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    terça-feira, 25 de outubro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "A Garota no Trem", por Kal J. Moon

    Uma história sempre tem três lados: o de quem conta, o de quem vivencia e a verdade. De qual lado você está?

    Essa é uma pergunta importante para se considerar ao assistir "A Garota no Trem", filme estrelado por Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson, Justin Theroux, Luke Evans e grande elenco.
    Rachel (Emily Blunt) viu o que não devia.
    Será mesmo?

    Testemunha Ocular
    "A Garota no Trem" - baseado no best-seller escrito por Paula Hawkins - conta a história de Rachel (Emily Blunt), uma mulher que sofre as dores de um divórcio recente. Acostumada à sua rotina solitária, ela passa o tempo a caminho do trabalho fantasiando sobre um casal aparentemente perfeito que vive em uma casa próxima ao trilho por onde seu trem passa todos os dias. Só que em uma manhã, pela janela do trem, ela vê algo surpreendente acontecer e se torna parte de um mistério ainda sem explicação.

    E, mesmo que o filme seja baseado num livro de sucesso, não se pode - como qualquer outra adaptação - esperar total fidelidade à história original. E as diferenças, apesar de gritantes, não afetam a qualidade do que é exibido na telona.
    Megan (Haley Bennett) passou de amante à esposa.
    Mas a vantagem parou por aí...
    Deve-se destacar, além da história bem contada - com uma precisa direção de atores realizada por  Tate Taylor (do competente "Histórias Cruzadas") -, da composição da personagem interpretada por Emily Blunt. Por conta do bom roteiro escrito por Erin Cressida Watson, seu desempenho se sobressai justamente por permitir à atriz o total desprendimento estético, por vezes até causando um certo nojo ao espectador com o que ocorre com alguém envolto em depreciativo vício alcoólico e dependência emocional. Ela adiciona a confusão necessária ao papel, sendo uma testemunha ocular de algo que não tem certeza - como se estivesse numa "Janela Indiscreta" mais ~"pé no chão". Não será espanto se Blunt for séria candidata na próxima temporada de prêmios - uma vez que 2016 foi um ano péssimo em matéria de filmes e boas atuações.
    Anna (Rebecca Ferguson) tem vida estável porém infeliz
    A direção de fotografia de Charlotte Bruus Christensen - aliada a uma curiosa trilha sonora composta por Danny Elfman - corrobora à desorientação do espectador a fim de montar o quebra-cabeças proposto pelo roteiro de forma eficaz, sem exageros.

    Porém, surge a dúvida: mesmo com tudo sendo  bem executado, o desfecho da trama é óbvio e aqueles mais atentos descobrirão bem rápido o que realmente aconteceu. Será que valeria a pena assistir um filme assim no cinema? Que os espectadores - e a bilheteria - responda.

    "A Garota no Trem" é um filme que denuncia toda uma geração que tem acesso a tudo mas, ainda assim, não se sente satisfeita. E acaba cometendo atrocidades em nome de status ou qualquer justificativa, mesmo que isso não faça muito sentido quando se avalia seriamente o assunto.

    O filme respeita o livro original, adicionando novas nuances, mas entregando um suspense correto e cruel na medida certa.



    Kal J. Moon sempre soube que "o homem é o lobo do homem".
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