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    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

    CRÍTICA CINEMA | "John Wick - Um Novo Dia para Matar", por Kal J. Moon

    Keanu Reeves está de volta aos cinemas com o filme "John Wick - Um Novo Dia para Matar" ('John Wick: Chapter 2'), onde retorna ao papel do assassino com seu (novo) cachorro. Mas quais são as novidades desse aguardado retorno?
    John Wick (Keanu Reeves) era o tal, cheio de moral... (Divulgação)

    Tiro (na cabeça), porrada e bomba!
    O filme "John Wick - De Volta ao Jogo" foi uma grata surpresa na carreira de Keanu Reeves. Amargando fracassos homéricos após o fim da saga "Matrix", reiniciou sua carreira no cinema de ação com algo despretensioso e repleto de cenas onde ele próprio desempenhou as coreografias de luta - sem dublê na grande maioria das cenas. O resultado refletiu-se na bilheteria. O primeiro "John Wick" custou razoavelmente pouco - tendo em vista os atuais padrões astronômicos de Hollywood - e, além de se pagar, acabou gerando muita expectativa por uma continuação, tendo em vista o alto lucro.

    E a hora chegou. Trabalhando no mesmo esquema do filme anterior, a escala aumentou. Mas o que incomodava no primeiro filme fica cada vez mais gritante no segundo: um grande conceito mas com pouco desenvolvimento.
    Lawrence Fishburne: Garoto maroto travesso (Divulgação)

    A trama apresenta o retorno do lendário John Wick (Keanu Reeves), que é forçado a deixar a aposentadoria em função de um criminoso que conspira para tomar o controle de um clã controlado por sua irmã. Motivado por um pacto de sangue, John Wick viaja para Roma com o objetivo de ajudar um velho amigo a derrubar essa organização internacional, perigosa e mortal, com assassinos procurados em todo o mundo.

    Não se guie por essa premissa. Isso é apenas desculpa para que tenhamos cenas violentíssimas - é possivelmente o filme que mais se verá tiros dados em cabeças alheias em 2017! Faltou o desenvolvimento da trama que envolve a organização dos assassinos. E isso, infelizmente, atrapalha - e muito - a diversão. Afinal de contas, explorar isso em parcimônia com as cenas de luta, tiroteios e mortes, faria deste um perfeito exemplar do cinema de ação contemporâneo.

    Mas, talvez seja realmente essa a intenção, tendo em vista o público atual deste tipo de entretenimento. É possível que, hoje em dia, um filme como "Duro de Matar" - estrelado por Bruce Willis - não fizesse tanto sucesso por conta de ter de acompanhar uma história mais racional.

    Porém, nos aspectos técnicos, a nova 'vendetta' de John Wick é irrepreensível. E temos uma sensacional edição de som que faz com que o espectador sinta-se assustado com tantos barulhos de tiro.
    Para Ian McShane, amigo é coisa pra se guardar (Divulgação)

    E ainda temos a marota participação de Lawrence Fishburne - antigo parceiro de Reeves na saga "Matrix" - com piadas que realmente funcionam tanto para quem o conhece como para quem nunca ouviu falar dele. E tem ainda a bem vinda adição do rapper Common ao elenco, com um personagem bem interessante e que possivelmente retornará no já certo terceiro filme. E não poderíamos deixar Ian McShane de fora, uma vez que é a única personagem bem desenvolvida em toda a trama - e se esforça para entregar um trabalho digno de nota. E tente achar a participação relâmpago de Franco Nero! É quase um "piscou, dançou".

    É aquele negócio: se o espectador está à procura de uma diversão descompromissada, com MUITA ação - você não tem ideia! -, veja esse filme. Mas não espere mais do que isso. Quem avisa, amigo é...


    Kal J. Moon tem uma maleta cheia de dobrões de ouro no porão de sua casa. Quando precisa de ajuda, isso abre qualquer porta...
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