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    terça-feira, 29 de novembro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Sully - O Heroi do Rio Hudson", por Kal J. Moon

    Tom Hanks está de volta ao cinema estrelando o filme "Sully - O Heroi do Rio Hudson", dirigido por Clint Eastwood, coestrelado por Aaron Eckhart, Jeff Skiles, Laura Linney e participação especial de Anna Gunn.  
    Sully (Tom Hanks) e seu copiloto (Aaron Eckhart)
    logo após o acidente: tensão

    Um verdadeiro heroi norteamericano

    Clint Eastwood já é um diretor consagrado. Comandou obras-primas como os premiados filmes "Os Imperdoáveis", "Menina de Ouro", "Cartas de Iwo Jiwa" e - o favorito de muitos - "Gran Torino". De temperamento forte e filmes idem, Eastwood mostra sempre uma faceta nem sempre bem quista ao cinemão de Hollywood e, por isso mesmo, acaba surpreendendo na maioria das vezes que resolve contar essas histórias não tão bem vindas.

    A trajetória ascendente começou a declinar há pouco tempo, com filmes como o controverso "Sniper Americano". Mesmo assim, Eastwood mantém o interesse quando busca mostrar o lado humano daqueles que podem ser considerados seus "heróis tortuosos". Assim deveria ser também com "Sully" mas essa é uma daquelas raras vezes em que a história sobrepuja o personagem. Não há tempo para um aprofundamento maior por conta justamente da investigação de um terrível acidente.

    Em 15 de janeiro de 2009, o mundo testemunhou o “Milagre no Hudson”, quando o Capitão “Sully” planou com seu avião danificado até cair nas águas geladas do Rio Hudson, salvando as vidas dos 155 passageiros a bordo. Contudo, apesar de Sully ser saudado pelo público e pela mídia por seu feito sem precedentes na história da aviação, inicia-se uma investigação que ameaça sua reputação e sua carreira.
    Hanks recebe ordens de Eastwood:
    "Não quero que esse filme naufrague, hein...!

    Eastwood dirige o filme a partir de um roteiro de Todd Komarnicki, baseado no livro "Highest Duty" - que aqui no Brasil ganhou o título e a capa do filme  -, escrito pelo próprio capitão Sullenberger e Jeffrey Zaslow.

    O filme ganha vivacidade por conta de sua absurda trama - do ponto de vista do público - mas verdadeira pelos relatos coletados durante a pesquisa dessa curiosa história. E é bem estranho ver nas telas fatos incontestáveis como o salvamento de todos os passageiros e tripulantes daquele voo mas, mesmo assim, autoridades responsáveis questionando os métodos utilizados para que tal façanha fosse realizada. E a velha busca por culpados pela "falha" nos procedimentos de segurança adotados.

    O ~"problema" é justamente que não há espaço para grandes interpretações ou surpresas por conta do espectador já saber o que o espera. Porém, o inusitado roteiro de Komarnicki (de "A Estranha Perfeita") cede espaço para o humor. Sim, o filme trata de uma grande tragédia de forma pesada em muitos momentos, mas existem partes bem engraçadas - incluindo o final! Curiosamente, uma história que, em outras mãos, poderia resultar numa busca pela conspiração por trás dos sindicatos e órgãos responsáveis pela aviação nos Estados Unidos - e tô olhando pra você, Oliver Stone, quando digo isso... -, acaba ganhando contornos mais leves quando visitada por essa óptica.
    O verdadeiro Capitão Sully ao lado de Tom Hanks na prémiere do filme

    Porém, quando falamos de um filme dirigido por Eastwood e estrelado por Tom Hanks, não é isso que esperamos. mas foi isso o que eles quiseram apresentar. E, diga-se de passagem, se Eastwood, Hanks e companhia não estivessem envolvidos, talvez esse filme fosse parar naquela costumeira sessões de filmes que passam aos sábados à noite na TV aberta - nada errado com esse tipo de filme, ok?

    Talvez o problema seja esperar um filme que não foi construído para ser pesado. Temos grandes cenas - todas remetem, indiretamente, ao 11/9 - de desastre, algumas boas tiradas, muito linguajar técnico mas faltou AQUELA cena que determina se um filme será um sucesso ou passará batido pelo grande público.

    "Sully", apesar de todos os esforços envolvidos, é um filme bem ~"nhé": não decepciona nem incomoda mas não satisfaz completamente...


    Kal J. Moon já tinha medo de voar de avião. Agora, tem verdadeiro pavor...
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