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    quinta-feira, 15 de setembro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Bruxa de Blair", por Kal J. Moon

    Sim, vivemos para presenciar o remake / reboot / reimaginação - ou seja lá como estão chamando hoje em dia - de "Bruxa de Blair". Dirigido por Adam Wingard (de "Você é o Próximo") e estrelado pelos desconhecidos James Allen McCuneCallie Hernandez, Brandon Scott, Valorie Curry, Corbin Reid e Wes Robinson, fica a dúvida: essa nova geração pode "comprar a ideia" do que assombra a floresta de Black Hills?
    Se vir esse sinal, já sabe o que fazer: CORRA!!!
    Um poderoso conceito
    Para quem não sabe, o primeiro filme "A Bruxa de Blair" (do longínquo ano de1999) foi responsável pela popularização do formato "mockumentary" - ou "falso documentário" em bom português. E devemos enfatizar na POPULARIZAÇÃO pois Woody Allen já havia feito "Zelig" lá em 1983 e tivemos, no ano seguinte, "This Is Spinal Tap". Sobre este último, muita gente acreditou que a banda de rock realmente existiu...

    Voltando: foi criada toda uma lenda, um especial de TV e o que hoje conhecemos como "marketing viral" foi desenvolvido a partir do que foi realizado naquele primeiro filme. Com um orçamento pífio mesmo para filmes independentes da época, "A Bruxa de Blair" foi um verdadeiro arrasa-quarteirão nas bilheterias. As pessoas, mesmo depois de saber que não existia bruxa alguma, estudantes nem fita perdida, continuavam indo aos cinemas para conferir aquela história contada de jeito tão singular.

    Em 2000, veio uma mal-sucedida continuação (com o subtítulo "O Livro das Sombras"), tentando dar um passado e todo um background fictício para que tivéssemos a origem da tal bruxa e, por tabela, uma nova franquia de filmes de terror. Não deu certo e o que era novidade virou motivo de chacota em diversas comédias - o primeiro "Todo Mundo em Pânico" e até uma paródia inteira estrelada pelo "astro" Pauly Shore (sério!).

    O tempo passou. Apesar de possuir um poderoso conceito, tentar trazer "Bruxa de Blair" é algo bem arriscado e ambicioso. O formato já foi consagrado pelas bilhões de continuações de "Atividade Paranormal" e seus congêneres. As pessoas desse novo século se acostumaram ao pior tipo de filme de terror: aquele que não assusta.
    O grupo de documentaristas mais
    desastrado de todos os tempos!
    A solução encontrada foi a de sempre: atualizar a história. Contar "mais do mesmo" com elementos de hoje em dia, para atrair o público mais jovem, com pequenas referências para quem já conhece o filme original. Porque pode haver pessoas que nunca assistiram aquele filme de 1999 e acabarem gostando como algo novo.

    Na trama revista e atualizada, temos um grupo de estudantes de Milwaukee que decide investigar o que aconteceu com a primeira equipe de filmagem que estava na tal fita encontrada de 1999 após assistir um vídeo no YouTube - você não leu errado - que pode levar a indícios de que alguém da expedição original possa estar vivo naquela floresta maldita. Com um grande porém: quem lidera a expedição é IRMÃO de um dos integrantes originais. Por si só, isso faz com que o espectador esteja vendo uma continuação direta do filme original, certo? Vai vendo...
    Na floresta, ninguém vai te ouvir gritar...
    O que acontece em seguida é apenas tudo o que vimos no filme original: a preparação da expedição, novos equipamentos de filmagem (com direito a drone e GPS), estereótipos sendo usados à exaustão (personagens negros tem MESMO de serem os primeiros a se ferirem ou morrerem? Que diabos de aspirantes a documentaristas que nem sabem empunhar direito uma simples câmera?), dentre outras coisas igualmente constrangedoras e enfadonhas, que não servem em nada à história...

    O roteiro de Simon Barrett - apesar de bem preguiçoso - tem uma única sacada genial, muito mal-desenvolvida, trazendo conceitos de ficção científica à trama para explicar porque essas pessoas tão jovens e tão espertas não conseguem escapar daquela floresta.
    O fim é inevitável... e óbvio!
    Infelizmente, os atores não convencem em momento algum. Não dá para acreditar em nenhum deles pois são muito ruins. Mas a trama também não ajuda. Tudo o que acontece é tão óbvio que nem precisa pensar muito para adivinhar o desfecho após cinco minutos de exibição.

    Resumindo: vá sem sustos - o que nunca é um bom conselho em se tratando de filmes de terror.

    Kal J. Moon assistiu, virou-se chorando para o canto, fez uma oferenda e não olhou para trás.
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    2 comentários:

    1. Quando ouvi falar desse filme, simplesmente nem acreditei que tinham feito isso! Bem que eu não gostei do filme 99... O mais genial é que depois dessa porcaria veio a onda dos footage, que até então não emplacava.

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      1. O novo filme é claramente uma continuação. Infelizmente, Bruxa de Blair é o tipo de filme "só pode haver um".

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