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CRÍTICA [CINEMA] | "O Exterminador do Futuro: Gênesis", por Marlo George

15:01 Marlo George 0 Comments

Ele voltou!

Pois é, após 12 anos de hiato, Arnold Schwarzenegger voltou a interpretar (em carne e osso) um de seus personagens mais famosos, T-800, em "O Exterminador do Futuro: Gênesis", novo filme da franquia que foi inaugurada em 1984 e que foi criada pelas mentes brilhantes de James Cameron e Gale Ann Hurd. E assim como o vinho, nosso "Governator" fica melhor à cada ano que passa. Carismático, sarcástico na medida certa e entrosado com o personagem, Schwarza lidera um elenco incrível e recheado de talentos da nova geração de astros de Hollywood.

Desta vez ele é um exterminador, T-800, que tem a missão de proteger Sarah Connor, a mãe do futuro líder da resistência humana contra a ascensão das máquinas, quando esta ainda é criança, em 1973. Desde então o grandalhão cibernético se torna uma espécie de tutor da pequena Sarah, preparando-a para os eventos que ocorrerão em 1984. Por ter convivido 11 anos em meio aos humanos do passado, T-800 aprimorou seu disfarce e está mais convincente como "ser humano". Isso permitiu à Schwarzenegger explorar essa faceta do personagem, tornando esse novo exterminador o mais cativante que já foi apresentado na série.



Sarah é interpretada por Emilia Clarke, a Daenerys Targaryen de "Game of Thrones". A atriz mais uma vez mostrou seu valor e defendeu bem a personagem, tanto é, que em várias cenas eu a achei muito parecida com Linda Hamilton, que interpretou Sarah nos dois primeiros filmes da franquia.

Os novos Kyle Reese e John Connor foram encarnados por Jai Courtney e Jason Clarke, respectivamente. Ambos estão bem no filme. Reese e Connor são dois personagens que tem uma complexa relação, que nunca havia sido tão bem explorada, tanto nos filmes anteriores, quanto na série de TV. "O Exterminador do Futuro: Gênesis" enfim traz à discussão o assunto e presenteia o fã com uma das revelações mais esperadas da sci-fi das últimas décadas. Quem curte os filmes e conhece à fundo a trama sabe do que estou falando.

O filme conta ainda com o grande J.K. Simmons, vencedor do Oscar de Melhor Ator esse ano por "Whiplash: Em Busca da Perfeição", como um personagem coadjuvante importante para a trama e que serve como alívio cômico.



Com os avanços tecnológicos recentes, "O Exterminador do Futuro: Gênesis" nos brinda com exterminadores primorosos. Tantos os esqueléticos do modelo T-800, quanto os de metal líquido como o T-1000, estão muito reais. Os do modelo T-800, em especial, ficaram muito críveis, pois eles estão muito parecidos com o que vimos no filme de 1984, dirigido por James Cameron, porém sem aquela animação ultrapassada em stop-motion. Os efeitos especiais e visuais também foram muito bem realizados.

Não posso deixar de tecer elogios à versão em 3D do filme. Assistir em terceira dimensão faz diferença. O filme foi muito feliz utilizando essa tecnologia, que muitas vezes só serve pra encarecer o ingresso. A profundidade e noção de imersão coloca o espectador em contato com aquele mundo perigoso e maior que a vida de "O Exterminador do Futuro: Gênesis".


Pra terminar, preciso novamente elogiar o trabalho de Alan Taylor. Ele é o diretor que mais me tem chamado a atenção nos últimos tempos. Seu trabalho em "Game of Thrones" e "Thor: O Mundo Sombrio" já bastava para mantê-lo em meu radar pessoal e agora, com "O Exterminador do Futuro: Gênesis", Taylor já se estabelece como um dos maiores, senão maior, diretores de filmes de ação de sua geração.

"O Exterminador do Futuro: Gênesis" está para a franquia "Terminator" como "O Império Contra-Ataca" está para "Star Wars".

Corra pro cinema.



Marlo George assistiu, escreveu e queria voltar no tempo pra curtir o festival de Woodstock.

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