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    quarta-feira, 5 de outubro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | Festa da Salsicha, por Marlo George


    A primeira vez que assisti O Gato Fritz, animação de Ralph Bakshi baseada nos personagens de Robert Crumb, eu pirei.

    Até então, os únicos desenhos animados adultos que tinha assistido eram umas produções pobres, paupérrimas pra ser mais exato, que mostravam personagens da literatura, como Dom Quixote, por exemplo, praticando as mais altas sacanagens. Mas Fritz era diferente. Além das cenas picantes, o desenho tinha roteiro ousado e era bem produzido. Àquela altura, durante a adolescência, eu nem sabia que Bakshi e Crumb eram lendas do cinema e dos quadrinhos, respectivamente. Mas mesmo assim, O Gato Fritz fez de mim um fã das animações voltadas para o público adulto. Foi ali que eu as descobri.

    South Park, Duckmann, City Hunter, Oruchuban Ebichu, entre outras, estão na minha lista de animações preferidas de todos os gêneros. Gosto do humor escrachado, esperto e da sagacidade comuns nestas obras. Por isso, esperei com muita expectativa Festa da Salsicha, desde o dia em que o primeiro trailer foi revelado. Ao que parecia, teríamos mais uma animação bem sacada e sacana, em plena era do "politicamente correto". Mas infelizmente, o filme decepcionou.

    Já não é de hoje que os filmes criados por Seth Rogen e Evan Goldberg vem me desagradando. Pra ser sincero, de todos que eles lançaram, apenas Superbad: É Hoje me convenceu.


    A ideia de Festa da Salsicha, co-criada pela dupla, em parceria com Jonah Hill, é interessante. Conta a história de "um salsicha" que vive embalado numa prateleira de supermercado, e que é apaixonado por "uma pãozinho de cachorro-quente". O casal sonha em ser escolhido pela mesma consumidora para, enfim, se unirem e viverem seu grande amor.

    Bonitinho, né? Pois é...

    Mas o roteiro, também assinado por Rogen e Goldberg, juntamente com Kyle Hunter e Ariel Shaffir, de Sexo, Drogas e Jingle Bells, é chato demais. Festa da Salsicha se resume em piadas sem graça, escatologia, cenas musicais frustrantes e um final constrangedor. Nada é bem sacado no roteiro, não há uma linha interessante. Enfim, é um equivoco geral no que diz respeito à trama.

    Posso até dar o braço à torcer de que tem uma ou outra situação engraçadinha, mas estas estavam todas no trailer que me enganou meses atrás. Eram piadas velhas e não deu pra rir duas vezes. Não rola.

    O lamentável é que a animação é bem realizada e os responsáveis pelo character design criaram personagens bem simpáticos. Tinha tudo pra dar certo.



    Marlo George assistiu, escreveu e vai morder, com raiva, o próximo cachorro-quente que aparecer na sua frente.
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