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    quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

    CRÍTICA [CINEMA] | "Max Steel", por Kal J. Moon

    Baseado na famosa franquia de brinquedos, animações e games, o personagem "Max Steel" finalmente ganhou um filme com atores para chamar de seu! Estrelado por Ben Winchell, Maria Bello, Ana Villafañe, Josh Brener e participação especial do veterano Andy Garcia, fica a pergunta: vale a sessão de cinema?
    Max Steel (Ben Winchell) com seu super-traje
    (Divulgação)

    Uma correta adaptação de conceito
    No fim da década de 1990, a empresa de brinquedos e licenciamentos Mattel resolveu reaproveitar o conceito de uma série de bonecos de ação chamado "Big Jim" (e no México chamado de "Kid Acero") para transformar num personagem completamente "novo" chamado de 'Max Steel'. Curiosamente, não teve sucesso imediado nos Estados Unidos mas ganhou popularidade em países como Itália, México e Brasil - principalmente após a chegada da série animada em 2002 -, virando uma verdadeira febre entre a criançada.

    E essas crianças já tem mais de vinte anos de idade hoje em dia. Nada mais oportuno que criar uma franquia de filmes com seu super-herói favorito da infância, certo? E a missão não foi tão complicada, aliás...
    Steel (Josh Brener) rende bons momentos de humor
    (Divulgação)

    Na trama do filme, ocorreram algumas pequenas mudanças, aglutinando traços das três séries de animações e longas animados do personagem. Aqui, o jovem Max McGrath (Ben Winchell) e sua mãe (Maria Bello) acabam de voltar à cidade em que seu pai, um famoso cientista, morreu em um misterioso acidente. Quando Max percebe algo muito estranho, seu corpo começa a gerar uma estranha energia que ele não sabe como controlar. Este poder, primeiramente o deixa muito confuso e ao mesmo tempo animado, mas acaba por forçar seu distanciamento das pessoas que o cercam, incluindo a garota que ele gosta, Sofia (Ana Villafañe). Daí, um extraterrestre tecno-orgânico chamado 'Steel' salva-o pouco antes dele perder a consciência. Quando ambos aprendem a aceitar que seus destinos estão conectados, começam a descobrir os segredos que giram em torno da morte do pai de Max - sendo caçados por um inimigo inesperado.

    Apesar do roteiro de Christopher L. Yost (do bacana "Thor: O Mundo Sombrio" e que volta aos cinemas ainda em 2017 com os aguardados "Logan" -  o último filme de Hugh Jackman como Wolverine -  e "Thor: Ragnarok") ter algumas situações repetitivas e dispensáveis, a adaptação feita para o cinema não perde em nada para os filmes de super-heróis dos outros estúdios - porém em menor escala. A história não perde tempo tentando agradar a todos. É um roteiro bem básico - com vários easter eggs para os fãs -, seguindo fielmente a já conhecida "Jornada do Herói" mas com um certo charme, sem apelações e ainda criando um diferencial: um equilíbrio entre humor e o clima sombrio que a trama imprime. A direção de Stewart Hendler (egresso da TV, com produções baseadas em games como "Halo 4") é segura mas sem exigir muito dos atores - até porque não se tem tanta exigência dramática neste roteiro.
    Vilão e herói se enfrentam
    (Divulgação)
    O destaque negativo é o elenco. Ok, mesmo que este tipo de roteiro não exija tanto dramaticamente dos atores, algumas situações poderiam ter sido melhor exploradas por cada um dos atores e atrizes. Os principais destaques negativos são mesmo Ben Winchell e Andy GarciaWinchell interpreta o protagonista como se estivesse nos filmes do Homem-Aranha dirigidos por Marc Webb - não se sabe se isso foi intencional mas ficou estranho pois o ator se expressa de forma muito parecida com o que Andrew Garfield fez naqueles filmes pavorosos... Já Garcia está no piloto automático e, a partir do terço final, exagera no tom e tem-se a impressão de que ele quer trazer algo de Shakespeare à sua atuação, soando bem engraçado em vez de algo a ser respeitado. Ainda bem que Josh Brener está lá como a voz do alienígena 'Steel' para salvar a pátria...

    Mesmo com orçamento bem reduzido frente a seus concorrentes, "Max Steel" tem efeitos especiais bem decentes e a direção de fotografia de Brett Pawlak ainda conta essa história com ângulos ousados, tornando muitas cenas visualmente bem interessantes. A trilha sonora original composta por Nathan Lanier adiciona vitalidade a todo heroísmo visto na telona.

    Resumindo: um filme para ser visto sem stress. É como reencontrar amigos da infância e ver que eles ainda são pessoas legais. Dentro de sua proposta escapista, até que funciona.


    Quando fica nervoso, Kal J. Moon libera uma quantidade imensurável de energia. Mas melhora quando toma água com açúcar...
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