Ahn So-hee,

CRÍTICA [CINEMA] | "Invasão Zumbi", por Marlo George


Apesar do aparente esgotamento do tema, mais um filme de zumbis invade os cinemas. Trata-se de Invasão Zumbi, primeiro filme live-action do diretor sul-coreano Yeon Sang-ho, que é mais conhecido por seu trabalho com animações, como The King of Pigs e The Fake.

A trama de Invasão Zumbi se passa no dia seguinte dos eventos ocorridos na animação Seoul Station, do mesmo diretor, lançada em agosto desse ano. Seok Woo, um investidor profissional, que vem enfrentando problemas familiares em decorrência de sua dedicação ao trabalho, resolve recompensar sua ausência levando a filha para visitar a mãe na cidade de Busan, na Coréia do Sul. Ocorre que, o jovem executivo só toma conhecimento da disseminação de uma doença, que transforma pessoas em zumbis em questões de minutos, quando já estava dentro de um trem lotado que já transportava alguns infectados. Junto com um grupo de heróis de ocasião, Seok Woo tenta desesperadamente salvar à si e à sua filha em meio à invasão zumbi.


Como se pode notar, o argumento é bem clichê, mas Invasão Zumbi se difere de outras produções do gênero, por soluções inovadoras. Os zumbis são ágeis e seu ponto fraco é bastante consistente. Sem headshots ou armas de fogo, o modo como os sobreviventes os enfrentam é criativo e o filme passa longe do lugar comum. Até mesmo o final, que traz uma reflexão sobre um problema real da sociedade moderna, é inédito e acrescenta um charme ao longa.

Os efeitos especiais e visuais são dignos de produções de Hollywood, ressaltando-se os momentos em que turbilhões de zumbis se amontoam atabalhoadamente em direção às suas vítimas. Um trabalho conjunto da equipe técnica, de dublês e de figuração notável. A edição de som também é competente, com soluções discretas que criam dinamismo sem estourar os tímpanos do expectador.

A estrelinha do K-POP Ahn So-hee
Protagonizado por Yoo Gong, astro de O Suspeito (2013), o filme conta ainda com a participação especial de Ahn So-hee, ex-integrante do grupo K-POP Wonder Girls. Filmado em locações e com orçamento modesto, Invasão Zumbi demonstra que é sim possível se fazer um autêntico blockbuster fora do "esquemão" de Hollywood.

Não fosse pela duração do filme, que poderia ter tido um corte à mais para ficar mais enxuto, e alguns clichês eu classificaria o filme melhor, porém, Invasão Zumbi é tão bem sucedido no que importa, que só pode ser comparado à Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder, que era até então o mais bem sucedido em minha opinião.

Mais do que recomendado, obrigatório para fãs do gênero.



Marlo George assistiu, escreveu e acha que... ei! Espera aí... Não!!!!! Não morde não... Isso é muito clichê.... Ei! Aí não! Para Porr... Ahhh.......

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Alexandra Richter,

MINHA MÃE É UMA PEÇA | Comédia ultrapassa 2 milhões de espectadores!

Depois de liderar a bilheteria do final de semana de Natal de 2016, quando estreou nos cinemas de todo o Brasil, “Minha Mãe É Uma Peça 2”, estrelado por Paulo Gustavo (foto), entra em sua segunda semana de exibição com circuito ainda maior. O filme chega em mais 70 salas ao redor do Brasil, ocupando um total de 1125 telas programadas em todo o território nacional – estreou com 1055. A comédia já alcança um público de mais de 2 milhões de espectadores, apurados até o momento, segundo dados da FilmeB Box Office.
Dona Hermínia (Paulo Gustavo) comemora sucesso de "Minha Mãe é uma Peça 2"
(Divulgação)

O longa-metragem traz as novas peripécias de Dona Hermínia, a mãe mais famosa do Brasil, que ganhou as telonas em 2013, quando levou 4,6 milhões de pessoas aos cinemas a primeira versão da franquia “Minha Mãe É Uma Peça”. A sequência ganha uma nova personagem, Lucia Helena, interpretada por Patricya Travassos e repete o elenco do filme anterior: Alexandra Richter, Herson Capri, Bruno Bebianno, Samantha Schmütz, Malu Valle e Suely Franco. A direção fica por conta de César Rodrigues e roteiro de Fil Braz e o próprio Paulo Gustavo.

>>> Já assistimos "Minha Mãe é uma Peça 2"! Clique AQUI para ler nossa crítica!

Com produção da Migdal Filmes, coprodução da Globo Filmes, DiamondBack, Paramount Pictures e Universal Pictures, coprodução e distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes, e investimento do BBDTVM.

Fonte: Globo Filmes (via press-release)

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apocalipse zumbi,

INVASÃO ZUMBI | Divulgados TRÊS vídeos de bastidores!

Três vídeos de making-of recém-divulgados revelam os bastidores de algumas cenas de ação do longa-metragem “Invasão Zumbi” (Train to Busan), com estreia confirmada em 371 salas de cinema do Brasil. Os materiais destacam o grande esforço físico e emocional do elenco.  Com legendas em português, os vídeos podem ser vistos clicando AQUI, AQUI e AQUI.
Cena de bastidores de "Invasão Zumbi"
(Divulgação)

O ponto de partida da trama é um surto viral misterioso que deixa a Coréia em estado de emergência. Um vírus não identificado se alastra pelo país, transforma a população em zumbi e o governo coreano declara lei marcial. Com isso, todos que estão a bordo do trem expresso para Busan, uma cidade que defendeu com sucesso o surto viral, devem lutar por sua própria sobrevivência. O percurso de Seul a Busan é de 453 km e durante o trajeto uma luta pela sobrevivência é travada por aqueles que têm outros a proteger.

