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    quarta-feira, 21 de setembro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Cegonhas", por Kal J. Moon

    Como são feitos os bebês? O que as cegonhas fazem atualmente? Por que cegonhas não entregam mais crianças? Do que cegonhas se alimentam? Onde vivem? Essas e outras perguntas serão respondidas na animação "Cegonhas - A História que não te Contaram".


    Tema adulto em trama infantil
    A gigante Warner Bros quer uma fatia do bolo na área das animações para o cinema. Após o inesperado e surpreendente sucesso de bilheteria "Uma Aventura Lego", o estúdio da caixa dágua criou a Warner Animation Group - ou "WAG" - para desenvolver novos filmes animados. "Cegonhas" é um destes projetos. Para dar início à empreitada, chamou gente de diversas frentes. Os diretores Nicholas Stoller (do péssimo “Vizinhos” mas roteirista do ótimo primeiro novo filme dos Muppets) e Doug Sweetland (indicado ao Oscar pelo hilário curta-metragem "Presto") comandam um filme repleto de temas muito adultos apresentados a um público infantil.

    A ideia é bem interessante: Cegonhas entregam bebês... ou pelo menos elas costumavam. Agora elas entregam pacotes  de produtos comprados online da gigante global da internet 'Loja da esquina'. Junior, um dos principais entregadores da companhia, está prestes a ser promovido quando a Máquina de Bebês - sim, Cegonhas PRODUZIAM os bebês! - é acidentalmente reativada em seu turno, produzindo uma adorável - e totalmente não-autorizada - bebê. Desesperado para entregar esse presentinho antes que o chefe descubra, Junior e sua amiga Tulipa-  a única humana na Montanha das Cegonhas - correm para fazer sua primeira entrega de bebês numa viagem selvagem e reveladora. Isso poderá fazer mais do que apenas iniciar uma estranha família, mas também restaurar a verdadeira missão das cegonhas no mundo.


    Mesmo que pareça uma mistura esquisita entre "Parcialmente Nublado" (aquele curta da Pixar sobre... cegonhas) e "Os Pinguins de Madagascar" (e tem pinguins em "Cegonhas" também!), que a personagem Tulipa seja visualmente falando IGUAL a Mérida de "Valente" (incluindo a cor ruiva do loooongo cabelo) - ou seja, diversas ideias vindo dos concorrentes... Mesmo assim, "Cegonhas" não decepciona no quesito "entretenimento infantil".

    O "problema" é que pais e acompanhantes vão entender melhor piadas sobre excesso de trabalho, prioridades financeiras, corporativismo e muitas aflições do que é ser adulto no século 21. Nada contra. Mas a trama criada por Stoller e companhia não se decide em falar à criançada menor ou para aquelas crianças mais espertas, quase pré-adolescentes. É como se fosse uma piada interna para criança não entender. Mas não era pra ser um filme infantil no fim das contas?

    O longa animado tem diversas boas ideias mas que parecem colocadas lado a lado sem qualquer laço de unidade. A melhor delas é quando os protagonistas encontram lobos. Realmente, muito engraçado.

    No geral, "Cegonhas" garante algumas boas risadas para quem for menos exigente mas ainda não foi dessa vez. O ano de 2016 está bem esquisito quando falamos de desenhos animados feitos para o cinema, sem trazer nada de muito relevante.


    Kal J. Moon escreveu em "só cinco minutinhos... e depois chega!".
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