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    quarta-feira, 18 de novembro de 2015

    CRÍTICA [CINEMA] | "Mistress America", por Marlo George.


    O casal Noah Baumbach e Greta Gerwig está de volta ao cinema, dividindo novamente a autoria de uma das melhores comédias do ano. Eles repetiram em 2015 o feito de 2012, quando nos brindaram com a esperta comédia romântica "Frances Ha". "Mistress America" é um filme, de várias maneiras, bastante parecido com o primeiro longa da dupla, porém com um certo toque de cinismo.

    Dirigido por Baumbach e estrelado por Gerwig, "Mistress America" conta a história da amizade de Brooke (Gerwig) e Tracy (Lola Kirke), duas jovens que estão prestes a se tornarem "irmãs", uma vez que o pai de uma está para se casar com a mãe da outra. As duas então resolvem se conhecer e Tracy, uma estudante nada popular que tem pretensões de se tornar escritora, acaba se encantando com Brooke, uma balzaquiana, dez anos mais velha, que transpira energia e que vive a vida intensamente. Ocorre que, por trás do fascínio inocente de Tracy e do jeito descolado de Brooke se escondem fantasmas que aos poucos vão revelando que nada é o que realmente aparenta ser.

    O texto é afiadíssimo e muito bem sacado, em especial as linhas dedicadas a Brooke, que apesar do jeito caótico como se expressa, acaba por falar muitas verdades, e foi praticamente impossível eu não me incomodar com as coisas que estão sendo ditas por ela. Foi muito divertido rir de mim mesmo, enquanto via ela falar das próprias angústias, desejos, sonhos e desilusões. Afinal, muitas das coisas que eram dela, também são minhas.


    As protagonistas tiveram muita química em cena, apresentando um trabalho consistente, tanto nas cenas cômicas, quanto nas mais barra pesada. Tanto é que Lola Kirke foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz Revelação no Gotham Awards por este papel. Já Matthew ShearJasmine Cephas Jones não convenceram como o enfadonho casal Tony e Nicolette.

    Um ponto negativo do filme foi a trilha sonora, que me soou um tanto quanto out. O filme ganharia mais brilho se houvesse um tema mais empolgante. A direção de fotografia também não agradou, porque não ousou em nenhum momento, prejudicando o filme com seus enquadramentos burocráticos que destoaram da trama.

    Apesar disso, "Mistress America" é um daqueles filmes surpreendentes, que impunemente te ferem, enquanto te fazem rir. Precisa ser visto.



    Marlo George assistiu, escreveu e ainda vai almoçar no mesmo lugar em que corta o cabelo qualquer dia desses...
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