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    quinta-feira, 7 de junho de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Jurassic World - Reino Ameaçado", por Kal J. Moon

    Dirigido por J. A. Bayona, estrelado por Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, James Cromwell, BD Wong,  Ted Levine, Justice Smith, Geraldine Chaplin, Daniella Pineda, Toby Jones, Rafe Spall e o MITO Jeff Goldblum, "Jurassic World - Reino Ameaçado" é um espetáculo de efeitos especiais. Mas ainda funciona?

    Juraci, que parque...?
    Quando nosso editor Marlo George disse nesse vídeo que "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" tinha decepcionado por conta de sua falta de compromisso com o realismo, um internauta comentou: "Realismo? São dinossauros!".

    Para o público atual não importa coesão textual, interpretações convincentes do elenco e todos os ingredientes de uma boa aventura recheada com os melhores efeitos visuais que a indústria cinematográfica pode criar. O que importa é se por pouco mais de duas horas existe o escapismo descompromissado aliado à correria desenfreada sem tempo para desenvolver personagens cativantes que possamos temer se estiverem em perigo mortal. Afinal, ver dinossauros em 3D é o mais próximo que chegaremos da experiência de ver um ~"de verdade".

    O que nos leva a "Jurassic World - Reino Ameaçado", quinto filme da franquia "Jurassic Park", baseada no livro escrito por Michael Crichton. Na trama, após os eventos desastrosos mostrados no primeiro filme, políticos discute se vale ou não manter os dinossauros vivos. Claire (Bryce Dallas Howard) comanda um movimento ~"pró-dinossauros" enquanto Owen (Chris Pratt) se isolou do mundo e constrói uma cabana para morar sozinho. Até que Benjamim Lockwood (James Cromwell) e Eli Mills (Rafe Spall) convidam Claire para guiar um levante para resgatar os dinossauros sobreviventes da Ilha Nublar. Para isso, Claire precisa convencer Owen a voltar à Ilha mas, ao chegar lá, algo dá muito, muito errado...

    Essa franquia nunca foi uma unanimidade entre público e crítica. E não poderia ser mais diferente. Ao assistir o novo filme, crianças ficarão maravilhadas a cada cena em que aparecer um T-Rex, um estegossauro ou qualquer outro exemplar de espécie dinossáurica. Fãs de filmes de ação ficarão empolgados com o vigor desenfreado de diversas cenas e admiradores do filme original ficarão espantados com as referências escondidas e com o retcon que muda completamente o que pensávamos a respeito das motivações do Dr. Hammond (Sir Richard Attenbourogh) ao construir o Parque dos Dinossauros.

    Mas falta algo. A fórmula das sequências em Hollywood tem sido "faremos maior e melhor". Aqui, o resultado é um animal gigantesco, ágil e violento mas inchado e desprovido de racionalidade para sobreviver às mudanças de habitat.

    O diretor J. A. Bayona não está nem um pouco preocupado com densidade dramática, mesmo que o texto ofereça algumas oportunidades para tal. Apenas UMA cena será capaz de enternecer o coração do espectador, fazendo-o pensar no comércio exploratório de animais pelo mundo. De resto, temos mais um exemplar descerebrado de película de ação e violência descabida totalmente esquecível, com atores praticamente improvisando o tempo todo e efeitos especiais muito bem realizados, impressionantes de verdade.

    O elenco parece apenas fazer caras e bocas, sem muito desenvolvimento ou esforço, como quem faz o que faz apenas para garantir o valor do aluguel no fim do mês. Rafe Spall (foto abaixo) está tão canastrão que mais lembra personagem de desenho animado dos anos 1980...

    (Com honrosa exceção para as atuações de Toby Jones e Geraldine Chaplin - mas de que adianta ser a melhor coisa de um filme "nhé"?)

    Além do mais, o roteiro de Derek Connolly e Colin Trevorrow não oferece nenhuma novidade instigante, além de transformar a franquia na mais temida praga do novo milênio: uma distopia...

    Como uma franquia que atravessou décadas, "Jurassic World - Reino Ameaçado" carrega o peso da idade, como uma senhora que, inutilmente, veste roupas dois números menores para parecer mais magra ou mais jovem.

    Mas pouco ou nada do que foi dito aqui fará efeito. O filme anterior bateu recorde de bilheteria e o atual deve seguir pelo mesmo caminho. Afinal, o mundo voltou a ser dos dinossauros e o público perdeu a capacidade de saber quando está sendo enganado. No fim das contas, "Jurassic World - Reino Ameaçado" é a perfeita síntese da produção hollywoodiana atual. Pena.



    Kal J. Moon gostaria de ver as aventuras de Jonny Quest no cinema mas dar um giro no 'Bubblepod' deve ser bem legal também...
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