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CRÍTICA [TV] | "Scream Queens" S01E01-02, por Marlo George.

16:01 Marlo George 0 Comments


Pronunciada como uma mistura de "Meninas Malvadas" (2004) com "Sexta-Feira 13" (1980), "Scream Queens", nova série da FOX, criada por Ian Brennan, Brad Falchuk e Ryan Murphy, decepciona por não ter a ironia inerente ao filme da icônica vilã Regina George e pela falta de originalidade presente no longa original da franquia do psicótico Jason Voorhees.

O episódio duplo exibido ontem à noite no canal pago FOX Brasil é absurdo, sem nexo e de péssimo gosto. Dentre as decisões equivocadas tomadas pelos produtores da série, destaco as seguintes:
  • Aprovar um roteiro (digno de uma história animada do Scooby-Doo) que é mais confuso do que enigmático;
  • Personagens exagerados, com tinta forte e inconsistentes;
  • Tema batido. Não aguento mais assistir tramas que envolvem jovens, retardados mentalmente, agrupados em fraternidades estudantis estadunidenses. Isso já encheu o saco.
  • Mau aproveitamento do elenco mais experiente.

Com piadas infantis, confundindo babaquice com sarcasmo, e traindo suas origens, "Scream Queens" está mais conectado com a franquia "Todo Mundo Em Pânico", que faz paródia com àquela que pretendia homenagear, "Pânico", de 1996.


A produção decidiu trazer para o elenco a galera de séries como "Glee", "Jonas", "Rebelde", entre outras, que fizeram a cabeça de parte do público que hoje está com seus 20 e poucos anos. Seria um acerto se houvesse um roteiro decente para seguirem. Mas isso não acontece e a impressão que tive, em especial nas cenas no interior da Casa Kappa, era a de que as atrizes estavam perdidas. Marcações de cena desleixadas e takes enormes macularam a direção de MurphyBrad Falchuk, que foram os responsáveis pelos dois episódios apresentados. Se não fosse a performance das veteranas Jaime Lee CurtisNiecy Nash (uma das indicadas ao Emmy 2015), talvez não restasse nada de positivo em "Scream Queens".

Enfim, "Scream Queens" soa ingênua demais para o gênero a que se propôs fazer parte e falha como uma releitura dos filmes de horror dos anos 80/90.



Marlo George assistiu, escreveu e está gritando, até agora, de raiva por ter presenciado tal tragédia...

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