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    quarta-feira, 17 de agosto de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Quando as Luzes se Apagam", por Kal J. Moon

    "Quando as Luzes se Apagam" (Lights Out) é o novo projeto do prolífico James Wan. Ele produz esse filme - baseado num curta-metragem com Lotta Losten em 2013 - estrelado por Teresa Palmer, Gabriel Bateman, Billy Burke, Alexander DiPersia, Maria Bello e, claro, Alicia Vela-Bailey.
    A direção fica por cargo de David F. Sandberg, idealizador do curta - e essa é sua estreia na direção de longa-metragens.

    Tá no inferno? Já sabe o que fazer...


    Este filme é um conto de um terror desconhecido, que se esconde no escuro. Quando Rebecca (Teresa Palmer) saiu de casa, ela pensou que deixaria seus medos de infância para trás. Enquanto crescia, ela nunca teve realmente certeza do que era e não era real quando as luzes se apagavam... Agora é seu irmão mais novo, Martin (Gabriel Bateman), que está enfrentando os mesmos eventos inexplicáveis e aterrorizantes que antes testaram a sanidade e ameaçaram a segurança dela. Uma entidade assustadora com uma ligação misteriosa com sua mãe, Sophie (Maria Bello), ressurgiu. Mas desta vez, como Rebecca se aproxima da verdade, não há como negar que a vida de todos eles está em perigo… quando as luzes se apagam.

    Que Hollywood está em crise criativa, todos já sabem. A Equipe Poltrona POP costuma brincar que, muito em breve, não teremos a premiação de melhor roteiro original, com tantas adaptações chegando às telas dos cinemas.

    Mas chega a ser um tremendo dum absurdo ter a pachorra de querer adaptar outro curta-metragem como sr fosse descobrir um novo "Mama", por exemplo.

    A trama, recriada por Eric Heisserer (de “Premonição 5”), tenta dar um passado e todo um background para justificar a criação do monstro Diana. Nada contra. Mas teria como NÃO se utilizar da cartilha dos maiores clichês dos filmes de terror e suspense de todos os tempos?

    Anote aí: personagem mentalmente desequilibrada? Casa sem iluminação? Criança atormentada? Jovem que já havia sido atormentada? Ser monstruoso com cabelos longos, face deformada, garras compridas e que se move em alta velocidade? Namorado atencioso porém medroso? Policiais ignorantes? Abrir portas onde se ouve "um barulho estranho"? Visitas ao porão? Sessões de tortura em clínicas psiquiátricas? Trilha sonora aumentando exponencialmente anunciando a chegada do monstro?

    Sim, está TUDO lá- e isso nem é spoiler, uma vez que todas essas cenas foram divulgadas no trailer...


    Nem mesmo a explicação para a existência de Diana - uma espécie de "encosto" ou "vampira astral", porém vítima de erro médico - vale a paciência de quem vai assistir pois já vimos tudo isso em outros lugares. E com melhores apresentações.

    Mas sabe o que é pior: dava pra fazer um SENHOR filme de terror com as ideias retrabalhadas se tudo fosse pensado ~"fora da caixinha". Isso e o fato de lançar questões que ficam sem respostas não para criar gancho para continuação mas, sim, por serem furos de roteiro, mesmo.

    Tá no inferno? ABRAÇA O CAPETA, POMBAS! Assume uma postura ofensiva, crie imagens nervosas e distorcidas, use o roteiro apenas como guia e assuste os atores de verdade! Filme de terror não é o lugar para timidez! Esse não era o tipo de filme para se extrair uma ótima atuação. Era o tipo de filme pra ver o susto impresso na tela. ISSO é o que REALMENTE assusta...

    As únicas coisas interessantes no filme: a participação de Lotta Losten - a atriz do curta-metragem - na cena inicial (como se ela "passasse a tocha" aos novos amaldiçoados) e a atuação física de Alicia Vela-Bailey como o monstro Diana.

    Porém, não dá sustos nem deixa o espectador grilado, com a pulga atrás da orelha, com medo de apagar as luzes. Quem assistiu "Poltergeist" sabe bem do que estou falando...
    Em uma palavra: esquecível.



    Kal J. Moon está sentindo medo de 2016. Não tem um filme que preste!
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