Protagonizado por Yoo Gong (de “O Suspeito”), o filme reúne a jovem atriz Soo-an Kim, além de Jung Yu-mi, Ma Dong-seok, Sang-Hwa, Woo-sik Choi, Young Gook, Sohee Sohee e Jin-hee.

Com temática zumbi, o thriller surpreendeu o mercado mundial ao estabelecer sucessivas quebras de recordes de bilheteria. Na sua primeira semana de estreia, na Coréia do Sul, cerca de 5 milhões de espectadores assistiram ao filme no país asiático. A produção já teve seus direitos vendidos e terá um remake em Hollywood.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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Capitão Fantástico,

CAPITÃO FANTÁSTICO | Hábitos diferentes se chocam em cena inédita do filme

Os costumes de uma família criada em meio à floresta entram em choque com os de outra, que cresceu em uma cidade capitalista e com tecnologia avançada. Em cena inédita de “Capitão Fantástico” (Captain Fantastic), enquanto os filhos de Harper (Kathryn Hahn) dão mais atenção aos videogames do que à comida, a família de Ben (Viggo Mortensen) questiona como a tia matou o frango que foi servido à mesa. 
Questionamentos válidos em cena de "Capitão Fantástico"
(Divulgação)

>>> Clique AQUI para assistir! 

A produção, que mescla drama e comédia, conta a história de uma família que vive isolada da sociedade e que é forçada a abandonar seu querido paraíso por conta de uma tragédia. A partir desse momento, a jornada para o mundo exterior passa a ser desafiadora, e a ideia do que é ser pai é colocada à prova.

>>> Já assistimos "Capitão Fantástico"! Clique AQUI para ler nossa crítica!

Com direção de Matt Ross, o filme é protagonizado por Viggo Mortensen - que concorre ao prêmio de melhor ator no Globo de Ouro – e traz ainda Trin Miller, Frank Langella, George MacKay, Samantha Isler, Annalise Basso, Nicholas Hamilton, Shree Crooks, Charlie Shotwell, Ann Dows, Erin Moriarty, Missi Pyle e Steve Zahn no elenco.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Cinema,

[LISTAS PP] | Os MELHORES filmes de 2016, por Kal J. Moon

Assim como em nossa outra listagem, dizer quais foram os melhores filmes de 2016 não foi nada fácil. Até porque tivemos poucas exceções num ano estranho, onde o ponto pacífico foi de produções pouco - ou nada - inspiradas.
Alguns dos MELHORES filmes de 2016!
(Divulgação)

Mesmo assim, alguns poucos fugiram à regra e mostraram a verdadeira força do cinema: entreter. Sem mais delongas, vamos conhecer os MELHORES filmes de 2016!


10) Tô Ryca!: Primeiro filme brasileiro de nossa simpática listinha. Curiosamente, uma comédia num ano que o cinema nacional não lançou tantas assim e, até mesmo, quando o fez, de forma moderada. E ainda a estreia da atriz e comediante Samantha Schmütz como protagonista. Deu super certo! Piadas HI-LÁ-RIAS em ritmo acelerado, politicamente incorretas em trama condizente, respeitando a inteligência do espectador. Resultado? "Schmütz faz uma comédia sem vergonha de ser comédia, sem vergonha do exagero, sem vergonha de fazer rir", como disse nossa crítica.

09) EMPATE TÉCNICO - Warcraft / A Lenda de Tarzan: Dois filmes execrados antes de sua estreia e subestimados pela crítica após chegarem aos cinemas. Porém, dois filmes muito bem escritos e dirigidos. "Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos", baseado na cultuada franquia de games e dirigido pelo sempre bacana Duncan Jones, foi um dos filmes de 2016 que mais tiveram rejeição, mesmo que ninguém ainda tivesse o assistido - a mania irritante de pessoas de 15 anos de idade (física ou mental) de dizer "não vi e não gostei". E, segundo nossa crítica, o filme Warcraft possui "Ecos aventureiros de heróis imortais como o Robin Hood interpretado por Errol Flynn ou mesmo da saga 'O Senhor dos Anéis' fazem desse filme um alento a quem está cansado de tanta mediocridade vinda da atual indústria cinematográfica". Já "A Lenda de Tarzan" trouxe um novo fôlego ao homem-macaco, numa inspirada direção de David Yates, com personagens bem construídos e adicionando política à saga do herói das selvas. Nossa crítica disse que o filme "(...) conversa mais com os adultos do que ao restante do público. É uma proposta arriscada? Sim. Mas não tinha como ser feito de outra forma sem macular o legado desse personagem".

08) Mais Forte que o Mundo:  Segundo filme brasileiro de nossa lista, a história da conturbada vida do lutador José Aldo chegou aos cinemas pela prestigiosa visão do diretor Afonso Poyart. E chegou metendo o pé na porta misturando um drama pesado com momentos inesperados de comédia e um visual completamente diferente do que é visto no atual cinema brasileiro. A química entre José Loreto e Cléo Pires cativa até mesmo o mais duro coração. Para nossa crítica, "(...) por si só, é uma história que merece ser contada desse jeito: como se fosse a primeira vez, sem rodeios mas mantendo o interesse até o final".

