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    sábado, 3 de novembro de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Bohemian Rhapsody", por Andreas César.



    Existem pessoas que nasceram para o estrelato. Farrokh Bulsara (nome de nascimento do nosso querido e amado Freddie Mercury) era uma dessas pessoas. Como afirmado diversas vezes no longa "Bohemian Rhapsody", ele era um entertainer, e basicamente isso.

    Dito isso, é fácil afirmar que retratar tal persona no cinema não seria tarefa fácil. Mas quem disse que Rami Malek não consegue atuar em papéis difíceis? A atuação de Malek é caricata, mas é exatamente isso que a torna perfeita. Mercury não era uma pessoa comum, como o filme e sua vida deixam claro, o que faz que a caricatura seja o mais próximo possível do real.

    A história começa ainda no início de carreira, sem que o nome "Queen" ainda exista. Com o passar do tempo, a banda ganha sucesso, briga com produtores e se torna uma das maiores que já existiram no rock n' roll. Entre várias festas e bebedeiras, Mercury chega ao estrelato como um dos melhores cantores de todos os tempos, e isso é bem representado na cinebiografia.

    Não é apenas Malek que atua bem. Todos os atores da banda são, além de muito parecidos com os reais, excelentes na sua performance. Deve-se dar destaque também para Lucy Boynton, Aidan Gillem (o caro Mindinho de Game of Thrones) e Allen Leech, que estão muito bem em seus papéis. A aparição de Mike Myers é bem divertida, e a referência que ele faz à "Quanto Mais Idiota Melhor" é incrível.

    O grande problema do filme é focar apenas em Freddie...

    Contudo, nem tudo são flores. Não me importo muito com que hajam diferenças em relação a vida real, já que isso é comum em cinebiografias e é praticamente impossível manter a fidelidade  com a realidade ao máximo e se fazer um filme que seja de fato interessante. O grande problema de "Bohemian Rhapsody" é o fato de ser um filme de Mercury, e não do Queen. Ao se focar muito no cantor, o filme deixa a vida de Brian May, Roger Taylor e John Deacon muito de lado, ao passo que sabemos pouco sobre o que se passava com eles ao longo dos acontecimentos da vida de Mercury. 

    Outro grande problema do filme é a velocidade com que se passam os acontecimentos. O filme é longo, tem 2 horas, e muito pouco é falado sobre os primeiros anos da banda. Em menos de 30 minutos a banda já é famosa, ao passo que se resume em poucas cenas como o sucesso foi alcançado. Além disso, o filme se perde muito no meio dos problemas pessoais que Freddie Mercury se lançou em meio à fama, tempo que podia ser usado para se falar ou mais sobre os outros membros ou para contar mais sobre a história da banda em si. 

    Deixando isso de lado, o filme não tem mais problemas, o roteiro é compreensível, não deixando dúvidas sobre os acontecimentos (ainda que, novamente, haja algumas alterações). O diretor Bryan Singer fez um bom trabalho, trazendo um longa alinhado. A homossexualidade de Mercury é bem representada ao longo da cinebiografia, sendo dada a devida atenção ao tema. A cena da descoberta da Aids é emocionante.

    Sem muito mais o que comentar, "Bohemian Rhapsody" é um filme bom, mas apresenta algumas falhas e poderia ser muito melhor.

    PONTOS POSITIVOS: atuações incríveis, direção focada, roteiro coeso.
    PONTOS NEGATIVOS: muito foco em Freddie Mercury, pouco tempo de tela do início da banda.


    Andreas César assistiu, criticou e achou curioso o fato do álbum "The Dark Side of the Moon" ter sido mencionado no longa. Eu havia ouvido esse disco na íntegra no caminho ao cinema.
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    Item Reviewed: CRÍTICA [CINEMA] | "Bohemian Rhapsody", por Andreas César. Rating: 5 Reviewed By: Andreas Cesar
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