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    quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

    CRÍTICA [CINEMA] | "Pegando Fogo", por Marlo George.

    Antes de mais nada, preciso confessar que quando eu era mais novo e via aqueles pratos que eram servidos nos restaurantes chiques dos filmes achava que eu jamais seria capaz de me satisfazer com poucas folhas de verduras, algumas sementes e um naco de peixe, salpicados com um molho qualquer.

    Preferia uma gorda lasanha.

    Porém o tempo passa, a gente cresce e em algum momento acaba se deparando com esse "pesadelo" culinário em um bistrô qualquer ou na festa de um amigo mais afetado. Daí que você acaba por perceber que estes pratos, na verdade, são o que mais se aproxima de uma obra de arte no que se refere à cozinha.



    O novo filme com Bradley Cooper, galã que vem ganhando espaço em Hollywood nos últimos anos, se chama "Pegando Fogo" (Brunt, no original) e conta justamente a história de um chef de cozinha que prepara tais iguarias e busca alcançar o topo em seu mister, após cortar o pão que o diabo amassou: A terceira estrela Michelin, premiação oferecida pela famosa marca de pneus aos restaurantes europeus. Ter três destas estrelas é sinônimo de excelência.

    Com ares cinebiográficos, "Pegando Fogo" pode parecer um filme baseado em uma estória real mas é na verdade uma história fictícia, com roteiro baseado no conto de Michael Kalesniko e escrito por Steven Knight. Roteiro, diga-se de passagem, muito bem escrito, com diálogos interessantes e que são o que mantém o interesse no longa, pois a trama em si não é imprevisível. Digo isso porque, para uma obra de ficção, a história é muito real, não havendo muito espaço para acontecimentos surpreendentes ou "maiores que a vida". Fazer isso pode ser mais seguro, mas nem sempre se manter em uma zona de conforto é a decisão mais acertada. Faltou um pouco de ousadia neste aspecto.

    A edição do filme é interessante também e nos brinda com uma sequencia que chama a atenção pouco antes do desfecho do longa.


    Este é o último filme de John Wells, que é mais conhecido como produtor, desde que dirigiu o convincente "Álbum de Família". Entregou mais um filme correto e novamente mostrou que sabe como lidar com a pressão de dirigir grandes estrelas . Afinal, "Pegando Fogo" está repleto de novos e antigos talentos.

    Daniel Brühl, Omar Sy, Emma Thompson, Uma Thurman, Alicia Vikander e Lily James fazem parte da constelação sem ofuscar Cooper e Sienna Miller que são os astros que realmente brilharam no filme. A festa era pra eles. Wells preparou o terreno, ou melhor dizendo, o céu, para que eles estrelassem e assim o fizeram. Convincentes como Adam Jones e Helene estavam mundanos na medida certa.

    Bem servido no cinema, "Pegando Fogo" pode não ser um grande filme e possivelmente não constará na lista de favoritos de cinéfilos mais exigentes, porém é bem temperado e será lembrado com carinho. Pelo menos por mim.



    Marlo George assistiu, escreveu e saiu do cinema com fome.
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