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    segunda-feira, 24 de abril de 2017

    CRÍTICA [CINEMA] | "Guardiões da Galáxia Vol. 2", por Kal J. Moon

    Escrito e dirigido por James Gunn e com um elenco repleto de astros e estrelas como Chris Pratt, Vin Diesel, Dave Bautista, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Michael Rooker - além de participações especiais de Kurt Russell, Sylvester Stallone e outros -, "Guardiões da Galáxia Vol. 2" vem com a difícil missão de superar o que foi feito no primeiro filme e seguir adiante com o legado da amada equipe baseada nos quadrinhos da Marvel Comics.


    Rumo à maturidade
    Nunca fui fã do primeiro filme. Enquanto meio mundo gritava aos quatro cantos que era o melhor filme baseados em histórias em quadrinhos de todos os tempos (da última semana), eu só achava ~"legalzinho" - e olhe lá! - mas com um visual muito bacana. Então, foi com essa expectativa quase zero que fui ao cinema assistir "Guardiões da Galáxia Vol. 2". E foi ótimo pois pude aproveitar melhor a experiência e diversas visões do diretor James Gunn para seu novo filme.

    Na trama, Peter Quill - ou Star Lord (Chris Pratt) - e sua equipe tem problemas numa de suas missões como mercenários, que se torna uma caçada de vida ou morte. Até que encontram Ego (Kurt Russell), o verdadeiro pai de Peter. Enquanto isso, Yondu (Michael Rooker) recebe a missão de caçar Star Lord e seus amigos mas o passado bate à sua porta. Saber mais do que isso estragaria as diversas surpresas dessa história, ok?


    O roteiro de Gunn nos mostra que, além de ter uma visão bem específica do que deseja em cena - tornando-o um dos cineastas mais criativos dos últimos anos -, este fato alia-se ao seu talento na direção. São muitas boas ideias entregues na telona, criando algo realmente único, ainda que beba de fontes diversas como "Flash Gordon" e vários filmes de ficção científica de temática espacial. Tudo feito do jeito dele, sem ser mera cópia. Nada é gratuito visualmente falando. E que visual LINDO esse filme tem! É até difícil prestar atenção na história quando se tem tanto para admirar...

    Curiosamente, o roteiro pega a expressão "daddy's issue" (algo como 'problemas de relacionamento com o papai') - muito utilizada para roteiros que precisam explicar algo que necessita de uma resolução dolorosa por algum dos personagens - e aplica a muitos daqueles que estão ao lado de Peter Quill. Cada personagem tem, de certa forma, algo para resolver com seu passado. E isso abre muitas possibilidades do que possa vir nos próximos filmes, conforme aponta vários itens mostrados nesta curiosa história - algumas até já adiantadas no primeiro filme.


    E a escolha do elenco tem sido cada vez mais acertada. O elenco principal está bem mas ainda na seara confortável dos heróis destemidos e aventureiros. Quem chama a atenção em diversos momentos é Michael Rooker - que interpreta o mercenário azul Yondu -, elevado de mero coadjuvante à peça muito importante - e até fundamental, eu diria - nessa trama. A cena que divide com ninguém menos que o mito Sylvester Stallone, ainda que rápida, é de partir o coração - e ela tem uma consequência que talvez fará o velho fã de histórias em quadrinhos chorar feito um bebê na sala de cinema.

    (Em tempo: o personagem de Stallone terá maior destaque no já anunciado terceiro filme da franquia.)


    Destaque também ao trabalho de interpretação de Karen Gillen - que interpreta Nebula (ou Nebulosa) - por conta da virada emocional que sua personagem carrega, principalmente no terceiro ato. Mesmo sendo alguém com diversas partes mecânicas e visual bem autômato, com certeza o espectador conhece uma pessoa que faria exatamente o que ela fez. E ainda consegue emocionar mesmo carregada de maquiagem pesada - o que não é para qualquer um.

    Infelizmente, como nada na vida é perfeito, o filme tem alguns problemas em seu roteiro, que é cheio de ideias bacanas mas não as desenvolve com muita maestria, deixando espaço para muitas coisas bem desnecessárias em vez de contar melhor essa história. É a velha insistência da Marvel Studios em colocar piada atrás de piada nas cenas mais aleatórias sem que isso seja realmente plausível porque "tem que ter". Uma dessas piadas - que envolve um inhame! - é tão mal construída (e sem graça) que nem se sabe o motivo de estar lá.

    Mas o problema principal do filme tem relação com seu ritmo. Em muitas cenas, vemos a história "parar" como se "engasgasse" e não soubesse sair dali, produzindo cenas que estariam melhor como extras num futuro DVD. E tem também algumas soluções de gosto duvidoso para o vilão da história -  que não vou contar quem é, claro! Mesmo que seja um vilão, é estranho que a personagem faça o que ele fez, com uma explicação que não condiz com tudo que está sendo dito.


    Porém, independente de qualquer problema, o filme merece ser visto num cinema perto de você, com as melhores resoluções e som possíveis, pois o 3D é um dos mais fascinantes já feitos na História. Diversas cenas de cair o queixo - literalmente.

    Divertido, emocionante e que traz uma grande reflexão sobre o que realmente é uma família. Feito para os fãs apenas dos filmes da Marvel, mas também para os fãs dos quadrinhos dos anos 1960. Baby Groot agradará as crianças, o visual agradará os adolescentes e Yondu agradará os adultos. "Guardiões da Galáxia Vol. 2" é um filme feito com carinho para toda a família. Mesmo. Obrigado, Casa das Ideias.

    (Atenção: Não saia da sala de cinema pois existem nada menos que CINCO cenas que acontecem durante os créditos, todas tem a ver não somente com os Guardiões da Galáxia mas com toda a mitologia desses personagens. E os créditos são bem divertidos de ver pois... não, não posso dizer, vocês precisam ver isso...!)


    Kal J. Moon nunca pensou que choraria ao ouvir aquela canção.
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