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    quarta-feira, 1 de junho de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Warcraft", por Kal J. Moon


    Raras foram as vezes em que todo um universo teve uma boa apresentação no cinema. Com exceção talvez de "Matrix" - filme do já longínquo ano de 1999 -, a maioria era baseado em literatura ou histórias em quadrinhos. Ou seja: todas eram adaptações vindas de outra mídia. E o fato de ser uma adaptação torna o filme, nesse caso, somente o que de fato é: parte de uma franquia.

    Games são adaptados a todo o tempo para o cinema. O resultado, em geral, é desastroso e insatisfatório. E isso era o que a maioria esperava de "Warcraft", filme dirigido por Duncan Jones ("Lunar") que adapta a idolatrada franquia de games da Blizzard Entertainment.
    Que bom que ainda existe vida inteligente e criativa na indústria de cinema de entretenimento...

    Aposta arriscada, início promissor...

    Mas, ao exemplo de algumas outras franquias cinematográfica, "Warcraft" precisou se afastar da mitologia dos games para poder reencontrá-la a seu jeito e poder conversar com fãs da Horda, da Aliança ou mesmo para aqueles que nunca ouviram falar do game. Porém, de forma estritamente respeitosa, como quem lida com algo sagrado - e para muitos, de fato, é.


    Na trama principal, o mundo pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. De lados opostos, dois heróis são colocados em um caminho de colisão que irá decidir o destino de suas famílias, seu povo e seu lar.

    Com um visual que mistura o melhor da computação gráfica com o que há de mais apurado em matéria de efeitos especiais, "Warcraft" - que, aqui no Brasil, ganhou o subtítulo "O Primeiro Encontro entre Dois Mundos" - fundamenta as bases de um novo e ousado passo para apresentar de forma eficiente todo esse universo tão distinto e, ao mesmo tempo, tão familiar.

    Ecos aventureiros de heróis imortais como o Robin Hood interpretado por Errol Flynn ou mesmo da saga "O Senhor dos Anéis" fazem desse filme um alento a quem está cansado de tanta mediocridade vinda da atual indústria cinematográfica.

    O esperto roteiro escrito por Charles Leavitt (do recente "O Sétimo Filho") e o próprio Jones - baseado no universo de personagens criados por Chris Metzen para o game - não subestima a inteligência do espectador em momento algum. Nada na história é entregue de bandeja, mesmo o que é clichê do gênero capa e espada. Sabe aquele tipo de reviravolta que te faz perguntar "Quem diabo é o protagonista dessa história, afinal"? Pois é. "Warcraft" pega peças do tipo em alguns momentos.

    E quer saber? "Warcraft" NÃO TEM protagonistas. Exatamente como deveria ser. Vemos os dois lados da batalha e sabemos claramente o rumo da história. Como em todo bom e velho folhetim...!
    (Ok, existem uma ou duas decisões equivocadas no rumo da história - dois tremendos clichês - que poderiam muito bem ficar de fora mas como não é explorado a ponto de virar o foco principal, não intefere no conjunto da obra)


    A direção de fotografia - comandada por Simon Duggan (de "300 - A Ascensão de um Império"), sempre subestimada em filmes semelhantes, funciona e revela um verdadeiro esforço para fugir do lugar-comum.

    O figurino - elaborado por Mayes C. Rubio (de "Avatar" e do vindouro "Thor - Ragnarok") também merece destaque pois confere veracidade e relevância tanto a personagens fantásticos quanto a reles mortais.

    Resumindo: é apenas o início e promete algo maior, melhor e mais arrojado. Mas é um começo e tanto! E se o game é mesmo muito melhor como dizem, mal posso esperar pra jogar...
    Afinal, a aventura começa na tela do cinema mas prossegue onde a gente quiser!


    Kal J. Moon saiu do cinema e cavalgou uma harpia para fugir dos engarrafamentos! Sabe tudo...
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