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    quinta-feira, 15 de junho de 2017

    CRÍTICA [CINEMA] | "Baywatch: S.O.S. Malibu", por Marlo George


    O sucesso de Baywatch, série exibida no Brasil com o horroroso título S.O.S. Malibu, é incontestável. David Hasselhoff e Alexandra Paul já eram estrelas na época, mas a série catapultou a carreira de atrizes como Pamela Anderson e Kelly Packard. A marca era tão famosa que até mesmo a Playboy tirou uma casquinha da franquia ao lançar o infame "documentário" Playboy: Babes of Baywatch em 1998. Porém, como nada na vida é para sempre, após o fracassado filme para TV Baywatch: Hawaiian Wedding, de 2003, os galanteios de Hasselhoff e os maiôs vermelhos das beldades salva-vidas já não mais surtiam efeitos e a franquia foi engavetada.

    Agora, em 2017, um novo filme da franquia é lançado, com mais musculosos suados e damas de vermelho. Baywatch: S.O.S. Malibu, do diretor Seth Gordon, invadiu os cinemas e não convenceu.

    Bobo demais, o filme já começa com uma cena constrangedora na qual o protagonista Mitch Buchannon (Dwayne Johnson) emerge do mar, todo posudo após salvar um banhista indisciplinado, com a logomarca da franquia surgindo ao fundo. Cafona é pouco. O que vem depois são uma sucessão de piadas sem graça e desfiles de corpos malhados e semi-nus. Os conflitos do roteiro são desinteressantes e os personagens vazios, meros arquétipos desmiolados pela carência de bons diálogos do roteiro. O motivo da vilã é absurdo e a trama não tem tensão, drama ou qualquer artifício que a torne interessante. O desfecho é previsível e traz um gancho para uma sequência. Espero que desistam da ideia.


    Dwayne "The Rock" Jonhson, apesar de todo carisma, e escancarada boa vontade, não salva o filme. Os apelidos manjados com os quais a sua personagem fica importunando a de Zac Efron, Matt Brody, são forçados demais e não há química entre os atores. Kelly Rohrbach, que encarna a antiga personagem de Pamela Anderson, CJ Parker, e Alexandra Daddario também não brilham. Não passam de meninas bonitas, cujos corpinhos caem bem no figurino econômico que lhes ofereceram. Completando o time principal temos Jon Bass, que interpreta Ronnie Greenbaum, um desnecessário alívio cômico.

    Aliás, que serventia tem um alívio cômico em um filme de comédia?

    Apenas as referências que o filme traz são legais. Especialmente a que cita um dos golpes de The Rock, de seus tempos na WWE. Foi muito bem sacada.

    Filmado em locações nas praias de Miami, Florida e Savannah, na Georgia, tem trabalho de produção desleixado. Talvez seja um reflexo do orçamento baixo dispensado para a mesma.

    Alguns filmes baseados em série de TV falham porque apostam em fórmulas do passado que já não convencem a audiência. Starsky & Hutch - Justiça em Dobro, de 2004, Esquadrão Classe A, de 2010, e mais recentemente Chips são dois bons exemplos disso. Porém, Os Gatões: Uma Nova Balada, os dois filmes baseados em Anjos da Lei, a nova trilogia Star Trek e o último longa de Power Rangers são exemplos de filmes que apresentaram versões bacanas e servem como homenagens ao material original.

    O fato de um filme ser baseado em seriados não é determinante para o seu sucesso ou fracasso. Fato é que existem filmes bons e ruins, tanto originais quanto adaptados.

    Baywatch: S.O.S. Malibu é um dos ruins.



    Marlo George assistiu, escreveu e acha que esse filme vai afogar na bilheteria. Só não é pior que 'Os Gatões 2: O Início', de 2007, que peca por ser um remake do remake.
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