07) Sing: O que parecia ser apenas uma oportunista paródia aos reality-shows musicais que tanto vemos por aí, mostrou-se um roteiro esperto sobre como é sobreviver de música - algo bem mais difícil e menos glamouroso do que imaginamos. Grata surpresa dentre os longas de desenhos animados de 2016 -  que, assim como os filmes de outros gêneros, não tiveram um bom ano -, "Sing" arrisca ao mostrar uma trama honesta mas sem medo de fazer o espectador pensar, não importando sua idade (física ou mental). "(...) sem sombra de dúvida, a melhor animação de 2016. Desenhos animados dando uma surra em filmes com atores, vejam só...", foi o que disse nossa crítica.

06) Batman V. SupermanO que dizer do filme que, goste você ou não, polarizou TODOS os seguimentos da cultura pop entre os que amam e os que abominam? O que a grande maioria esqueceu de dizer sobre a obra-prima dirigida por Zack Snyder é que foi o filme que mais prestou tributo aos fãs das histórias em quadrinhos, com bilhões de referências para quem realmente leu diversas minisséries clássicas, costurando tudo num roteiro que, se não é perfeito -  porque aquele Lex Luthor ficou parecendo mais uma mistura doida entre Coringa e Charada, vilões do Batman -, foi, ao menos ousado por MATAR um icônico personagem da DC Comics E entregar o Batman que os fãs sempre quiseram ver num filme! Nas palavras da crítica de Marlo George: "(...) ficará muito difícil pro lado da Marvel [Studios] daqui pra frente, uma vez que a DC, após empurrar diversas vezes essa franquia com a barriga, conseguiu, finalmente, fazê-la pegar no tranco".

05) Café Society: Num ano complicado para o cinema mundial, é sempre um alento assistir um filme dirigido por Woody Allen. Mesmo que se ame ou odeie, seus filmes tem aquela cena ou diálogo que ficará na memória por muito tempo. E "Café Society" - ainda que reconhecidamente uma obra menor na cinematografia de Allen e com uma curiosa escolha de elenco - tem o mérito de ser melhor que muito filme de grandes diretores apresentados em 2016, mesmo não sendo algo grandioso e memorável. Ou, nas palavras de nossa crítica, "(...) ainda é um legítimo exemplar do material que estamos acostumados a assistir vindo desse senhor roteirista e diretor".

04) Ave, César!: Os premiados e idolatrados Irmãos Coen tem fama de criar - ou recriar - filmes que podem ser tudo, menos irrelevantes. E "Ave, César!" - cujo trailer prometia muito e entregava muito pouco -  é desses filmes que prestigiam a memória cinematográfica do espectador. Quem não conhece pelo menos um pouco da história de Hollywood, possivelmente não vai curtir essa deliciosa comédia sobre os bastidores do cinema, um verdadeiro tapa na capa - de mão fechada - no absurdo perpetrado pelo Macarthismo e uma ode à fantasia e ilusão perpetuada nas telonas. Feito para gargalhar e divertir acima de tudo, "(...) desmistifica tudo, mostrando a real faceta dos bastidores dessa verdadeira máquina de fazer doidos!", segundo nossa crítica.

03) Conexão Escobar: Esse foi mais um daqueles filmes desacreditados, ao lado de "Warcraft" e "A Lenda de Tarzan". Houve quem dissesse que o filme era confuso, com enredo mal desenvolvido e somente o grande ator Bryan Cranston salvava - e que isso não era novidade alguma. Bem, as pessoas que disseram isso cometeram o mesmo erro que muitos em 2016 - não assistir o filme para poder dar sua opinião - pois "Conexão Escobar" é um filme muito bem construído, trama amarrada e que mostra o início da investigação para começar a desbaratar a operação do traficante Pablo Escobar nos EUA.
Bons diálogos, interpretação digna de Cranston E John Leguizamo, num filme policial digno de estar lado a lado com os grandes clássicos do gênero.
Segundo nossa crítica, "(...) feito para aqueles que não gostam de ser subestimados e que desejam um pouco mais das coisas como eram antes".

02) Aquarius: Terceiro e último filme brasileiro de nossa lista, "Aquarius" também foi outro que polarizou as opiniões, com pessoas defendendo-o ferrenhamente e outros achincalhando de forma voraz, mais por conta de um tolo debate político do que pelas qualidades da obra. Diferente de tudo o que o cinema produzido no Brasil costuma fazer, o diretor Kleber Mendonça Filho - aliado a uma inspirada interpretação de Sônia Braga - entrega uma história instigante, porém para poucos. Não à toa, o filme coleciona prêmios e elogios mundo à fora, merecendo ser visto - mesmo que tenha ficado de fora da disputa do Oscar... "(...) um filme necessário por sua própria natureza. Em uma palavra? Imperdível!", como disse nossa crítica.


01) EMPATE TÉCNICO:  É Apenas o Fim do Mundo Capitão Fantástico: Difícil escolher o melhor, não é mesmo? Ainda mais num ano em que a grande maioria das produções ou eram filmes ~'okay', sem nada demais, ou eram simplesmente execráveis - 2016 não foi um ano para meios-termos. Daí, nada mais justo que destacar filmes que fugiram do óbvio no sentido de contar histórias. Enquanto "É Apenas o Fim do Mundo" trazia uma verdadeira parábola a respeito do sentimento do ser humano em relação à morte iminente, "Capitão Fantástico" partia do mesmo princípio mas investia seu debate no quão estranha a humanidade pode ter se tornado por conta da assim chamada civilização. Nossa crítica sobre "É Apenas o Fim do Mundo": "(...) mostra que o cinema francês é mais do que comédias agridoces e reforça a sensibilidade em tratar um tema tão delicado de forma natural como a vida". Já sobre "Capitão Fantástico", nossa crítica acrescenta: "(...) assista no cinema. Permita-se a surpresa em tela grande. O espetáculo vale cada centavo do ingresso...".

