics |

Sinopse:  "Lex Luthor se opõe ao último filho de Krypton para fazê-lo entender o que realmente é: uma perigosa ameaça a toda a humanidade. O fim da missão eterna de Luthor para deixar Superman a seus pés nunca esteve tão próximo."

Seria Lex Luthor um vilão? 

Adoro gibis que nos trazem os pontos de vista de certas pessoas (um exemplo seria Marvels, de Kurt Busiek & Alex Ross), e é exatamente isso que Lex Luthor - Homem de Aço traz ao leitor. Com traços incríveis de Lee Bermejo e o roteiro excelente de Brian Azzarello, o gibi se passa em Metrópolis, pelo ponto de vista de Lex Luthor, o maior inimigo do Homem de Aço.

Adorei os olhos do Superman, Lee arrebentou.
Mas, não é apenas pelo fato de o gibi mostrar o lado de Luthor da estória, mas sim pelo fato de o gibi me fazer questionar se seria mesmo Luthor um vilão. As ideias de Luthor são tão bem apresentadas, que em certos momentos eu achei que o Superman era o real vilão da trama do gibi. O roteiro é tão bem amarrado e os ideais de Luthor tão bem apresentados que ele realmente te convence do que o último filho de Krypton na verdade é um ser que atrasa a humanidade, e consegue nos fazer odiar os cidadãos de Metrópolis por tanto o idolatrarem.

Isso é algo importante quando se lê quadrinhos, um bom roteiro, pois o mesmo traz dinâmica a estória de uma forma que um roteiro raso não traria. E é o que leva esse gibi a ser bom, o fato de que poderia ser apenas mais uma aventura do Superman bobinha, mas que foi levada a sério e feita para impressionar e fascinar. Além de trazer também um traço realista, e muito bom inclusive, com momentos em que você consegue ver a velocidade e o movimento do Superman, as expressões de emoções de alguns personagens, e etc.
 "Traz personagens bem-construídos, dá para perceber que o roteirista não quis apenas ganhar uma grana, mas sim fazer uma boa estória que entretém o leitor"
Com a cidade em chamas,
 Superman parece realmente um vilão
Lex Luthor - Homem de Aço traz um Lex que tem algo que o motiva, a esperança na humanidade. Ele crê que um dia todos perceberão o monstro que é o Super-Homem, e faz de tudo para que a as pessoas ao seu redor entendam como a presença do alienígena contribui para a queda do ideal humanista. E esse é outro aspecto bom do gibi, nos traz personagens bem-construídos, dá para perceber que o roteirista não quis apenas ganhar uma grana, mas sim fazer uma boa estória que entretém o leitor. E não é apenas com o personagem principal, essa construção boa nos é mostrada por todos os personagens, até mesmo aqueles que aparecem em poucas páginas.

Sobre a edição da Panini, gostei muito da lombada preta contendo o nome do gibi em branco (mantendo o padrão da editora). O papel não me incomodou, apesar de ficar, em alguns momentos, difícil passar de uma página pra outra. Mas o ruim mesmo foi a capa, que quando você termina o gibi fica um pouco amassada devido ao material utilizado. Gostei também da galeria contendo as capas dos cinco números do gibi. Ele fica muito legal na sua estante, isso eu garanto.

Os balões estão bem posicionados em todo o gibi.
Mas, o ponto que eu mais gostei no gibi foi o fato de que se Lex Luthor realmente é um vilão, todos nós somos também. Lex vê-se em uma situação em que ele tem de tomar uma certa decisão que, como é mencionado no próprio gibi, todos teríamos tomado a mesma atitude. Não vou contar o que é, pois não quero estragar nenhuma surpresa que você terá lendo os quadrinhos do gibi.

Eu recomendo Lex Luthor - Homem de Aço, mas aviso logo, não leia achando que é um gibi com uma leitura mole e uma estória boba, mas sim um gibi que precisa de atenção para que se entenda a trama. Então, boa leitura!





Avaliação: Excelente

Andreas Cesar leu, resenhou, e achou o traço de Lee Bermejo muito parecido com o de Alex Ross, em O Reino do Amanhã, o que não é nem um pouco ruim.

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