Ashley Judd,

CRÍTICA [CINEMA] : Divergente, por Andreas Cesar.

12:22 Andreas César 2 Comments

Que divertido! Estou
trabalhando como o governo diz
que eu deveria
Um grande problema com livros que criam uma sociedade distópica é a incompatibilidade com como seria essa comunidade se ela realmente existisse. Em Divergente, o mundo é dividido em 5 facções, cada uma com seu dever, por exemplo, uma delas serve para manter a paz, outra para cuidar da parte judicial da nação, entre outros.

E o maior problema disso tudo é a falta de facções fundamentais para que qualquer civilização dê certo, como engenharia e educação, que não são mostradas em nenhuma parte do filme. Nem mesmo a medicina tem sua facção! Como as pessoas conseguem criar remédios e serem salvas de uma doença qualquer se não tem área de pesquisa ou hospitais?

Mas, não são apenas as instituições de Veronica Roth que deixam aquele mundo surreal, tem também o fato do povo ser classificado em apenas 5 grupos e não ter ninguém contra aquilo tudo. Todos querem se encaixar em algum lugar e se não conseguem, simplesmente ficam tristes e vão para o lugar dos sem-facção, que se vestem como mendigos, ao invés de tentar lutar contra o governo estabelecido.

O povo precisa tanto conseguir se encaixar no sistema criado pelo governo fascista daquele mundo que nem existe diversão, apenas há a procura de se encaixar num grupo social, e se você conseguir, trabalhar nele é toda a diversão que existe. O problema é que um dos direitos básicos e necessários do ser-humano é a diversão, se um indivíduo não se diverte, ele pode ser levado à loucura facilmente.


"A inexperiência na trama mostra a jovialidade da autora da obra original"
Deixando de lado o governo desse mundo, outra falha grave do filme é ser arrastado. O filme nem é tão grande, 2h e 19 minutos, mas todo o tempo que eu assistia o longa, eu achei que deveria ter umas 4 horas, tanto pela falta de ação, quanto pela sequência de clichês que nos é apresentado.

Momento de treino da personagem
que foi estragado pelo romance e
apelo sexual desnecessários
Um outro problema é o romance do filme. Sempre percebo quando assisto esses filmes de adolescentes que a falta de uma estória boa é coberta com um romance, para que os erros tentem passar despercebidos. A inexperiência na trama mostra a jovialidade da autora da obra original.

As atuações do filme também não são nada demais, e me peguei pensando que Shailene Woodley será uma versão feminina de Daniel Radcliffe. A atriz principal não mostra talento nenhum e utiliza as mesmas caras e bocas em todas as cenas do filme. Nem Kate Winstlet, nem Ashley Judd pra salvar esse longa.

No final, nada consegue salvar Divergente, e o melhor que podemos fazer é ficar em casa ou assistir a outro filme no cinema.


Andreas Cesar assistiu e acha completamente desnecessário que os policias fiquem correndo e pulando alegres pela cidade, como se fossem vândalos...


Data de lançamento : 17 de abril de 2014
Distribuidor : Paris Filmes
Diretor : Neil Gay
Roteiristas : Evan Daugherty, Vanessa Taylor
Elenco :  Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Ray Stevenson, Mekhi Phifer, Maggie Q, Jai Courtney, Miles Teller, Zoë Kravitz, Ansel Elgort, Ben Lloyd-Hughes, Ben Lamb, Christian Madsen, Amy Newbold, Ashley Judd, Tony Goldwyn
Gêneto : Aventura, Romance, Ficção-Científica
Duração : 139 minutos

2 comentários:

