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    quinta-feira, 19 de novembro de 2015

    CRÍTICA [CINEMA] | "Jogos Vorazes: A Esperança - O Final", por Marlo George.


    "Jogos Vorazes: A Esperança - O Final" comprova, de uma vez por todas, que essa história de repartir livros, digamos curtos, em dois filmes foi uma péssima ideia.

    Tudo começou quando Peter Jackson anunciou que o filme baseado no livro de J.R.R. Tolkien "O Hobbit seria dividido em duas partes. Como nada se cria, tudo se copia, não demorou muito e as produções das Sagas cinematográficas "Harry Potter" (que muita gente acha que foi a primeiro a implementar a novidade, mas não foi), "Crepúsculo" e "Jogos Vorazes" anunciaram o mesmo. Logo depois, Peter veio à público, em março de 2013, para anunciar que havia decidido repartir "O Hobbit" em mais um pedaço, oferecendo-nos mais um filme, o que desagradou ainda mais os fãs puristas de Tolkien, por causa dos inúmeros fillers inseridos na trama.

    Não li a série de livros de Suzanne Collins, por isso, não sei dizer se existem fillers tanto em "Jogos Vorazes: A Esperança- Parte 01", quanto no filme que acaba de entrar em cartaz e que conclui a Saga estrelada por Jennifer Lawrence. Mas assisti todos os longas baseados nos aludidos livros e cheguei à conclusão de que, do mesmo modo que "Harry Potter" e "Crepúsculo", bastava um filme só.

    Isso se deu, nos quatro casos, por conta de um fato simples: Esticar uma trama  no intuito de gerar mais lucro prejudica a arte. Simples assim.

    O filme que conclui a Saga Jogos Vorazes é superior ao filme anterior. Mas isso não é surpresa tendo em vista que "Jogos Vorazes: A Esperança- Parte 01" não passa de uma embromação. Deste modo, "Jogos Vorazes: A Esperança- O Final" tem mais coesão e ritmo, o que torna-o mais dinâmico. Em especial nas cenas da invasão de Capitol. Ele de destaca também por mostrar o despecho do triangulo amoroso entre Katniss (Lawrence), Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth). A própria forma como o arco de histórias é fechado foi arrojada, não deixando pontas soltas.


    Foi bom também ver o domínio que o elenco principal tem de seus papéis. Lawrence, Hutcherson e Hemsworth estão, obviamente, mais maduros e técnicos do que estavam no primeiro filme, e isto impressiona, uma vez que o primeiro longa foi lançado em 2012. Ou seja, houve um desenvolvimento muito grande em um curto período de tempo.

    Dentre os coadjuvantes, deixando de fora os veteranos como Donald SutherlandJulianne MooreWoody Harrelson e Philip Seymour Hoffman, que são as cerejas do bolo desta série de filmes, quem finalmente ganhou destaque foi Jena Malone, com uma performance notável. A cena na qual divide a telona com Lawrence e Moore é um dos momentos mais legais da Saga, por causa dela, que estava impecável.

    Tecnicamente o longa só convence, pois tudo está muito medíocre. O som não é muito bem editado, principalmente nas cenas de ação (quando isso é imprescindível) e os efeitos especiais parecem datados e também feitos às pressas. A trilha sonora de James Newton Howard não empolga, o que não é inesperado, afinal ela está lá desde o primeiro filme.

    Minha expectativa estava muito baixa, em especial pelo fiasco que foi o filme anterior, mas "Jogos Vorazes" teve uma conclusão bem realizada artisticamente, e isso de certa forma me fez esquecer a irregularidade da série, que até então só tinha tido um filme bom: "Jogos Vorazes: Em Chamas".



    Marlo George assistiu, escreveu e  não quer que essa história de dividir filmes em duas partes aconteça de novo.
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    Item Reviewed: CRÍTICA [CINEMA] | "Jogos Vorazes: A Esperança - O Final", por Marlo George. Rating: 5 Reviewed By: Marlo George
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