Crítica Cinema

CRÍTICA [CINEMA] : Lovelace, de Rob Epstein e Jeffrey Friedman

13:10 Marlo George 0 Comments

Data de lançamento: 13/09/2013
Estúdio: RADiUS-TWC
Direção: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Roteiro: Merritt Johnson
Elenco: Amanda Seyfried, Peter Sarsgaard, Sharon Stone, Juno Temple, Wes Bentley, Hank Azaria, Bobby Cannavale, Chris Noth, Robert Patrick, James Franco, Eric Roberts, Adam Brody, Chloe Sevigny, Sarah Jessica Parker
Gênero: Drama, Biografia
Duração: 93 minutos
Origem: EUA

Sinopse: A história real de Linda Lovelace,que foi usada e abusada pela industria pornô e por seu primeiro marido, que controlava sua vida.

Lovelace


Linda Lovelace foi belamente interpretada por Amanda Seyfried.
As cinebiografias estão na "moda". Nunca foram produzidas tantas biografias cinematográficas quanto hoje em dia. Também pudera. Em uma época em que remakes, reboots e adaptações de todos os gêneros (principalmente de livros, gibis e games) são a ordem do dia, nada mais natural que sejam lançados filmes baseados em livros biográficos, autorizados ou não. E tem filme para todos os gostos. De personalidades famosas e admiradas por todos, como Steve Jobs à outras infames e pouco conhecidas como Tom of Finland.

A personalidade que inspirou o filme ora resenhado é uma dessas infames e pouco conhecidas: Linda Lovelace.

A première de Garganta Profunda foi bem agitada.
No filme de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, Lovelace, conhecemos um pouco da vida de uma mulher que, se não fosse por uma habilidade muito peculiar, teria passado batida pela história da industria pornográfica e teria sido muito mais feliz. Amanda Seyfried (Meninas Malvadas) interpreta Linda Boreman, que foi levada a se tornar uma estrela de filmes pornô pelo seu "marido" Chuck. A incauta atriz passou pouco menos de 20 dias nos sets da Gerard Damiano Film Productions, mas o fantasma do que realizou lá a assombrou pelo resto de sua vida.

Gosto de pensar que este fantasma se chamava "Lovelace", seu nome artístico.

Chuck não é um brinquedo assassino, mas pode ser letal.
A trama mostra, paralelamente, o drama de duas mulheres: Linda e sua mãe, Dorothy Boreman. Se por um lado Linda tem que lidar com os problemas de ter sido posta pra fora de casa, Dorothy tenta viver com a culpa de tê-la desabrigado, o que a transformou em uma pessoa famosa no mundo dos filmes adultos ao ser a atriz principal do filme Garganta Profunda, um clássico do gênero. Sharon Stone está irreconhecível como Dorothy Boreman, tanto fisicamente, como profissionalmente. O pessoal da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, deveria considerar com carinho o trabalho de Miss Stone e, ao menos, indicá-la ao Oscar.

Outro que é digno de nota neste filme é James Franco que deu vida à um jovem Hugh Hefner (o dono da Playboy... e também da Mansão Playboy e de algumas coelhinhas). Sério, não merece Oscar, mas nem é preciso se esforçar para ver "Hef" em Franco. Impressionante.

Casal feliz? Talvez essa fosse a ideia, mas a falta de grana falou mais alto.
Lovelace tem também um clima de filme dos anos 70, época em que o filme se passa. A paleta de cores e a granulação dos frames nos convida à uma viagem no tempo.

Assista Lovelace no cinema e acompanhe a vida de uma mulher que foi fortalecendo-se à medida que a vida (e seu marido) a espancava. Recomendadíssimo.

     Avaliação: Ótimo

Marlo George assistiu, escreveu e acha que o T-1000 ficou legal como pai do Johnny Cash e da Linda Lovelace.

TRAILER

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