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    sexta-feira, 18 de novembro de 2016

    CRÍTICA [MÚSICA] | "Hardwired... to Self-Destruct" - Metallica, por Andreas Cesar.

    O marketing do Metallica foi incrível em relação ao seu novo disco. A primeira música lançada foi a que dá nome ao álbum, "Hardwired", e não me empolgou tanto, fazendo-me ter a impressão de que eles estavam mais com uma vontade de retornar às épocas antigas do que com um real retorno do peso que a banda tinha. Contudo, muita gente curtiu a canção, na esperança de finalmente termos um disco parecido com a fase em que a banda estava com o baixista Cliff Burton, que foi uma das maiores perdas da história do metal ao falecer precocemente.

    Quando eu estava começando a me esquecer que o Metallica lançaria um novo CD, eis que eles lançam "Moth Into Flame", fazendo-me lembrar, e dessa vez me deixar realmente feliz, de que a banda estava gravando material novo. A segunda canção divulgada era mais coesa e sem dúvida era mais bacana que "Hardwired", apesar de a guitarra me incomodar um pouco em algumas partes. A banda fecha com chave de ouro sua campanha de marketing com o lançamento do álbum, na íntegra, em sua página do YouTube, aos poucos, e fazendo um show de lançamento do disco, ao vivo, também pelo YouTube.
    Mesmo não conseguindo se igualar aos álbuns da época de Cliff Burton, "Hardwired... to Self-Destruct" é bom.
    Então chegou o dia, o lançamento do novo disco de uma das minhas bandas favoritas de metal de todos os tempos e, independente de não ter gostado da primeira música, eu fiquei muito animado. Devo admitir que não me decepcionei, apesar do novo álbum do Metallica não chegar perto do que a banda era no início (e muito longe do meu álbum preferido, Ride The Lightning), a banda entregou um álbum bem trabalhado e muito superior aos esquecíveis Load, Reload e Death Magnetic.


    Algumas músicas são boas, nada beira o extraordinário, outras são bacanas e tem algumas ruins em Hardwired. "Dream No More" torna-se cansativa demais por ser muito longa, já "Atlas, Rise!", de duração próxima, é bem melhor, e esse tipo de comparação marca o disco, que tem seus momentos, mas também consegue ser bem enjoativo em muitas partes. As melhores músicas são "Am I Savage?", a própria "Atlas, Rise!" que já foi mencionada, "Murder One" e "Moth Into Flame". A última canção do álbum, "Spit Out The Bone" me deu a mesma sensação de "Hardwired".

    James Hetfield está como de costume, apesar de menos exaltado que em "Death Magnetic", algo que me agradou bastante no vocal. Kirk Hammett não teve medo de inovar nos solos e riffs, algo que também não me incomodou, apesar de alguns serem ruins, é importante esse tipo de inovação. A cozinha de Lars Ulrich e Robert Trujillo atuam bem em conjunto, mas a bateria podia ser mais bem trabalhada, sendo bem regular ao longo do disco. Já o baixo é excepcional, como o esperado.

    Ao passo que o Metallica entregou um bom trabalho, faltou um bastante para o disco ficar na memória como um dos grandes álbuns da banda. Espero estar errado, mas acho que nunca mais conseguirão fazer discos tão grandiosos como o "And Justice For All...", "Ride The Lightning" e "Master Of Puppets". Obviamente este disco regular, em comparação aos trabalhos já feitos pelo grupo, não tira o mérito e muito menos a posição do Metallica como uma das maiores bandas de metal de todos os tempos.


    Andreas Cesar ouviu, criticou e achou muito engraçado a mesma banda que travou briga com a Napster agora divulgar seu álbum no YouTube...
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