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    quinta-feira, 30 de agosto de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas", por Kal J. Moon

    Com dublagem de Charles Emmanuel, Manolo Rey, Luiza Palomanes, Eduardo Borgerth e Mariana Torres, o time infantil dos super-heróis mais querido de todos estreiam na telona em "Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas". Spoiler: o filme é o maior barato, viu?

    "Não tenha vergonha do ridículo"
    Escrito, produzido e dirigido pela mesma equipe criativa da série animada de grande sucesso entre a garotada - e de muito marmanjo também -, o longa dos Jovens Titãs explora MUITO BEM o humor nonsense visto na TV, adicionando interesse suficiente para que se assista essa tresloucada aventura no cinema sem necessidade da arrogante "adaptação" que sempre vemos em produções do gênero.

    Na trama, os heróis Jovens Titãs - Robin (Manolo Rey), Estelar (Luiza Palomanes), Cyborg (Eduardo Borgherti), Mutano (Charles Emmanuel) e Ravena (Mariana Torres) - percebem que os principais super-heróis que existem por aí estão estrelando seus próprios filmes – quer dizer, todos, exceto os Jovens Titãs! Porém, o líder de fato do grupo, Robin, está determinado a resolver a situação e ser visto como um astro, ao invés de um fiel escudeiro. Se ao menos eles conseguissem fazer com que a mais badalado diretora de Hollywood os notasse... Com algumas ideias malucas e uma música no coração, os Jovens Titãs partem para Tinsel Town, determinados a realizar seu sonho. Contudo, tudo dá errado quando o grupo é enganado por um supervilão e seu plano insano para conquistar o planeta.

    Mesmo que o roteiro desenvolvido por Michael JelenicAaron Horvath - dirigido por Peter Rida Michail e pelo próprio Horvath - seja mais direcionado a um público mais jovem (ou que curta a série animada), o público adulto captará muitas piadas a ele, com muitas menções aos personagens da Marvel Comics - tem até a esperta zoação à costumeira participação de Stan Lee nesses filmes!  - e à Disney - se você é fã de "O Rei Leão", vai rir alto com uma cena -, aparição de personagens menos conhecidos do grande público como Homem-Animal, Monstro do Pântano, Jonah Hex e Desafiadores do Desconhecido - estes últimos são piada recorrente durante a exibição -, diversas citações visuais à clássica minissérie "Watchmen" e muitos, MUITOS outros. O filme abraça o ridículo com força, citando até mesmo a demora em ter feito um longa da Mulher-Maravilha, pedindo para esquecer AQUELE filme do Lanterna Verde, lembrando do clássico filme do Superman com o saudoso Christopher Reeve e, claro, tirando sarro do ~"momento Martha" de "Batman V Superman" (este último, até Zack Snyder teria gostado de assistir!).


    (Aliás, no Brasil, quem dubla o Superman é Guilherme Briggs - que repete o papel aqui - mas na versão original tiveram A PACHORRA de chamar ninguém menos que Nicholas Cage para o papel! Não sou Capitão América mas saquei a referência...)

    O longa animado ainda revela a expertise de 'mudar' o estilo de animação de quando em vez para emular situações vistas em desenhos animados alternativos exibidos pelo canal pago Cartoon Network e até mesmo animes - como numa cena onde "homenageia" o anime "One Punch Man".

    A dublagem brasileira desta animação é o grande destaque por conta de manter o ritmo afiado e privilegiar o mesmo clima da TV, sem a necessidade de chamar atores que nem tem dublagens em seus currículos para emprestar vozes a personagens que, na maioria das vezes, não combinam com seus alter-egos - o que nem mesmo aumenta a bilheteria de um filme, no fim das contas (essa prática cafona já deveria ter sido abolida há muito tempo, diga-se de passagem). Charles Emmanuel, Manolo Rey, Luiza Palomanes, Eduardo Borgerth e Mariana Torres (e o adequado tom teatral melodramático do nobre Ricardo Schnetzer como o vilão Slade - "iiisssleeeeeeeeeeeeeeeeeide") dão o melhor de si - com esperta e precisa direção de dublagem de Marco Ribeiro - e exemplificam porque a dublagem brasileira é considerada a melhor do mundo por muitos profissionais da área. É algo que dá gosto de ver e ouvir - e dá orgulho também.


    Como na grande maioria das animações infantis, o longa é recheado com algumas "canções motivacionais" no melhor estilo das clássicas animações da Disney. Uma em específico é bem interessante mas as outras talvez perturbe o público mais velho. Mas lembre-se: a série animada utiliza este recurso um bom número de vezes e é um filme direcionado à crianças menores. Portanto, faz parte da cartilha desse tipo de filme. Relaxe e aproveite a viagem pois o restante é o fino do que há de melhor em matéria de diversão e bom humor - e ainda serve de uma verdadeira catequese para apresentar diversos personagens da DC Comics a um público mais jovem (que sacada genial, Warner!).

    Com um inacreditável número de citações para quem curte as histórias em quadrinhos - principalmente as clássicas -, o filme acerta justamente onde "Deadpool 2" errou rude: abraça o ridículo sem o temor de ser feliz. Vale MUITO a pena assistir no cinema! Vamos, abrace o ridículo! É divertido...

    >>> ATENÇÃO: Antes do filme começar, tem um curta bacaninha das "DC Super Hero Girls" estrelado por Batgirl, Mulher-Maravilha, Supergirl e outras heroínas. E o filme tem duas cenas pós créditos: uma faz menção à primeira série animada "Jovens Titãs" - e confesso que não entendi muito bem do que se tratava (talvez uma prévia da série com atores?) e a outra é... bem, vocês vão ver.



    Kal J. Moon nunca imaginou que um dia veria o Homem-Animal numa versão animada e se espantou quando soube que Nicholas Cage tem um filho chamado... Kal-El! (É SÉRIO!)
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    2 comentários:

    Item Reviewed: CRÍTICA [CINEMA] | "Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas", por Kal J. Moon Rating: 5 Reviewed By: Kal J. Moon
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