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    segunda-feira, 10 de outubro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Kubo e as Cordas Mágicas", por Kal J. Moon

    E se todo heroi fosse destinado a enfrentar uma jornada? Cada desafio deve ser colocado à altura de sua bravura, certo? Qual a idade mínima para praticar heroísmos? A criançada pode descobrir tudo isso na animação "Kubo e as Cordas Mágicas", que faz parte da programação do Festival do Rio mas estreia em 12/10/2016.
    Macaco, Kubo e Besouro: heróis improváveis
    Um heroi do sol nascente
    "Se tiver que piscar, pisque agora. Preste atenção em cada detalhe...", ordena o protagonista na primeira cena. E, mesmo que seja apenas uma criança, não estava brincando. A nova animação da Universal Pictures tem um visual deslumbrante. E impressiona saber que é tudo real, implementado através de técnicas de stop-motion! Cada cena, cada personagem, cada peça do cenário, cada detalhe acaba sendo admirado que até se esquece da história...

    Na trama, temos um garoto japonês que embarca numa grande missão para salvar sua família e o legado de seu falecido pai, o maior samurai que o mundo já conheceu. Inteligente e bondoso, Kubo passa a maior parte do tempo cuidando de sua mãe viúva e ganha a vida contando histórias como um menestrel.

    Kubo encontra o vilão
    (dublado originalmente por George Takei)
    Certo dia, sua vida calma é interrompida quando acidentalmente invoca um espírito de seu passado que volta à procura de uma antiga vingança. Em fuga, o protagonista reúne forças ao lado de seus novos amigos Macaco (dublado originalmente por Charlize Theron) e Besouro (com voz de Matthew McConaughey), sai numa busca para salvar o que restou de sua família e resolver o mistério da morte de seu pai.

    Apesar de básica, a história entrega, de forma singela, muitos detalhes importantes da milenar mitologia japonesa como origami, dança, arquitetura e costumes há muito esquecidos pelo mundo moderno. Além do visual, outro destaque é a trilha sonora incidental composta por Dario Marianelli (ganhador do Oscar por seu trabalho em "Desejo e Reparação"), uma vez que a música é parte central da trama.
    Interessante vilã nipônica
    (voz original de Rooney Mara)
    Divertido, honesto e eficaz. Uma trama direcionada a crianças mais novas e espertas, com grande inspiração na aventura pura e simples, respeitando os ideais nipônicos à risca, sem a já costumeira diluição "para inglês ver" e entender melhor. Respeita a inteligência de espectadores de todas as idades. E ainda acena, de igual para igual, a produções mais caras porém menos fiéis a suas premissas. Vale a pena.


    Kal J. Moon emocionou-se com o vilão chamado "Rei Lua". Finalmente reconheceram sua hierarquia...
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