Mais uma vez, não seria correto fazer essa lista sem ouvir opinião dos outros críticos do Poltrona POP. Vamos ver quem são os melhores de 2016 de acordo com nossa equipe:

Marlo George: "Batman V. Superman. Uma obra consistente e inteligente, que mostra que blockbuster de super-heróis pode ser maduro, pra gente grande".

Andreas Matos: "O Homem que Viu o Infinito. Um filme sobre uma interessante história real, com atuações brilhantes e um roteiro incrível".

Jorge Caffé: "Rogue One. Por mostrar no cinema, como seria uma boa partida de RPG no cenário de Star Wars".

Que 2017 traga mais e melhores filmes de todos os gêneros - porque 2016, vou te contar, viu...

Kal J. Moon espera que 2016 termine sem o irritante "continua" no final...

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American Horror Story,

CRÍTICA [CINEMA] | "Capitão Fantástico", por Kal J. Moon

Após a divulgação de diversos materiais promocionais, finalmente estreia em solo brasileiro o filme "Capitão Fantástico". Estrelado por Viggo Mortensen, George MacKay, Frank Langella e grande elenco, a história abre precedente a um debate muito válido: o quanto a civilização tirou dos seres humanos sua individualidade?
A estranha porém simpática família de "Capitão Fantástico"
(Divulgação)

Familiar estranheza
Quando a humanidade deixou de se importar com suas próprias características diferenciais para fazer parte de um grupo? Ok, precisar o momento exato talvez seja impossível mas nos faz pensar se foi realmente uma boa escolha. Nos últimos tempos, muitos tem dado vazão às suas vozes, antes reprimidas, por conta da globalização. Mas, claro, nem sempre foi assim. E a simplicidade deu lugar ao artificial.

"Capitão Fantástico" conta a história de um pai (Mortensen) que se dedica ao máximo para transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Isolada da sociedade, a família será forçada a abandonar seu querido paraíso - criado em meio à floresta - quando é acometida por uma tragédia. A partir desse momento, a jornada para o mundo exterior passa a ser desafiadora, e a ideia do que é ser pai é colocada à prova.
Ben (Viggo Mortensen) embarcando no Steve, o ônibus
(Divulgação)

Dirigido por Matt Ross (mais conhecido por seu trabalho de ator como o Dr. Charles Montgomery da série "American Horror Story"), o filme expõe uma faceta da atual sociedade estadunidense - mas que poderia ser de qualquer lugar -, onde ter opinião e viver à sua maneira parece "errado". O que separa o naturalista do quase extremista religioso - ainda que nem expresse religião alguma?

Ben, o tal pai dessa família que se convencionou ser chamada de "excêntrica", resume as características de um patriarca do século retrasado que, por acaso, vive e cuida de sua prole em 2016. Mas educa, alimenta, ensina coisas úteis como caçar animais silvestres, fala abertamente de assuntos tidos por tabu como sexo, política e, por que não, vida e morte. Até porque sua esposa morreu em circunstâncias melindrosas mas a verdade não deve ser preterida de seus filhos uma vez que ela também faz parte da pequena célula familiar que se tornaram. E o choque de chegar à sociedade moderna mostra que muito se tem a aprender com quem está unido à natureza.

O elenco de "Capitão Fantástico" é um dos melhores em muito tempo. Destaque para George MacKay, que interpreta Bo, filho mais velho de Ben, cheio de dúvidas acerca de seu futuro. Expressivo e expansivo em muitas cenas que não requerem palavras, MacKay defende Bo com unhas e dentes, mostrando que podemos esperar um grande astro no futuro.
Frank Langella: austeridade, rispidez e carinho de forma natural
(Divulgação)

Destaque também, claro, à atuação de Viggo Mortensen no papel desse diferente patriarca. Mortensen se despe - literalmente - de qualquer vaidade para interpretar esse personagem tão cativante de atitudes polêmicas mas que fazem todo sentido de acordo com a história a ser contada. E por último, a breve participação especial do veterano Frank Langella, que imprime o tom correto de autoridade como avô dessa família que não vê há tanto tempo. Langella é ríspido quando tem de ser e carinhoso em outros momentos com uma naturalidade que dificilmente veremos tão cedo.

Mas nada disso seria possível se não fosse o roteiro e a direção de Ross. Uma história conduzida de forma bem diferente do habitual, no tempo ideal para gerar a reflexão necessária ao espectador ainda durante a exibição. Sabe aquele tipo de filme que te faz falar "Caramba, pior que é assim mesmo!". Pois é. "Capitão Fantástico" é esse tipo de filme.

Não à toa, o filme teve grande destaque em festivais como Cannes e Sundance em 2016, ainda conseguindo a indicação de Melhor Ator para Viggo Mortensen no Globo de Ouro.
Momento de tensão onde deveria haver compreensão...
(Divulgação)

E como se não bastasse o elenco, o roteiro, a direção acertada, a direção de fotografia, o figurino e tudo o mais que fazem desse filme algo especial, ainda possui uma das melhores covers de uma canção da celebrada banda Guns N'Roses - mas que faz total sentido e é parte intrínseca da trama. E quem conhece a fama de Axl Rose, sabe que ele não libera suas músicas para qualquer coisa que não seja, no mínimo, criativa.

