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    domingo, 5 de fevereiro de 2017

    CRÍTICA [TV] | "Spectral", por Kal J. Moon

    Estrelado por James Badge Dale, Emily Mortimer, Max Martini e Bruce Greenwood, dirigido por Nic Mathieu, misturando ficção científica e algumas doses de terror, o filme "Spectral" - que estreou em dezembro de 2016 no catálogo da plataforma digital Netflix - mostra uma bem sucedida mistura de conceitos como há muito tempo não se via na história da TV. 
    Emily Mortimer DE MEDO! - é, foi horrível...
    (Divulgação)

    Zerando o cérebro com louvor
    Desde que o cinema e a TV descobriram como transformar histórias de terror em sinônimo de fazer dinheiro, não perdeu-se a oportunidade de explorar o filão. Muito se fala de que filmes de terror já não assustam mais nos dias de hoje por um simples motivo: a humanidade parece já ter visto de tudo.

    "Spectral" está longe de ser um clássico filme de terror, mesmo que se utilize de vários arquétipos que acontecem em histórias do gênero. Este filme está mais para uma estranha mistura entre filmes como "Os Caça-Fantasmas" e "Falcão Negro em Perigo" com seriados como "Fringe" e "Arquivo X" - porém, ainda assim, com qualidades e méritos próprios.
    James Badge Dale NO PÉ! - okay, parei...
    (Divulgação)


    Na trama, quando uma tropa militar é assassinada em circunstâncias misteriosas numa cidade europeia, um engenheiro se junta à Unidade de Forças Especiais para entender o que realmente aconteceu, antes que seja tarde demais.

    O roteiro escrito por Ian Fried, George Nolfi (que esteve envolvido na direção de um filme sobre a vida de Bruce Lee que ainda não saiu do papel) e do próprio diretor Nic Mathieu (que esteve envolvido na direção de uma versão live-action do anime "Robotech" - que também não saiu do papel), além de original - mesmo que pareça ter se inspirado em várias coisas -, consegue prender a atenção por conta de sua ideia bem interessante. Como explicar fantasmas atualmente sem recorrer a clichês do gênero? Usando a boa e velha ficção-científica, oras!
    Fantasmas - ou algo assim - atacando militares. Como enfrentar isso?
    (Divulgação)


    Com cenas de guerras mescladas a efeitos visuais e práticos muito bem executados - até porque temos uma tropa militar enfrentando fantasmas! -, aliados a uma direção de fotografia precisa e impactante, fazem desse filme aquela pedida inesperada mas que acaba agradando justamente por isso.

    O elenco, apesar de esforçado, não se destaca por sua atuação. É como se estivéssemos vendo um "filme que deu origem à série". Mas o conceito dessa história fecha-se em si, sem muitos ganchos para continuações, seja em seriados ou outros filmes. Mas nunca se sabe... Até porque saiu recentemente uma versão em quadrinhos pela Legendary Comics que trata de eventos anteriores ao que acontece no filme.
    Capa do gibi escrito por Seamus Kevin Fahey
    e Sean Fahey com arte pintada por Zid
    (Divulgação)

    Por ser uma produção feita originalmente para a Netflix, dificilmente sairá de catálogo. "Spectral" é daquele tipo de filme que se destaca mais pela história e visual do que pelo restante. Feito para quem quer escapar da mesmice e zerar o cérebro sem se sentir ultrajado. Que bom!


    Kal J. Moon não tem medo de fantasmas. Só de gente viva...
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