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    sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta", por Kal J. Moon

    O que acontece nos bastidores de um show musical? Até onde se vai para fazer valer a frase "o show deve continuar"? Qual o preço do sonho de viver de música? Essas e outras perguntas são respondidas na animação "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta", dirigida por Garth Jennings.


    Subindo o nível
    Quem já trabalhou com produção de espetáculos - envolvendo artistas, palco, empresários, aprovação da família, crítica especializada, dentre outras coisas -, sabe que não é nada fácil viver nesse mundo onde a fantasia e o glamour duram o tempo do show mas que nos bastidores talvez não seja tão atrativo assim. Afinal, são pessoas lidando com pessoas o tempo todo e ninguém é legal 100% do tempo, né?

    É disso que "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta" trata. Sem muitas firulas, tão ativo quando o dial de uma rádio FM - ou um aplicativo de música -, vemos a trama se descortinar sem devaneios estéticos, de forma simples e objetiva, trazendo todas as audiências para prestarem atenção ao que está sendo dito.
    Bela homenagem a Sinatra em "Sing"
    (Divulgação)

    A animação conta a história do coala Buster Moon (dublado originalmente por Matthew McConaughey) que está prestes a ver seu teatro ir à falência e, por isso, decide criar um concurso musical com o intuito de alavancar as vendas de ingressos. Entre os participantes do concurso estão um rato, uma elefanta com pânico de palco, uma mãe que cuida de uma ninhada de 25 leitões, um gorila que faz parte de um bando de criminosos e um porco-espinho fêmea que curte punk-rock.

    Mas tudo é dito sem dó. O espectador presencia altos e baixos de TODOS os personagens, o melhor e o pior de cada um deles, tornando-os demasiados humanos, ainda que representados por animais multicoloridos na telona. Mesmo assim, eles são astros no palco, mas falhos e problemáticos como qualquer mortal.
    Os dubladores originais de "Sing": Matthew McConaughey, Reese Witherspoon,
    Seth MacFarlane, Scarlett Johansson, John C. Reilly, Tori Kelly e Taron Egerton
    (Divulgação)

    E cada canção popular entoada durante as cenas fazem total sentido com a história - e atendendo aos clamores de muitos (eu incluso), cada música aparece devidamente traduzida na legenda. Quem gosta de saber da história de vida de astros e estrelas da música, vai ter uma surpresa com muitos easter-eggs - o principal tem a ver com Frank Sinatra...

    (O único ponto negativo foi ter colocado a bacana canção "Faith" - defendida por ninguém menos que Steve Wonder ao lado de Ariana Grande - apenas durante os créditos finais. Tremenda bola fora mas ainda acredito que renderá, pelo menos, a indicação de Oscar de Melhor Canção Original)


    "Sing" não precisa apelar a um visual grandiloquente para cair no gosto de quem assistir. Apesar de cada personagem ter sua característica peculiar - e visualmente atrativa -, a trama salta aos olhos e faz com que cada espectador queira realmente saber como termina essa curiosa história. Como não gostar de uma trama que não trata o espectador como incapaz de compreender, com viradas incomuns para animações atuais?

    Resumindo: "Sing" é, sem sombra de dúvida - ao lado de "Zootopia" - a melhor animação de 2016. Desenhos animados dando uma surra em filmes com atores, vejam só... Assista legendado e divirta-se!



    Kal J. Moon gostou de ver seu parente, Buster Moon, em cena. Reconhecimento é tudo...
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