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    terça-feira, 3 de julho de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Homem-Formiga e a Vespa", por Kal J. Moon

    Dirigido por Peyton Reed, estrelado por Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeifer, Laurence Fishburne, Michael Peña e grande elenco, "Homem-Formiga e a Vespa" mostra uma nova faceta do heroísmo Marvel.

    A hora e a vez das mulheres salvarem o dia
    Desde que o grande público adorou a Mulher-Maravilha em três filmes até o momento - e um outro a caminho -, muito se fala a respeito do protagonismo feminino nas telas do cinema. Mesmo que cim algum atraso, os filmes com personagens da Marvel acordou para atender um novo público que deseja se ver representado em filmes. E "Homem-Formiga e a Vespa" dá mais um passo nessa direção.

    Na trama - que se passa após os eventos mostrados em "Capitão América - Guerra Civil" e tem APENAS UMA conexão com "Vingadores - Guerra Infinita" -, Scott Lang (Rudd) precisa lidar com as consequências de suas escolhas como super-herói e pai. Ainda esforçando-se para equilibrar a vida pessoal com suas responsabilidades como Homem-Formiga, ele é procurado por Hope van Dyne (Lilly) e Dr. Hank Pym (Douglas) para uma nova missão urgente: encontrar Janet van Dyne (Michelle Pfeifer), esposa de Pym, no microscópico universo subatômico. Mas eis que surge a vilã Fantasma (Hannah John-Kamen) e um negociante inescrupuloso querem se apossar da tecnologia necessária para tal, enquanto que a CIA prossegue monitorando as atividades de Lang por conta de sua participação na Guerra Civil ao lado de Capitão América e seus aliados, agora considerados foragidos da justiça...

    Mesmo que este seja um típico filme da Marvel, é, assim como o primeiro filme, uma comédia com elementos de filme de ação e aventura, com fortes doses de ficção científica (ao melhor estilo Irvin Allen!). Enquanto que o filme anterior tenha sido integralmente reestruturado para se adequar à fórmula Marvel de fazer cinema - e saindo-se muito bem, mesmo com a mudança de diretor -, equilibrou muito bem ação, drama e comédia, mostrando que um filme coeso vale bem mais que algo com personalidade marcante.

    O roteiro do segundo filme é bem enxuto - ainda que repita algumas situações já vistas anteriormente, como o "Momento Luís" -, condensando bem a ameaça dos três ~"vilões" (ou melhor, oponentes com ponto de vista conflitantes) e entrega uma boa mistura de ação, drama e humor, exatamente como no primeiro filme. E nessa mistura, o destaque é que as mulheres da trama são os pilares da narrativa., mostrando que é valido e criativo investir no filão. Não existe nenhum grande destaque dramático no elenco mas ocorrem algumas cenas bem tocantes nesse sentido. Algumas falas são propositalmente expositivas, levando-se em conta que boa parte da audiência é compostas de crianças e o tom da trama é puramente leve e infantil - tanto que amenizaram até as piadas de conotação sexual. A costumeira participação de Stan Lee não tem a menor graça, assim como uma piada levemente homofóbica - que pode incomodar os mais puristas.

    Em detrimento disso, os efeitos especiais e visuais são muito bem realizados, destaque aos poderes da vilã Fantasma - que remetem a filmes de terror! - e uma cena específica na baía de San Francisco. E ainda há cenas de perseguições impecáveis, com as habituais saltos nas ladeiras de San Francisco - ah, isso não podia faltar...!

    Já a trilha sonora criada por Christophe Beck evoca bem o perigo e a aventura de forma adequada, seguindo de perto as composições de Giacchino.

    Existem duas cenas pós-créditos. A primeira fará o espectador se perguntar "E AGORA?!" por conta de sua sagacidade em usar algo que se esquece durante a exibição - é tão bem construída que há de se questionar porque o roteiro não se desenvolveu a partir dela. A segunda é apenas a repetição de uma piada que ocorre no meio do filme.

    Não é melhor que o primeiro, é apenas "okay" e continua parecendo episódio especial de um seriado de TV mas diverte, entretém e distrai a cabeça numa boa. E não há nada de errado com isso...



    Kal J. Moon tem baixa estatura e sabe bem como enxergar o mundo de baixo para cima...
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    2 comentários:

    1. Os efeitos especiais são a melhor parte do filme, além da comédia que ele lida. Michael Peña é o meu favorito. Em Lego Ninja Go, ele fez um ótimo trabalho. Sempre fui fã do filmes para crianças, eu gosto por que em cada produção procuram incluir uma mensagem e não somente para os pequenos, pois podemos aprender muito destas produções e nos divertir ao mesmo tempo. Juro que vale muito a pena ver, por que apesar de que é uma historia feita completamente para crianças, sente que esta muito bem adequada para que qualquer membro da família possa ver e ficar encantado com a história.

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      1. Verdade, Mariana. Nada errado que a Marvel faça mais filmes assumidamente infantis, assumindo de vez a responsabilidade de criar entretenimento a todas as idades... (KJM)

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    Item Reviewed: CRÍTICA [CINEMA] | "Homem-Formiga e a Vespa", por Kal J. Moon Rating: 5 Reviewed By: Kal J. Moon
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