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    quarta-feira, 31 de agosto de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Star Trek - Sem Fronteiras", por Kal J. Moon

    A espera acabou! Finalmente, os fãs de uma das franquias de ficção científica mais amadas poderão apreciar o filme "Star Trek - Sem Fronteiras". Dessa vez, dirigido por Justin Lin (da saga "Velozes e Furiosos"), chegou a hora de prestigiar o retorno de Kirk, Spock, McCoy, Uhura, Scott, Checov e a chegada de novos companheiros de aventuras!


    Som, fúria e os dedos certos na ferida...

    É preciso dizer que tudo o que representa a mitologia de Star Trek - seriado de TV criado pelo saudoso Gene Roddenberry - está nesse novo filme. Quem acompanhava as desventuras de Kirk e companhia na TV e nos filmes subsequentes terá momentos específicos referentes a isso.

    Mas, não podemos esquecer das novas audiências. E isso tem forte influência na forma como Justin Lin conduz a trama elaborada por Simon Pegg - que também interpreta Scott no filme - e Doug Jin. Temos muitas explosões, destruição e, visualmente falando, talvez a melhor encarnação da franquia feita para o cinema. Desta feita, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da Enterprise encontram-se no terceiro ano da missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos - e isso, por si só, já é uma referência, uma vez que o seriado original só durou três temporadas, ok?

    A enigmática Kaylah
    (Sofia Boutella)
     Eles recebem um pedido de socorro que acaba  num embate com o maléfico vilão Krall (Idris Elba, de "Círculo de Fogo" - sob pesada maquiagem), um insurgente anti-Frota Estelar interessado num objeto de posse do líder da nave. A Enterprise é atacada, e eles acabam em um planeta desconhecido, contando com a ajuda de Jaylah, interessante alienígena interpretada por Sofia Boutelle (de "Kingsman - O Serviço Secreto").

    O vilão Krall
    (Idris Elba)

    É importante frisar que, mesmo com toda aventura que se passa na tela, o xis da questão no roteiro tem uma segunda leitura se compararmos a Federação dos Planetas Unidos com os Estados Unidos. E pior ainda: o fato de sabermos, pelo o que a História nos conta, que esse país nunca soube cuidar adequadamente de seus veteranos de guerra. Isso se reflete na motivação do vilão e deixa uma pitoresca reflexão: quem diria que o pior inimigo da Federação seria da raça... humana?

    McCoy (Karl Urban) & Spock (Zachary Quinto):
    responsáveis pelas melhores cenas de humor

    Todos os atores estão de parabéns, todos tem um tempo de tela bem equilibrado - destaque para o sempre excelente Karl Urban, cujo Dr. McCoy deixaria o saudoso DeForrest Kelley orgulhoso. A trilha sonora instrumental conduzida por um inspirado e competente Michael Giacchino fez o que sempre deveria ser feito: mesclar o que já havia sido realizado na TV e cinema mas com uma identidade própria, tornando-se algo único.

    Desculpe, Rihanna! Não deu pra te defender...

    Isso acaba contrapondo-se - de maneira extremamente negativa - à canção "Sledgehammer", interpretada pela cantora pop Rihanna (foto), uma vez que nem o tema muito menos a letra tenha a ver com o clima do filme. Dinheiro desperdiçado pela campanha de marketing para atrair a atenção dos mais jovens a esse filme? Não tem como saber - quer dizer, só que não funcionou e isso é um fato indiscutível.


    E se não tivermos, por um longo período, Star Trek no cinema, essa tripulação cumpriu sua missão com louvor. Vida longa e prosperidade a todos!


    Kal J. Moon era chamado de Spock quando criança por causa de suas orelhas de abano. Fascinante...
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