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    quarta-feira, 29 de junho de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Incompreendida", por Marlo George

    A infância é um período de descobertas. Nossa versão adulta é, geralmente, um reflexo daquilo que descobrimos, aceitamos e repelimos justamente nessa época.

    O que vou ser quando crescer? Como vou ser quando crescer?

    Estes são questionamentos recorrentes nesse período da vida e a resposta, que só chega com a maturidade, é quase sempre diferente da fantasia infantil. "Incompreendida", novo filme da diretora e atriz Asia Argento se passa justamente nessa época atribulada de nossas vidas.


    Aria (Giulia Salerno) é uma menina italiana de nove anos filha de um famosíssimo ator de filmes de terror e uma pianista quase famosa, interpretados por Gabriel Garko e Charlotte Gainsbourg, respectivamente. Ela tem duas meia-irmãs, uma mais velha que é filha de seu pai, Lucrezia (Carolina Poccioni) e outra, filha de sua mãe, chamada Donatina (Anna Lou Castoldi). Uma vez que seus pais estão se divorciando, Aria acaba sendo alienada, pois é tratada com certa indiferença pelos dois, que demonstram descaradamente preferência por suas filhas mais velhas. Perdida em meio ao desmoronamento da relação dos pais, Aria se mete em várias desventuras que resultam em um desfecho inesperado.

    O filme não chega a ser uma autobiografia, mas é baseado na infância da diretora Asia Argento. Filha de um dos mais reverenciados diretores do cinema de terror italiano, Dario Argento, e da atriz Daria Nicolodi, "Incompreendida" tem um ar de desabafo pessoal da diretora. Apesar da história ser contada sob o ponto de vista de uma criança, há um clima de pessimismo que permeia todo o longa e contrasta com aquilo que eu, particularmente, vivi quando tinha a idade de Aria. Talvez, por não ter passado pelas mesmas experiências que ela, "Incompreendida" tenha causado em mim o impacto que causou. É um filme intenso, com muita verdade e atual.

    O grande furo da produção foi a direção de arte que em vários momentos falhou ao tentar retratar o ano de 1984. Eu tinha a mesma idade de Aria nesta época e percebi que várias coisas estavam fora de lugar, especialmente um poster que, entre outros artistas, mostra Ozzy Osbourne com visual recente e já idoso, o que não condiz com a época em que o filme se passa. Outros artistas, que sequer haviam se tornado famosos como Axl Rose, Slash, Eddie Vedder e Kurt Cobain, também aparecem no mesmo poster.

    Fora isso, vale à pena conferir o filme.


    Marlo George assistiu, escreveu e já sabe que nome vai dar para o gato que vive perturbando suas noites miando como se não houvesse amanhã: Simon Le Bon.
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