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    segunda-feira, 23 de maio de 2016

    Cinco erros de Capitão América: Guerra Civil


    Assisti o esperado Capitão América: Guerra Civil e elenco abaixo cinco coisas que, na minha opinião, a Marvel Studios errou a mão, entregando um filme menos interessante do que poderia (ou melhor dizendo, deveria). Veja ainda nossa lista com quatro acertos do filme neste link.

    Chega de papo e vamos lá!

    1) Subtítulo inapropriado


    Quando a Marvel Studios anunciou os longas da terceira fase de seu Universo Cinematográfico, o terceiro filme das aventuras "solo" de Steve Rogers foi apresentado com o título "Capitão América: Sociedade da Serpente". Recebi a novidade com euforia, pois tive esperanças de ver nas telonas a vilã Zelda DuBois, a Princesa Piton - que poderia ser interpretada por Christina Hendricks (Mad Men) - mas tudo não passava de uma piada de Kevin Feige, que ao final dos anúncios revelou que nós teríamos mesmo era Capitão América: Guerra Civil.

    A platéia foi ao delírio e eu também. Seria incrível ver o último evento relevante da Marvel (desde então só vieram fiascos) nas telonas, com todas as suas consequências e impactos adaptados para o Universo do cinema.

    Foi decepcionante ver que eles ignoraram a fonte e criaram uma história muito aquém do que poderiam. Nos gibis temos uma verdadeira reviravolta no Universo Marvel, com heróis agindo indisciplinada e irresponsavelmente, uniões improváveis entre personagens antagonistas, morte e a revelação de uma experiência bizarra com o Deus do Trovão. Nem mesmo o terrível destino do Capitão América pós-evento foi aproveitado.

    Não queria, e nem acho que seria possível adaptar o evento na íntegra - A Marvel Studios não detêm os direitos de todos os personagens que lá estão - mas só usar o nome do evento como subtítulo deixou um gosto amargo ao final da sessão.


    2) Morte do Ossos Cruzados


    Após desperdiçar a oportunidade de dar maior relevância ao Barão Wolfgang Von Strucker, interpretado pelo excelente ator Thomas Krestchmann, em Vingadores: Era de Ultron, a Marvel Studios persiste no erro de matar precocemente um vilão nos primeiros minutos de Capitão América: Guerra Civil.

    Von Strucker tinha o cetro do Loki, os irmãos Maximoff e um exército. O suficiente para reerguer a Hydra e ser um algoz mais interessante que o enfadonho Ultron. O mesmo ocorre com Ossos Cruzados que é muito mais carismático - e tinha um uniforme animal - que Zemo (que sequer é Barão nesse filme).

    Sério, quando eu vi pela primeira vez o visual de Frank Grillo nos sets do filme, pensei: "Cara! Ele vai ser f*d@, vai fazer isso, aquilo e vai matar o herói!". Puro delírio. No final ele só serviu como uma pedra no caminho do Capitão América, morre e atrapalha a vida da Wanda Maximoff.

    Olha, sinceramente....


    3) A "Barriga" do Homem-Aranha


    Não! Não me refiro ao físico do já querido Tom Holland, que foi digno de envergar o uniforme do Cabeça-de-Teia. E sim daquela cena desnecessariamente longa que introduz o personagem no Universo Cinematográfico Marvel. Tal absurdo criou uma "barriga" no filme que prejudicou o ritmo do longa, deixando-o enfadonho naquele momento.

    Alguns podem dizer: "Mas sem aquela cena o Aranha iria aparecer no filme do nada e isso não faria o menor sentido". Respondo que deveria ter sido assim mesmo. Poderia ser um dos mistérios que nos deixaria apreensivos para assistir Spiderman: Homecoming e vê-lo revelado lá, criando mais um elo entre o Universo Cinematográfico Marvel e o do Homem-Aranha na Sony.

    Só serviu para enfeitar a telona com a Marisa Tia May, digo Tomei. Mulher bonita, heim...


    4) Melar o plano do Zemo


    Se alguém teve um bom plano, daqueles dignos de um supervilão, no Universo Cinematográfico Marvel esse alguém foi Helmutt Zemo. Patético e sem carisma, vai comendo pela beirada durante todo o longa para no terço final revelar seu plano de dominar os Soldados Invernais e se tornar uma verdadeira ameaça aos Maiores Heróis da Terra.

    Porém, os Irmãos Russo, que dirigiram o filme e os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely decidiram "melar" o esquema Zemuniano só para o Homem de Ferro dar uma de gostoso (novamente) explodindo a p*rr@ toda.


    5) Dispensar Hayley Atwell


    Um dos momentos mais memoráveis de Capitão América: O Soldado Invernal é a cena belíssima da visita de Steve Rogers à sua amada Peggy Carter. Fiquei tão emocionado que não entendi como as pessoas puderam rir da falta de memória da idosa personagem no cinema.

    Que a Ex-Agente Carter iria morrer, isso não era dúvida. Aconteceu nos quadrinhos (no chato evento 'A Essência do Medo') e devia mesmo acontecer na telona. Mas não da maneira como fizeram. Steve recebe uma mensagem da morte e logo ocorre o velório.

    Poderiam muito bem terem aproveitado o fato de Rogers ter amado Carter no passado, para criar outra bela cena entre os dois (mais uma oportunidade de mostrá-la maquiada como idosa), que terminaria na morte da personagem, que poderia afetar mais o Capitão. Mas, não! É melhor mostrá-lo meio indiferente ao fato, pra logo depois "dar uns pega" na sobrinha da ex-namoradinha.

    Bem, aí está minha listinha com as cinco coisas que menos curti em Capitão América: Guerra Civil. Espero que tenha gostado. Até a próxima e não se esqueça de conferir nossa listinha com quatro acertos do filme neste link.

    Marlo George assistiu, escreveu e acha que o Tony Stark já deu o que tinha que dar...
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    Item Reviewed: Cinco erros de Capitão América: Guerra Civil Rating: 5 Reviewed By: Marlo George
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