Resumindo: assista no cinema. Permita-se a surpresa em tela grande. O espetáculo vale cada centavo do ingresso...



Kal J. Moon teve educação diferenciada e pode ser considerado estranho. Ainda bem...

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Cinema,

[LISTAS PP] | Os PIORES filmes de 2016, por Kal J. Moon

É, 2016 está no fim e chegou a hora de falar do que todos se certificaram neste ano incomum: como teve filme ruim, hein? Todas as expectativas foram jogadas por água abaixo após cada estreia, independente de ser blockbusters ou filmes independentes de diretores e atores consagrados.
Alguns dos piores filmes de 2016. Brrr...
(Divulgação)

Para celebrar esse verdadeiro desperdício de dinheiro - dos estúdios, distribuidoras e, principalmente de grande parte do público que pagou altos valores em ingressos nos cinemas -, vamos relembrar o que ninguém quer ter em seu currículo: os PIORES filmes de 2016!

10) O Lar das Crianças Peculiares: Tim Burton deixa a Disney, bandeia-se pra FOX e resolve adaptar outro livro infanto-juvenil. A ideia era interessante, tinha tudo para dar certo mas os tempos são outros e talvez Burton não seja mais o mesmo. Iniciamos nossa crítica perguntando 'quem matou Tim Burton?' e terminamos com a constatação de que "É constrangedor ver uma mente criativa tão interessante como a de Burton  fazer um trabalho tão burocrático a ponto de não ser mais reconhecível como algo que leve seu nome".

09) A Nona Vida de Louis Drax: Outro filme baseado em livro, com ideias bem interessantes porém muito mal-desenvolvidas. Cheio de problemas - a começar pelo elenco liderado por atores limitados como Jamie Dornan, Aaron Paul e o pequeno Aiden Longworth -, o diretor Alexandre Aja consegue um filme apenas um pouco melhor que o anterior, outra adaptação literária. Nossa crítica? "(...) estranhamente, o filme 'se esquece' de terminar. Não basta soluções óbvias mas tem de esticá-las até se tornarem didáticas o suficiente para que todos compreendam a mensagem".


08) Animais Fantásticos e Onde Habitam: "A expectativa é a mãe da decepção", já diziam os antigos. Com uma chance de ouro para revitalizar a franquia 'Harry Potter' -  uma das mais rentáveis e lucrativas da história do cinema -, a Warner Bros chama 'a mãe da criança' - a própria escritora J.K. Rowling para escrever o roteiro do primeiro de cinco novos filmes, agora estrelados por um tal de Newt Scamander, personagem que se sabia pouco - na verdade, quase nada -  mas cuja saga tinha um plot promissor, que poderia render um novo filão de aventuras no mundo bruxo. O que chegou aos cinemas foi um filme insosso, indeciso, que não disse a que veio e nada fantástico -  apesar de muitas boas ideias. Nas palavras exatas da crítica de Marlo George: "Repleto de erros, tropeços e boas sacadas mal desenvolvidas, infelizmente não dá pra defender. Nem mesmo sendo fã".

07) Quando as Luzes se Apagam: Ok, 2016 não facilitou pra ninguém mas os filmes de terror que chegaram aos cinemas foram alguns dos piores já produzidos. E sabe-se lá o que deu na cabeça dos executivos quando acharam que seria uma ótima ideia adaptar um curta-metragem que nem era lá tão grandes coisas assim. "(...)não dá sustos nem deixa o espectador grilado, com a pulga atrás da orelha, com medo de apagar as luzes", é o que está registrado em nossa crítica.


06) Capitão América - Guerra Civil: A primeira polêmica de nossa simpática listinha. Enquanto meio mundo exalta esse filme da Marvel Studios, poucos foram os que enxergaram a nocividade da fórmula defendida por esse estúdio para criar entretenimento, fazendo com que suas tramas mostradas em seus filmes seja apreciadas apenas por menores de 15 anos de idade - mental ou física. Completamente diferente - e menos ousada - do arco dos quadrinhos que o inspira, isso é ainda pouco perto do que se é visto nas telonas. Trama fraca, atores cansados e toda sorte de problemas num roteiro enfadonho que até tem seus momentos mas cujo conjunto não salva. Nossa crítica - uma das poucas que tiveram a coragem de falar a verdade - bateu sem dó: "A real falta de um vilão cativante (...) ou mesmo um conflito que desperte o interesse do espectador fazem deste filme um dos mais mal planejados e perfidamente executados da nova fase do Universo Cinematográfico Marvel".

05) X-men - Apocalipse: Muitos aguardavam esse filme com muita ansiedade por conta do bem-sucedido 'X-men - Dias de um Futuro Esquecido'. E foi anunciado como o último filme do diretor Bryan Singer a frente dos mutantes mais queridos do cinema. Porém, o que foi visto na telona foi algo que beirou o constrangimento. Com trama bem estapafúrdia e cara de episódio especial de seriado de TV, novo elenco sem o mesmo carisma - perdendo a oportunidade de, finalmente, criar algum interesse no personagem Ciclope! -, efeitos especiais baratos e visual bem aquém do que se é esperado pela franquia, 'Apocalipse' mostrou o que nenhum fã queria ver: uma perfeita adaptação de uma história em quadrinhos dos anos 1990.
Chamando o filme de 'O Samba dos Mutantes Doidos', nossa crítica alerta para o futuro da franquia: "(...) falta o principal: personagens cativantes e uma história que tenha nexo para que desperte um mínimo de interesse".


