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    terça-feira, 8 de novembro de 2016

    CRÍTICA [MÚSICA] | This House Is Not For Sale - Bon Jovi, por Andreas Cesar.

    Várias pessoas começam a escutar rock a partir de bandas como Bon Jovi, só que muitas destas (Green Day, Scorpions, entre outras) tem um problema, elas desgastam. Sempre é bom ouvir novamente as canções que amamos, e no caso do Bon Jovi, escutar "Wanted Dead or Alive", "Born to be my Baby" e até a própria "Livin' on a Prayer". É ótimo quando se está no clima, mas isso não acontece regularmente, como em muitas outras dessas bandas. E por um simples motivo : enjoa.

    O Bon Jovi é uma banda que não inova e isso é provado no álbum "This House is not For Sale". O primeiro disco sem Richie Sambora bem que poderia ser o último, pois mostra uma banda que não mostra nada novo a oferecer e que pretende reviver os "anos dourados", só que esse tempo já passou...

    Um disco que traz composições infantis e imaturas, solos fraquíssimos e, principalmente, não chega perto dos antigos trabalhos da banda. 

    Mostra-se necessário separar o agradável da repetição. As músicas do disco podem parecer bacanas aos fãs antigos? Até podem, porém não é aceitável que uma banda icônica, e com o potencial do Bon Jovi, continue fazendo a mesma coisa dos anos 80, ainda mais quando é de um jeito muito pior. É, na verdade, algo inadmissível. Não peço uma mudança brusca no estilo da banda, óbvio que não, mas é muito complicado ouvir praticamente os mesmos ritmos e as composições se repetindo. A vontade de fazer novamente feitos inacreditáveis, como a própria "Wanted", que é uma das melhores músicas que já ouvi em minha vida, é um fracasso total.

     Ainda mais triste quando o Kansas, outra banda clássica, conseguiu obter o sucesso nesse quesito em seu último álbum, The Prelude Implicit, que você pode ler a crítica clicando AQUI.

    Se for pra continuar assim, melhor parar...
    Músicas como "Roller Coaster", "Living with the Ghost", "New Year's Day" (não, não é um cover do U2) e a própria "This House is not For Sale" explicitam o que foi dito acima. Bon Jovi falha ao tentar retornar aos anos 80, em um CD que contém canções que falam sobre o amor de uma forma infantil e imatura, solos fraquíssimos (algo que me faz sentir saudades de Sambora) e principalmente, nenhuma música que se iguale aos trabalhos antigos da banda. Eu consigo visualizar em minha mente vários pré-adolescentes numa balada ouvindo as canções desse disco como mais uma qualquer da noite, enquanto enchem a cara e não refletem sobre nada que está sendo dito nas canções, porque quase todas não tem nada de importante. 

    Se algo salva esse disco é somente a técnica dos músicos e o vocal de Jon, mas isso é tão pequeno no conjunto que torna-se quase desprezível nesse caso. Ainda mais na ausência de bons riffs, solos e bases. Também não posso deixar de mencionar as músicas "The Devil's in the Temple" e "Scars on this Guitar", que são as únicas composições boas do álbum. A capa é incrível, mas isso não entra em nenhum critério da nota, o que importa é a música.

    O complexo de Steven Tyler, pelo visto, atingiu também Jon Bon Jovi, que não mais consegue compor canções como "Blaze of Glory", outra na lista das melhores que ouvi, e se resume a escrever sobre romances adolescentes e noites de ano novo. Sem dúvida, o disco mais decepcionante do ano, senão de todos os que ouvi em minha vida.


    Andreas Cesar ouviu, criticou e não entende o porquê de bandas incríveis como o Bon Jovi insistirem em fazer álbuns quando falta criatividade. Provavelmente por comercialismo ou pressão de estúdio...
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    1 comentários:

    1. Ao contrário do que você diz, o Bon Jovi deixou de inspirar nos anos 80 há muito tempo, isso já está bem longe pra eles...

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