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    quarta-feira, 24 de maio de 2017

    CRÍTICA [CINEMA] "Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar", por Kal J. Moon

    Dirigido pela dupla Joachim Rønning e Espen Sandberg, "Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar" é o retorno da saga do Capitão Jack Sparrow - mais uma vez interpretado por Johnny Depp - contra outro terrível e fantasmagórico inimigo dos sete mares. A pergunta é: será que ele sobrevive mais uma vez?


    A volta dos que não foram
    "Piratas do Caribe" virou a franquia favorita de muitos que queriam algo diferente nos cinemas lá pelos idos do já distante ano de 2003 - quase QUINZE anos! - mas que ainda envolvesse fantasia como as sagas "O Senhor dos Anéis" e "Harry Potter", mesmo que com uma pegada beeeeeem diferente de quaisquer umas dessas franquias. Deu certo. O que era uma aposta arriscada de trama baseada num dos brinquedos temáticos dos parques Disney reverteu-se numa potencial e lucrativa franquia - a partir do segundo filme -, rendendo o reconhecimento da indústria até com uma indicação ao Oscar para Johnny Depp. Após uma primeira trilogia que ainda divide opiniões e um quarto filme que não é tão bem visto assim pelos fãs, "A Vingança de Salazar" serve um pouco como um reboot sem necessariamente reiniciar a franquia, uma vez que temos elementos bem cristalizados pela saga de Sparrow e seus companheiros.

    Na trama, o Capitão Jack Sparrow (Depp) - que anda passando por uma onda de azar - sente os ventos da má sorte soprando com muita força quando os marinheiros fantasmas assassinos, liderados pelo aterrorizante Capitão Salazar (Javier Bardem), escapam do Triângulo do Diabo decididos a matar todos os piratas em seu caminho, especialmente Jack. A única esperança de sobrevivência para ele então é o lendário 'Tridente de Poseidon', mas para encontrá-lo ele terá que estabelecer uma inconveniente aliança com a misteriosa Carina Smyth (Kaya Scodelario) - uma linda e brilhante astrônoma - e Henry (Brenton Thwaites), um jovem e teimoso marinheiro britânico. À frente do 'Gaivota Morta' - seu navio vergonhosamente pequeno e carcomido -, Sparrow busca não somente reverter a sua recente onda de má sorte mas também salvar a sua própria vida lutando contra o inimigo mais assustador e malvado que ele já enfrentou.

    Okay, a trama se parece bastante com uma mistura maluca da história dos outros filmes e as situações apresentadas não ajudam muito a evitar as comparações - talvez um pouco com o que aconteceu em "Star Wars: O Despertar da Força", para exemplificar melhor. Porém, "A Vingança de Salazar" mostrou-se, aos trancos e barrancos, um filme simpático, que pode agradar fãs e atrair novas plateias.

    Não existe muito o que dizer sem estragar algumas surpresas mas tudo o que consagrou essas histórias está nesse filme. Um momento mirabolante - e virtualmente impossível de acontecer na vida real - envolvendo Jack Sparrow? Tem. Romance entre um casal improvável? Sim. Inimigos querendo vingança e envolvidos em algo sobrenatural? Tem, claro! Disputas inverossímeis no alto mar? Sem dúvida! Uma cena pós-créditos amarrando toda a trama e lançando luz ao próximo filme? Com toda a certeza. Um roqueiro clássico faz parte da família de Jack Sparrow? É, já deu para entender...

    (A tão aguardada participação especial do eterno beatle Paul McCartney é divertida mas não tem nada demais - e dá pra saber exatamente quando ocorre por conta da música que ele canta na cena antes de aparecer.) 


    Importante dizer que, assim como em outras franquias como "Duro de Matar" ou "Velozes e Furiosos", "A Vingança de Salazar" introduz novos personagens que servem como um 'retcon' por estarem todos de certa forma ligados aos antigos participantes dessa saga.

    Também devemos salientar que essa nova aventura não tem nada de profundo, personagens muito elaborados ou trama que mudará a vida do espectador. É uma 'aventura' no mais amplo sentido desse conceito, como os filmes estrelados por Errol Flynn e cia.

    "Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar" é divertido e equilibrado. Talvez a única certeza  é que esse novo filme é bem "okay". Não é memorável mas não desmerece o nome da franquia - o famoso "dá pra ver". E não tem nada de errado com isso, savvy...?




    Kal J. Moon já foi um pirata chamado 'Kal Pé-de-palhaço'. Mas já abandonou há tempos o mar de Sargaços... ('Bebei, amigos... Yo-ho!')
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