A frase que serve de título para esta análise é dita pelo personagem Johnny Cage - um ex-ator de filmes de ação dos anos 1990 que, agora, para sobreviver, participa de Comic-Cons vendendo memorabilias e autógrafos em cartazes de suas produções (semelhante ao que ocorre com o personagem interpretado por Mickey Rourke em "O Lutador") - para justificar a um fã porque não faz um reboot de seu filme de maior sucesso. Essa cena (que tem a breve participação de Ed Boon, cocriador do game) tem todo um contexto de explicação ao público - e até uma leve crítica à indústria cinematográfica - de como funciona o cinema de ação realizado de 2010 para cá (com direito a citar nominalmente o maior expoente desse período).
Na trama - continuação do filme de 2021 (clique AQUI para ler nossa crítica) -, os campeões marciais do mundo inteiro - e Johnny Cage - são colocados uns contra os outros numa sangrenta e definitiva batalha, sem regras ou limites, para derrotar o sombrio governo do temível Shao Kahn, que ameaça a própria existência do Plano Terreno e seus defensores.
E não, não é proibitivo que algo com um peculiar nome como "Mortal Kombat" tenha uma trama mais simples e objetiva, pois os games também compartilham dessa ideia... Mas custava ter um elenco mais carismático, como o do filme original? Custava ter um figurino um pouco menos "cosplay de luxo"? Custava ter uma direção que, mesmo nos momentos que exigem alguma dramaturgia, entregasse algo decente em termos de emoção (e por que cargas d'água alguém cujo único crédito anterior no currículo foi a direção de um COMERCIAL DE SERVIÇO DE CAIXA ELETRÔNICO acabou sendo contratado para comandar o reboot dessa franquia?! - sim, é sério)?
(aparentemente, custava sim, pois esses dois filmes refletem que faltou bastante dinheiro para entregar algo decente em matéria de visual e demais quesitos inerentes à forma do produto audiovisual)
Se todos esses quesitos fossem melhor trabalhados, provavelmente teríamos uma experiência cinematográfica bem melhor que a do filme anterior e até do filme original. Mas, infelizmente, não foi o caso aqui...
Em matéria de atuação, nem dá para culpar o elenco por conta do material entregue pelo roteiro escrito por Jeremy Slater (de projetos audiovisuais detestáveis como o live-action norte-americano de "Death Note", a decepcionante minissérie "Cavaleiro da Lua" e a insuportável série "The Umbrella Academy" - ou seja, o cara é péssimo quando se trata de adaptações). Quem mais se destaca são Adeline Rudolph (do recente filme "Hellboy e o Homem Torto", que interpreta a princesa Kitana - a verdadeira protagonista do filme), o já citado Karl Urban (da série "The Boys", que até está bem mas se o papel fosse interpretado por Jean Claude Van Damme, aí teríamos alcançado a "limitação" necessária de atuação para que a paródia fizesse sentido enquanto ferramenta de humor e uma pitada benvinda de canastrice - porém, é responsável pela melhor piada da trama, que tem a ver com a franquia "O Senhor dos Anéis") e Josh Lawson (que, vale relembrar, já foi indicado ao Oscar de melhor curta-metragem por "The Eleven O'Clock" em 2016 - grande destaque do primeiro filme, mas que tem menos espaço aqui por conta do que ocorreu com seu personagem anteriormente´... Porem, sempre que aparece, rouba a cena). O restante está bem funcional e competente, na medida do possível.
Fazendo um paralelo culinário, imagine um prato simples (arroz, feijão, uma batata frita e um frango grelhado) mas não tem sal. Para melhorar esse prato, a pessoa que cozinha pode optar por acrescentar alguns temperos de sua preferência para que essa refeição não pareça insossa, certo? Esse novo filme é uma refeição simples, mas totalmente sem tempero. Alimenta, mas não satisfaz.
"Mortal Kombat 2" pode agradar a quem quer uma diversão descompromissada, com mimetização inferior das lutas dos games e algum escapismo. Porém, é uma experiência bem limitada por culpa da inexperiência (e incompetência) dos envolvidos em produzir um espetáculo. E retorno a pergunta feita por Johnny "Fodão" Cage: "Você acha que é isso que as pessoas querem ver?!", Hollywood? A resposta virá do público. E, talvez, não seja a esperada...
Fazendo um paralelo culinário, imagine um prato simples (arroz, feijão, uma batata frita e um frango grelhado) mas não tem sal. Para melhorar esse prato, a pessoa que cozinha pode optar por acrescentar alguns temperos de sua preferência para que essa refeição não pareça insossa, certo? Esse novo filme é uma refeição simples, mas totalmente sem tempero. Alimenta, mas não satisfaz.
"Mortal Kombat 2" pode agradar a quem quer uma diversão descompromissada, com mimetização inferior das lutas dos games e algum escapismo. Porém, é uma experiência bem limitada por culpa da inexperiência (e incompetência) dos envolvidos em produzir um espetáculo. E retorno a pergunta feita por Johnny "Fodão" Cage: "Você acha que é isso que as pessoas querem ver?!", Hollywood? A resposta virá do público. E, talvez, não seja a esperada...
Kal J. Moon não gosta de whiskey, Coca ou Morango do Amor mas gargalhou com a piada sobre "O Senhor dos Anéis"...
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