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    sexta-feira, 9 de setembro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Herança de Sangue", por Marlo George


    Mel Gibson está novamente morando em um trailer, vivendo um tatuador e tentando proteger sua cria em Herança de Sangue. Se você acha que as referências aos filmes Máquina Mortífera, 1 Dia 2 Pais e Mad Max não são suficientes, saiba que, neste novo filme do diretor Jean-François Richet, clichê pouco é bobagem.

    Aqueles que, como eu, cresceram assistindo os filmes de ação dos anos 80 detectarão facilmente todos os elementos que faziam nossa alegria em Herança de Sangue. Já começa pelo título nacional, que apesar de ter um pouco a ver com a trama, é muito mais espalhafatoso do que seria se fosse uma mera tradução do original: "Pai de Sangue".

    No filme, Gibson vive Link, um alcoólatra abstêmio que ganha a vida como tatuador e mora em um trailer numa área erma da cidade. Vive afastado de tudo e de todos, especialmente da bebida, mas tem uma filha que está desaparecida e que parece ser a única coisa que importa para ele de verdade.

    Um belo dia a garota, Lydia (Erin Moriarty), se mete em confusão e procura o papai em busca de ajuda. Lógico que o problema não é dos menores e que tudo vai descambar em muito tiro, explosões e sangue. Tudo ao gosto dos fãs do gênero.


    Mel está muito bem no filme. Envelhecido e com o aspecto de casca-grossa, o papel caiu como uma luva. Moriarty, que vive sua filha, tem talento e mostra-se à vontade ao lado de mitos como o próprio Gibson, Michael Parks e William H. Macy. Parks está impagável como um vendedor de relíquias nazistas e da guerra da secessão. Já Macy vive o único "amigo" de Link, um sujeito agradável, mas que pode te tirar de uma enrascada em caso de necessidade.

    Este é o segundo longa de Jean-François Richet que me deixa com um sorriso no rosto. O primeiro, Assalto à 13ª Delegacia, de 2005, inclusive aparece em uma das cenas de Herança de Sangue, sendo mais uma entre as várias referencias do filme.

    O roteiro é baseado no livro de Peter Craig, que o escreveu em parceria com Andrea Berloff, a responsável pelo script do vindouro The Legend of Conan e que se saiu muito bem contando a história de Straight Outta Compton: A História do N.W.A.

    Recomendadíssimo para fãs de filmes "brucutus" dos anos 80.



    Marlo George assistiu, escreveu e curte tiro, porrada e bomba... mas só na telona.
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