04) Bruxa de Blair: O primeiro reboot-remake-reimaginação-sabe-se-lá-o-que-é-isso de nossa lista. Ok, como cinéfilos, entendemos perfeitamente a lógica dos estúdios em querer sempre criar novos filmes baseados em franquias adormecidas de terror: mostrar a novos públicos em potencial algo que eles nunca teriam conhecimento se não houvesse um novo filme. Entendemos, embora não concordamos 100% das vezes. E por que diabos não se pode criar um filme ao menos apreciável baseado nesta franquia? O novo exemplar da franquia deixa um monte de questões na cabeça do espectador que se atrever a assisti-lo. Mas a principal é: por que esse filme foi feito? O resultado: um dos filmes de terror mais anêmicos de todos os tempos... Nossa crítica avisou: "(...) vá sem sustos - o que nunca é um bom conselho em se tratando de filmes de terror".


03) Desculpe o Transtorno: Único filme brasileiro de nossa listagem de piores do ano, esse até que prometia um plot com ideias interessantes - ainda que parcialmente baseadas no filme "Eu, Eu Mesmo e Irene", estrelado por Jim Carrey. E vamos combinar que Gregório Duvivier - do grupo Porta dos Fundos - não chega aos pés de Carrey -  nem mesmo em seus piores momentos. E O FILME INTEIRO é um ~"pior momento" da carreira de todos os envolvidos nesta produção. O interesse desaparece logo após os créditos iniciais e o espectador teve que se esforçar MUITO para permanecer na sala do cinema. Chamado por nossa crítica de 'comédia gourmet', ainda sobrou espaço para uma fina ironia: "No fim da exibição, ironicamente, o nome do filme vira quase um pedido de compreensão por parte da produção". 



02) Caça-Fantasmas: O segundo e último reboot-remake-reimaginação-sabe-se-lá-o-que-é-isso de nossa lista também esteve envolvido em grande polêmica, uma vez que mexe com um grande clássico do cinema. E não foi por machismo ou falta de boa vontade que o filme não deu certo. O roteiro é péssimo - apesar de boas ideias mal aproveitadas. Recriar o quarteto original com grandes atrizes comediantes poderia ter rendido um filme muito melhor se o roteiro tivesse situações melhores elaboradas - e isso é um fato incontestável. "Ah, mas fui ao cinema e ri muito quando assisti, hunf!", pode gritar o incauto que lê essas duras palavras. Infelizmente, os estúdios estão "adaptando" o texto de muitos filmes de comédia com baixa bilheteria no exterior para ter um resultado melhor no Brasil -  principalmente nas versões dubladas, colocando coisas que não constam no roteiro original. E o novo "Caça-Fantasmas" sofreu com essa interferência. Verdade seja dita: não tem empoderamento que salve um roteiro ruim, ok? Conselho: fique com o filme original. "Não tinha como dar errado. Mas deu. E muito. Pena", lamentou nossa crítica pois éramos dos poucos que acreditavam que poderia ser, pelo menos, um filme bacana...


01) Animais Noturnos: E como desgraça pouca é bobagem, o fim do ano trouxe uma verdadeira pérola, digna de ser chamada de ouro de tolo, um filme também baseado num obscuro livro. Dirigido pelo inepto e medíocre estilista texano Tom Ford - pra você ver como está complicada a crise de criatividade em Hollywood -, "Animais Noturnos" é um completo desperdício de tempo, dinheiro, atores / atrizes e paciência de sua audiência. Nem a esmerada direção de fotografia - por Seamus McGarvey - ou as elogiadas atuações da dupla Michael Shannon e Aaron Taylor-Johnson, fazem valer o precioso tempo do espectador. Nossa crítica não perdoou: "De longe, o pior filme de 2016. Veja por sua própria conta e risco".



Como não seria justo ouvir somente minha opinião, com a palavra nossos outros críticos do multiverso Poltrona POP:

Andreas Matos: "X-men: Apocalipse. Depois de tanta expectativa com a sequência de 'X-men: DFE', tudo caiu por terra (literalmente) com um vilão estilista que foi morto da pior maneira possível, num filme ruim ao extremo"

Marlo George: "Demônio de Neon. Uma demonstração descarada de desleixo, de falta de respeito com o expectador e desserviço à arte".

Jorge Caffé: "Esquadrão Suicida. Por ser um trailer de uma hora e meia".

Que 2017 traga bons filmes e que o entretenimento saia da crise que se encontra. É o desejo da Equipe Poltrona POP.

Kal J. Moon só deseja sobreviver à 2016. Isso daria um bom filme...

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Obituário,

OBITUÁRIO | Carrie Fisher, a Princesa Leia de Star Wars, falece aos 60 anos


Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia Organa da Saga Star Wars, faleceu hoje, após ter sofrido um ataque de coração durante um vôo entre Londres e Los Angeles.

Ela tinha 60 anos.

A morte de Fisher foi confirmada pelo porta-voz de sua família, Simon Halls, à revista PEOPLE.

“É com tristeza que Billie Lourd confirmou a morte de Carrie Fisher, às 8:55 dessa manhã,” dizia a nota. “Ela foi amada pelo mundo e ela fará uma falta profunda. Nossa família agradece por suas preces.”

Descanse em paz.

