Crítica Cinema

CRÍTICA [CINEMA] | "Cada um na sua Casa", por Kal J. Moon

12:10 Kal J. Moon 0 Comments

A indústria de animação - assim como todo o mercado de entretenimento em si - está passando por uma crise. E do pior tipo: a crise de ideias. Mas isso não é de hoje e nem faz parte apenas do mercado norteamericano. É algo global.

De todas as animações que tem chegado ao mercado, pouquíssimas se salvam no quesito qualidade. Não se trata de qualidades técnicas, uma vez que a tecnologia já se firmou como uma ótima ferramenta para viabilizar histórias que se seriam impossíveis de serem contadas da forma tradicional. Mas boas animações tem histórias bem contadas, que entretém seu público-alvo e não envelhecem. Mas, infelizmente, está difícil de encontrar um bom exemplar do gênero dentre o que chega ao cinema e TV.

E "Cada um em sua Casa" - com vozes originais de Rihanna, Jim Parsons, Steve Martin e Jennifer Lopez - é mais uma a engrossar a lista das animações mais mal planejadas de 2015.

Oferta e procura

A verdade é que a indústria de animação faz parte, desde sempre, de um mercado rentoso e lucrativo. Se um filme com atores, no qual se investe milhões para ser realizado, não atingir a bilheteria esperada, ainda resta a pouca esperança de recuperar esses valores através do mercado de home-video e serviços de streaming. Porém, nada disso é garantido.

As animações tem um tratamento ligeiramente nesse sentido. Em muitos lares, serve como "babá-eletrônica" a muitas crianças.


Quando uma animação estreia nos cinemas, sempre se compra mais de um ingresso para assistir, uma vez que a criança não pode entrar num cinema sozinha... E por pior que seja a arrecadação, sempre tem o rentoso mercado de home-video e streaming, alem, claro das franquias relacionadas como comestíveis, brinquedos etc.

E "Cada um na sua Casa" recicla muitas facetas de outras animações - dentre outros truques baratos - para poder garantir seu lugar ao sol.

Na trama, quando a Terra é invadida pelos confiantes Boov - uma raça alienígena em busca de um novo lar - todos os humanos são prontamente deslocados, enquanto os Boov se ocupam de organizar o planeta. Porém uma esperta garota chamada Tip (Rihanna) consegue evitar ser capturada e acidentalmente transforma-se em cúmplice de um Boov exilado chamado Oh (Jim Parsons). Os dois fugitivos percebem que há muito mais em risco que um simples dano às relações intergaláticas e embarcam na aventura de suas vidas.


Só pelo parágrafo acima, podemos listar "semelhanças" com "Lilo & Stitch", "Eu sou o Máximo" - o alienígena Oh fala errado como Babão -, "Meu Malvado Favorito" - TODOS os Boov lembram MUITO os amados Minions! -, dentre outras incríveis "coincidências"...

Isso sem mencionar que a protagonista foi criada para ser a imagem de Rihanna quando criança - que, além de dublar a personagem, tem muitas de suas canções na trilha sonora e é produtora-executiva do filme. A personagem também toca violão e nasceu em Barbados, só para ter uma ideia...
Porém, este fato tornou a personagem relevante - com um jeito moleca de ser - e a primeira protagonista negra de uma animação em muito tempo.

Independente de se gostar ou não das canções de Rihanna, nenhuma delas estão lá gratuitamente. Todas servem de contraponto a diversas situações. E, assim como o que ocorre em "Guardiões da Galáxia", essas canções não foram legendadas, tirando a compreensão de quem não é versado na língua inglesa - como crianças, por exemplo.

Independente de tudo o que foi dito, essa animação tem potencial para agradar crianças mais novas, pelo seu visual colorido e ritmo frenético.



Kal J. Moon sempre escuta alguém soltar um "Oh!" quando se aproxima...

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