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CRÍTICA [CINEMA] | "Winter: O Golfinho 2", por Marlo George.

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A vida é feita de escolhas. Quem de nós ainda não se viu dividido entre uma oportunidade, nova, perigosa e desafiadora, e a segurança da nossa vidinha comum, cotidiana e curriqueira?

Em "Winter: O Golfinho 2"Sawyer Nelson precisa decidir entre continuar sua vidinha trabalhando no Clearwater Marine Hospital com sua família ou deixar tudo pra trás para ingressar em um curso trimestral conceituado, que agregará valor ao seu currículo escolar. No caso de Nelson, interpretado por Nathan Gamble ("Batman - O Cavaleiro das Trevas","O Nevoeiro" e "Marley & Eu"), a escolha parece fácil. Como um adolescente dedicado a estudar os animais marinhos, ingressar em um curso temporário em pleno mar aberto, onde teria contato com outras espécies marinhas e a experiência de ter contato com outros jovens que tem o mesmo interesse, seria mais do que conveniente. Porém, o convite para o curso veio em um dos momentos mais delicados da vida do rapaz. Uma de suas melhores amigas, a golfinho Winter, está passando por um momento difícil, após o falecimento de sua companheira de piscina. O luto fez de Winter, outrora uma criatura feliz e atrevida, um animal triste, e porque não dizer, introspectivo.


O novo filme da franquia, novamente dirigido por Charles Martin Smith, nos proporciona uma reflexão aos desafios da vida. Questões como desprendimento em razão dos objetivo profissionais, foco naquilo que se persegue em detrimento de menos tempo em família e, principalmente, lealdade são postos na mesa, em um filme bonito e que funciona naquilo que se propõe.


Com um elenco de veteranos Harry Connick Jr. (Will and Grace), Ashley Judd (Crimes em Primeiro Grau), Kris Kristofferson (Trilogia Blade) e a participação especialíssima de Morgan Freeman, que retorna neste segundo filme. Porém, destacam-se no cast os jovens NathanCozi Zuehlsdorff, que interpreta a irmã de SawyerHazel Haskett. A química entre os dois atores é rara, levando-se em conta sua idade. Além disso, tanto Nathan quanto Cozi, especialmente, tem muito carisma. A dupla funcionou muito bem na tela e tal atuação agiu à favor do longa. É muito gratificante ver que em uma geração de atores sem expressão, apáticos e incapazes de transmitir qualquer emoção existem exceções.


O filme é inspirado em fatos reais. A golfinho do título existe mesmo e pode até ser visitada virtualmente através do site "See Winter". Como Winter perdeu a cauda em uma armadilha de caranguejo, a golfinho usa uma prótese que a permite ter uma vida normal. Na vida real, o Clearwater Marine Aquarium mantém um trabalho com crianças deficientes físicas bem interessante (que é mostrado durante os créditos do filme). Estes deficientes são representados no filme pela surfista Bethany Hamilton, que perdeu um braço em um ataque de tubarão em 2003.

Longe de ser mais um filme chato com animais, até porque estes não o protagonizam, "Winter: O Golfinho 2" passa de maneira eficiente (sem apelações ou vilões caricatos, como é o costume em obras deste tipo) uma mensagem de respeito aos animais, sem se apegar à um discurso piegas. É um filme descolado.


Marlo George assistiu, escreveu e também fala com golfinhos.




Data de lançamento: 11 de setembro 2014
Estúdio: Warner Bros. Pictures 
Diretor: Charles Martin Smith 
Roteiro: Charles Martin Smith 
Elenco: Harry Connick Jr., Morgan Freeman, Kris Kristofferson, Ashley Judd, Nathan Gamble, Cozi Zuehlsdorff, Bethany Hamilton 
Genre: Adventure, Family 

Sinopse: Winter O Golfinho 2 é a continuação da história da valente golfinho fêmea  Winter, cujo milagroso resgate e recuperação – graças a uma inovadora prótese de cauda – fez dela um símbolo de esperança e perseverança para pessoas de todo o mundo e inspirou o primeiro longa Winter, O Golfinho, de 2011.

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