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    terça-feira, 28 de junho de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Procurando Dory", por Kal J. Moon

    Após um longo tempo de espera, finalmente temos uma continuação para o fenômeno de bilheteria 
    "Procurando Nemo".

    A estratégia foi ousada: apesar de utilizar o mesmo elenco principal e Andrew Stanton voltar ao posto de direção, o novo longa animado tem Dory como protagonista e apresenta novos personagens. 

    Mas será que funcionou?

    Novos rostos e velhos conhecidos

    "Procurando Dory”, nova parceria vitoriosa entre Disney e Pixar, recebe mais uma vez na telona a preferida de todos, o peixinho azul e esquecido Dory (voz de Ellen DeGeneres no original e a magistral Maíra Góes aqui no Brasil), que vive alegremente nos recifes com Nemo e Marlin (voz original de Albert Brooks e o sempre carismático Júlio Chaves no Brasil).


    Quando Dory repentinamente se lembra de que tem uma família em algum lugar que pode estar procurando por ela, o trio embarca em uma aventura que vai mudar suas vidas cruzando o oceano em direção ao prestigioso Instituto da Vida Marinha (IVM) na Califórnia, um centro de reabilitação e aquário. Em uma tentativa de encontrar seus pais, Dory conta com a ajuda de três dos residentes mais intrigantes do IVM: Hank (voz original de Ed O’Neill e Antonio Tabet - Porta dos Fundos - no Brasil), um polvo irritadiço que frequentemente se esconde dos funcionários; Bailey, uma baleia branca que está convencida que suas habilidades de ecolocalização não funcionam mais; e Destiny, uma tubarão-baleia míope. Navegando habilmente pelo funcionamento interno do IVM, Dory e seus amigos descobrem a mágica que existe em seus defeitos, sua amizade e família.

    As características técnicas da nova animação aprimoram a experiência visual original. E isso é muito bem vindo. Mas "Procurando Dory" se destaca, a princípio, em se aprofundar na revelação das características psicológicas de Dory e os motivos pelos quais ela se tornou a adulta falastrona, desastrada e brincalhona que todos adoramos.

    Diferente do que se possa imaginar, Dory não é uma cópia Pollyana - personagem do clássico da literatura "Pollyana Moça", onde a protagonista procurava ver as agruras da vida pelo lado bom.
    Na verdade, a estranha personalidade de Dory desenvolveu-se por conta do grande trauma que é ser uma criança desaparecida - e que já possuía perda de memória recente quando se perdeu de seus pais. Um trauma profundo que só começa a ser resolvido um ano após a missão de resgate a Nemo, que, assim como ela, era uma criança desaparecida.

    Só que todos se envolvem na causa dela para que a busca inicie no estilo absurdo de lembranças e pensamentos de Dory, seguindo instintos e apelando até para o humanamente impossível - no terceiro ato - a fim de realizar seus objetivos.

    Os novos personagens da trama convencem e não aparecem gratuitamente. O espectador quer saber mais de cada um deles, até mesmo sobre Geraldo, uma bizarra foca responsável por alguns dos momentos mais hilários da trama.


    Embora "Procurando Dory" não seja um clássico como o original - que possuía um roteiro melhor elaborado -, ainda assim, consegue cumprir seu papel de entreter adultos e crianças, o que não é para qualquer um.

    Destaque à dublagem de Maíra Góes, a voz brasileira de Dory, ainda mais cativante que no primeiro filme e que merecia melhor tratamento no material promocional e featurettes de divulgação, até mais que qualquer star talent presente na versão brasileira. Isso poderia até atrair mais atenção e curiosidade ao filme de forma bem mais natural, uma vez que os brasileiros amam a personagem Dory...

    E não percam o curta-metragem "Piper - Descobrindo o Mundo", cujo visual incrível fará o espectador pensar estar assistindo um divertido documentário.

    Diversão garantida num ano desfavorável à animação. Aproveite!


    Kal J. Moon continua a nadar e sabe como Geraldo se sente. Todo o tempo...
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