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    quinta-feira, 8 de junho de 2017

    CRÍTICA [CINEMA] | "A Múmia", por Marlo George


    Os Monstros da Universal já eram uma franquia quando este modelo de lançamento sequer existia. Hoje o conceito de franquia cinematográfica já foi bem experimentado, com vários exemplos de sucesso como o Universo Cinematográfico Marvel, O Senhor dos Anéis, Star Wars, entre outros. A Universal Pictures vem tentando, especialmente na última década, criar uma nova franquia baseada nos seus Monstros do passado. Van Helsing: O Caçador de Monstros, de 2004, e Drácula: A História Nunca Contada, de 2014, foram tentativas fracassadas de start de um novo reboot.

    Agora, com A Múmia, surge uma nova oportunidade para a Universal iniciar sua tão sonhada franquia milionária, agarrando os fãs e cinéfilos do mundo pela mão e os conduzindo à um novo "universo monstruoso". Será que terão sucesso nessa nova empreitada? Isso só o tempo dirá.

    Dirigido por Alex Kurtzman, produtor e roteirista ativo, mas que tem apenas um filme dirigido até então, Bem-Vindo à Vida, de 2012, no qual apresentou um trabalho regular, A Múmia é um filme bom, com uma trama enxuta e recheado de cenas de ação. Enfim, um filme pipoca.


    Dito isso, justificada foi a ― à primeira vista errônea ― escalação de Tom Cruise como o protagonista do longa. Cruise dá bilheteria, mas não é um ator brilhante. Ele é, sejamos justos, amadurecido, experiente e sempre entrega um bom trabalho. Se for bem dirigido, e desta vez foi, o galã cinquentão dá conta do recado. O próprio roteiro cuida para que a idade do ator seja aproveitada à favor da história. A princípio ele parece velho para o papel de um aventureiro ladino, mas a trama acaba providenciando o background necessário para que sua personagem seja um homem mais maduro e vivido.

    Cruise acabou sendo o ator certo para viver Nick Morton, um personagem que parece ser clichê, mas que vai crescendo conforme a fita se desenrola.

    Outra grande jogada foi elencar Sofia Boutella como a criatura. Nos primeiros scripts a múmia era do gênero masculino, mas após Kurtzman conhecer Boutella decidiu que ela era perfeita para o papel. Boutella, conhecida na redação do Poltrona Pop como "A Queridinha do Kal" (é uma piadinha interna, mas não resisti), tem a aparência de uma princesa egípcia e o talento necessário para compor bem a personagem. Sua múmia tem assinatura, personalidade própria e a atriz simplesmente brilha em cena.


    Fiquei satisfeito também com as piadinhas e referências que o filme faz aos clássicos e até mesmo à trilogia A Múmia, aquela do Brendan Frasier e Rachel Weisz. Ao que tudo indica, as aventuras de Rick O'Connell e Evelyn Carnahan, mesmo que não declaradamente, fazem parte do universo compartilhado nesta nova franquia. Para minha alegria, pois sou fã e fiquei com um sorrisão no rosto quando me dei conta disso. Outras citações legais são ao musical Jekyll & Hyde e ao Monstro da Lagoa Negra, criaturas da franquia que certamente terão filmes solo.

    Russell Crowe interpreta um médico, cientista, pesquisador e advogado que também é uma das criaturas clássicas. Se ainda não tomou spoilers (ou matou quem é), corra pro cinema. foi muito legal descobrir isso lá.

    Annabelle Wallis é Jenny Halsey, uma egiptóloga que também vai tendo sua importância na trama revelada aos poucos. Wallis é uma boa atriz e pode ter tido a oportunidade de receber novos convites para papeis importantes. A Múmia é uma boa vitrine para a atriz, que aproveitou muito bem o tempo de tela.


    A Múmia foi um filme barato para os padrões hollywoodianos de blockbusters e custou em média 125 milhões de dólares. Isso refletiu, obviamente, na produção. Os efeitos especiais poderiam ser melhores, apesar do trabalho de efeitos visuais ser muito arrojado, destacando-se as cenas em gravidade zero. A direção de fotografia é competente, assim como a edição e montagem. A trilha sonora, de Brian Tyler, que assinou outras três trilhas só este ano, cria clima, mas sofre do mesmo mal de outras produções atuais que é a falta de inspiração. A música acompanha o ritmo do filme, mas não fica marcada na memória.

    Lá se vão uns 40 anos que os filmes de terror não assustam mais ninguém. Dentro desta realidade nada como atualizar o gênero com altas doses de ação e aventura. Cheio de acertos e com duração na medida certa para evitar barrigas, A Múmia é o filme ideal para restartar o universo monstruoso da Universal. Recomendadíssimo.



    Marlo George assistiu, escreveu e viu o livro de Amon-Rá, mas não viu a chave. Muito suspeito...
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    1 comentários:


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    Item Reviewed: CRÍTICA [CINEMA] | "A Múmia", por Marlo George Rating: 5 Reviewed By: Marlo George
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