Foto: ANDREAS RENTZ/GETTY IMAGES

Fonte: EW.

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Alison Pill,

ARMAS NA MESA | Thriller com Jessica Chastain ganha primeiro trailer!

Indicada ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz de drama pelo papel em “Armas na Mesa” (Miss Sloane), Jessica Chastain estará de volta aos cinemas brasileiros no thriller dramático dirigido por John Madden - de “Shakespeare Apaixonado” -, que acaba de ter trailer e cartaz divulgados.
Cartaz oficial de "Armas na Mesa"
(Divulgação)

>>> Clique AQUI para assistir!

O vídeo traz uma prévia da difícil missão da poderosa lobista Elizabeth Sloane (Jessica Chastain): liderar a luta pelo controle de armas nos Estados Unidos, diante de ações de interesses particulares que beneficiam políticos e um grupo de lobistas.

Apoiada por Rodolfo Schmidt (Mark Strong) e pela assistente Esme Manucharian (Gugu Mbatha-Raw), Elizabeth arquiteta estratégias de antecipação e cria um ambiente hostil aos homens mais poderosos do Congresso norte-americano. Na trama, o limite de sua influência é testado com medidas que confrontam até mesmo seus aliados. No elenco, ainda temos nomes como John Lithgow, Jake Lacy, Alison Pill, Sam Waterston, entre outros.

O filme tem distribuição nacional da Paris Filmes e estreia a partir de 02/02/2017.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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Ricky Harris,

OBITUÁRIO | Ricky Harris, o Malvo de "Todo Mundo Odeia o Chris", faleceu aos 54 anos


Lamentamos informar que, segundo o site The Hollywood Reporter, o ator e comediante Ricky Harris, o eterno Malvo de Todo Mundo Odeia o Chris, faleceu ontem, vítima de ataque cardíaco.

Ele tinha 54 anos.

Harris participou de produções como Fogo Contra Fogo (1995), Dope: Um Deslize Perigoso (2015), Ray (1998) e Busca Explosiva (1999).

Descanse em paz.

Foto: Jerod Harris (Getty Images)

Fonte: THR.

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animação,

SING - QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA | Wanessa Camargo fala sobre dublagem de sua personagem

Wanessa Camargo (foto) é uma das dubladoras de “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” – animação que ainda conta com as vozes de Fiuk, Sandy, Marcelo Serrado e Mariana Ximenes. Em vídeo inédito de bastidores, a cantora fala sobre a personalidade forte de Ash e conta como foi gravar a canção original escrita para a porco-espinho no estúdio de dublagem. 
Wanessa Camargo dubla Ash na animação "Sing"
(Divulgação)

>>> Clique AQUI para assistir!           

Foi amor à primeira vista”, diz Wanessa sobre Ash. A roqueira conquistou o coração da cantora por seu jeito único: “ela tem um tom irônico, um humor meio debochado típico de adolescente, mas ao mesmo tempo ela é muito doce”, explica Wanessa, a única dubladora brasileira que canta na animação.    

>>> Já assistimos "Sing"! Clique AQUI para ler nossa crítica!      

Durante o filme, a porco-espinho passa por um processo difícil que a ajuda a crescer como pessoa e também dentro da competição de canto. Quando se vê mais forte do que antes, Ash compõe uma música e surpreende Buster Moon: “É uma música que tem tudo a ver com a historia dela, é onde ela descobre a liberdade de se expressar, de ser, de fazer. É uma música que tem uma mensagem muito legal”, conta Wanessa.

Para assistir Ash cantando, clique aqui. 

Com distribuição da Universal Pictures, “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” traz 65 hits de artistas como Lady Gaga, Katy Perry, Frank Sinatra, Seal, Limp Bizkit, Taylor Swift e Nicki Minaj na trilha sonora. O filme é dirigido por Garth Jennings e produzido por Chris Meledandri e Janet Healy, da Illumination Entertainment. 

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Aaron Taylor-Johnson,

CRÍTICA [CINEMA] | "Animais Noturnos", por Kal J. Moon

"Animais Noturnos" (Nocturnal Animals) é o novo filme escrito e dirigido pelo estilista texano Tom Ford. Estrelado por Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson e grande elenco, o que se vê em tela põe no espectador a questão: qual a real função de um diretor?
Amy Adams em cena de "Animais Noturnos": apatia e desorientação
(Divulgação)

O culto ao desagradável incômodo
Há quem diga que um filme escrito e dirigido pela mesma pessoa tende a se tornar um produto com uma visão única, por conta do controle de todo o processo. Entretanto, "Animais Noturnos" é um filme incômodo - no sentido mais pesado da palavra. Tenta se apropriar de uma estética que lembra o cinema noir porém sem alcançar um resultado à altura.

Amor, crueldade, vingança e redenção. Esses são alguns dos temas explorados em "Animais Noturnos". O suspense aborda a história de um casal separado há 20 anos, que passa a descobrir verdades obscuras um sobre o outro. Susan Morrow (Amy Adams) é uma negociante de arte de Los Angeles que vive uma vida privilegiada, mas incompleta, ao lado de seu marido Hutton Morrow (Armie Hammer). Num final de semana, após Hutton partir numa de suas frequentes viagens de negócios, Susan recebe um pacote inesperado: um livro escrito por seu ex-marido - Edward Sheffield (Jake Gyllenhaal) - e dedicado a ela. Uma publicação violenta e desoladora.
Jake Gyllenhaal em dois papéis IGUAIS, mas faltou-lhe a estranheza peculiar...
(Divulgação)
Tom Ford é inexperiente em seu mister. Escreveu e dirigiu esse filme mas não executou nenhuma de suas tarefas com destreza. Embora busque formas estéticas para chocar e contar essa história - como na longa sequência de abertura com mulheres obesas nuas, que também serve como créditos iniciais E como parte da história, não podendo ser "editada" -, não se esmera em arrancar de seus atores a estranheza necessária para, pelo menos, transformar essa história em algo até mesmo cult.