  1. Boa tarde, acho necessário fazer uma critica a essa resenha, para que os leitores não sejam influenciados somente pela opinião superficial de alguém que claramente não tem conhecimento algum da série. Acho crucial para que se possa fazer uma crítica à autora do livro, a leitura do próprio, foi precipitado e imaturo o comentário do crítico sobre a maturidade da autora, vindo de alguém que, como ja falei, não tem conhecimento algum da série Divergente, se limitando ao filme e sem a visão de que esse é apenas o primeiro, e ainda há muitos questionamentos que serão respondidos ao longo dos filmes, o que seria do conhecimento do autor dessa resenha se ele tivesse lido a triologia.
    Chegando ao ponto da minha opinião sobre o filme, vou discutir os mesmos tópicos da resenha acima. Segundo o enredo a sociedade é dividida em 5 facções, a Franqueza (que valoriza a verdade em qualquer situação, fazendo o papel da justiça), Abnegação (que valoriza o autruismo, abdicando de todas as vaidades e priorizando sempre os outros), Amizade (onde se valoriza, obivamente, a amizade, esses são pastoris e responsaveis pela agricultura e criação de animais), Erudição (valoriza o conhecimento, são os professores, cientistas, pesquisadores etc) e a Audácia (seus membros são guerreiros destemidos com função de manter a segurança da sociedade). Profissões não são facções, são coisas completamente diferentes, pertencentes a modelos de sociedade distintos, logo, não faz sentido algum procurar a "facção da medicina" como o autor do texto acima tentou. A questão das pessoas se rebelarem contra a forma de governo não faz sentido nesse contexto, vai ser explicado a história do inicio desse governo na continuação da história, e quem garante que os sem facção não estão se organizando? A forma de governo é brilhante, organizada e diria até democrática, onde nenhuma facção tem vantagens, pois a Abnegação no governo garante isso. A sociedade forma pessoas para que façam suas escolhas e o filme faz essa crítica muito bem elaborada sobre a importancia delas, que é a facção, a qual se deve ser feita com muita cautela por vai decidir o resto da vida do cidadão.
    O filme, por ser adaptação de um livro, não tem todas as cenas do livro, e acaba tendo que adicionar outras cenas que não tem, ou que ainda não aconteceram em divergente pra compensar a falta de informação consequente das cenas cortadas, o livro não tem tantas cenas romanticas, porém na narração do livro mostra Tris encantada com Quatro, e a falta dessa narração pede essas cenas. Isso me deixou particularmente frustrada, pois a minha espectativa foi muito grande, entretanto gostei do jeito que eles fizeram que consgeuiu não modificar a história.
    A Shailene expressou muito bem as emoções de Tris, incerta, assustada e ao mesmo tempo desbravada, curiosa e peculiar. E é claro que Theo arrancou muitos suspiros como o misterioso Quatro. Falta de tato seria eu falar de apelo sexual, pois o filme traz uma critica extraordinária sobre sacrificios, escollhas e a organização social e é comepletamente desnecessário o uso dess e tipo de cena. O que foi trazido no longa foram cenas de romance, afinal, muito do que Tris faz e vai fazer nos próximos filmes é influenciado pelos laços que ela faz, principalmente com Quatro.
    Um filme divertido, leve (não é sangrento nem dramático), com pitadas de romance e ação, um ótimo programa de entretenimento para um final de semana, acho valido confeirir, e vamos esperar que os próximos continuem assim, não decepcionando em relação ao livro, brilhantemente escrito.

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    1. Olá e muito obrigado por comentar. Primeiramente, se eu tenho uma visão superficial sobre o mundo de Veronica Roth, isso já é um primeiro erro do filme, pois se eu assisti o filme com atenção, eu deveria saber pelo menos a base das obras originais, como em Harry Potter, Senhor dos Anéis, Nárnia, entre outros. Os filmes não são feitos apenas para fãs, mas também para pessoas que não leram as obras originais e buscam uma diversão momentânea.

      Contudo, tem algumas coisas que você mencionou que eu não concordo:

      - A parte da medicina daquele mundo deveria ter aparecido em pelo menos uma cena, mesmo que não fosse uma facção voltada inteiramente para ela.

      - Em um governo autoritário como o de Divergente, é impossível que toda a população esteja feliz com o mundo em que vive. Até porque a História nos diz que não é bem assim. Se for ocorrer uma rebelião futuramente, deveria ter aparecido no filme.

      - Existem facções que tem vantagens em relação à outras, já que uma delas quer acabar com a facção dos pais da Tris.

      - Um homem colocar a mão no quadril de uma garota para ensiná-la a lutar é, na minha opinião, um apelo sexual desnecessário.

      - Como a adaptação não foi bem resolvida (já que eu tenho uma visão superficial da série), não deu vontade de aprender mais sobre o mundo em que se passa a história, nem nos livros, nem nos próximos filmes.

      Mesmo assim, é sempre bom discutir com pessoas inteligentes, que leram o livro, pois traz mais informação as pessoas que lerem minha crítica futuramente. Pode parecer estranho, mas agora que você disse que tem realmente coisas no livro que faltaram no filme, me deu vontade de ler a série.

      Valeu.

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