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    quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Carol", por Marlo George.

    "Moça insegura e tímida, fascinada por mulher moderna, voluptuosa e de figura forte, apaixona-se por ela e as duas vivem um romance proibido."

    Já viu este filme? Já ouviu esta história?

    Creio que sim. Eu também.


    Pois é, este é o principal problema de um dos filmes mais badalados da temporada. "Carol", mais recente longa do diretor de "Velvet Goldmine", Todd Hayes, não inova, instiga ou propõe nada de novo. Não passa de mais um romance curriqueiro e sem imaginação entre duas mulheres muito diferentes, mas que se completam entre si, enquanto sanam seus problemas emocionais, em meio a uma sociedade repressora e preconceituosa. O roteiro escrito por Phyllis Nagy é fraco demais para justificar todo o hype que este filme está tendo. Além do mais, Nagy só tem um trabalho anterior, na TV e em 2005.

    Algo parecido aconteceu dois anos atrás com "Azul é a Cor Mais Quente", filme péssimo que tratava do mesmo assunto e que também tinha um roteiro raso, mas que conquistou prêmios e uma  antecipada reputação cult não merecida. Talvez a única diferença entre "Azul é a Cor Mais Quente" e "Carol", é o fato de que desta vez nós temos em cena duas atrizes confortáveis e comprometidas com seus papéis.


    Rooney Mara e Cate Blanchett estão entre os poucos atrativos deste longa arrastado e chato. Mara vem despontado como uma das atrizes mais interessantes de sua geração e já incluiu em sua filmografia trabalhos com diretores de peso como Richard Curtis e Spike Jonze. Blanchett já chegou a um nível que dispensa apresentações. Mais uma vez deslumbrante e acima da vida e da morte, a estrela agrega valor ao projeto, que desmerece tal recompensa. Foi interessante notar a semelhança de Mara e Blanchett com Audrey Hepburn e Marlene Dietrich, respectivamente. Se foi intencional ou não, não importa.

    O longa também foi bem sucedido na direção de arte e figurino que reproduziram com precisão os anos 50, o que foi realçado com a palheta de cores e granulação do filme. O trabalho de fotografia também se destaca, mas nem todo o trabalho dramático ou técnico foi suficiente para salvar o longa.

    Por conta de toda a expectativa que eu tinha, "Carol" possivelmente será o filme mais decepcionante do ano em termos de narrativa. Uma pena.



    Marlo George assistiu, escreveu e não recomenda este filme.
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