Ser diferente não é necessariamente ser ruim. David Cronenberg, David Lynch, Wes Anderson, e muitos outros estão aí para provar isso. E mesmo que Ford tente colocar uma pitada de tudo o que viu de bizarro no cinema mundial, falha miseravelmente por conta da soberba de quem inicia e do fato de que tudo o que aparece em cena lembra outra coisa. Há toques de "Reviravolta" (de Oliver Stone) e "Mapa para as Estrelas" (de David Cronenberg), fortes doses de TUDO o que David Lynch já fez na vida... Porém, soa como cópia ou referência básica e não como homenagem. Assim, fica feio.

Michael Shannon: roubando cenas, dentre outras coisas
(Divulgação)
O filme é um total desperdício de tempo de atores consagrados. Amy Adams parece perdida em cena - assim como o espectador. E seu papel é quase de coadjuvante, uma vez que a trama lhe dá tom passivo o tempo todo, com uma personagem sem carisma que parece somente reclamar por ser rica e infeliz. Coitada...

Armie Hammer
serve praticamente como enfeite. Laura Linney profere a melhor fala do filme inteiro e isso não é um elogio - não se desperdiça uma atriz de seu quilate em apenas uma cena... E que ideia foi essa de dar um papel comum a Jake Gyllenhaal, rei das esquisitices?

Não à toa, a surpresa vem mesmo de onde ninguém estava esperando nada, uma vez que Michael Shannon e Aaron Taylor-Johnson - ambos famosos por participações em filmes baseados em histórias em quadrinhos roubam todas as cenas que aparecem - gerando até uma indicação de melhor ator coadjuvante a Johnson por seu papel. E merecidamente, devo admitir. Shannon e Johnson são as únicas coisas que enchem os olhos em toda essa baboseira. Pois é...
Aaron Taylor-Johnson - ao lado de Shannon: tirando leite de pedra e arrasando
(Divulgação)
O lado roteirista de Ford também não ajuda. Não existem formas cativantes o suficiente em assistir uma personagem lendo um livro durante toda a história. Ou pelo menos Ford não encontrou uma forma cativante o suficiente, vai saber.

O filme mais parece uma ode à obsolescência, à catarse e ao extremamente desnecessário. Sobram violência, gritos, fotogramas ora saturados ora esteticamente perfeitos mas nada disso funciona quando não há uma boa história sendo contada. Há toda uma preparação para chegar a um final decepcionante, aberto, quando não havia a menor necessidade. E frustrar o espectador é a pior forma de tentar cativá-lo.

"Mas Tio Kal... No romance 'Tony & Susan', escrito por Austin Wright, é exatamente assim! Está tudo de acordo com a história original!", pode alegar o leitor dessa obra. Daí, reclamo o direito de lembrar a todos sobre o livro "Advogado do Diabo", escrito por Andrew Neiderman, que tornou-se um filme com história muito melhor desenvolvida, mesmo se apropriando de todos os temas da trama original - o que, certamente, não é o caso em "Animais Noturnos".

Existem vários problemas em "Animais Noturnos". E Tom Ford é responsável por todos eles. De longe, o pior filme de 2016. Veja por sua própria conta e risco. Quem avisa, amigo é...



Kal J. Moon desconfia que sua vida seja escrita e dirigida por Tom Ford. Isso explica tudo...

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Adam Driver,

SILÊNCIO | Novo filme de Martin Scorsese ganha seu primeiro trailer

Dois padres jesuítas, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), são enviados ao Japão do século XVII à procura do seu mentor desaparecido (Liam Neeson). Com o país fechado ao mundo exterior - e o Catolicismo proibido -, eles enfrentarão perseguição e violência em uma jornada de resgates e descobertas espirituais. 
Liam Neeson em cena do aguardado filme "Silêncio"
(Divulgação)

Essa é a trama de "Silêncio" (Silence), aguardado novo filme dirigido por Martin Scorsese que ganha seu primeiro trailer.

>>> Clique AQUI para assistir!

Cartaz oficial de "Silêncio"
(Divulgação)
No elenco, ainda temos nomes como Tadanobu Asano e Ciarán Hinds. O filme tem estreia prevista para 02/02/2017 nos cinemas brasileiros.

Fonte: Imagem Filmes (via press-release)

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animação,

CRÍTICA [CINEMA] | "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta", por Kal J. Moon

O que acontece nos bastidores de um show musical? Até onde se vai para fazer valer a frase "o show deve continuar"? Qual o preço do sonho de viver de música? Essas e outras perguntas são respondidas na animação "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta", dirigida por Garth Jennings.


Subindo o nível
Quem já trabalhou com produção de espetáculos - envolvendo artistas, palco, empresários, aprovação da família, crítica especializada, dentre outras coisas -, sabe que não é nada fácil viver nesse mundo onde a fantasia e o glamour duram o tempo do show mas que nos bastidores talvez não seja tão atrativo assim. Afinal, são pessoas lidando com pessoas o tempo todo e ninguém é legal 100% do tempo, né?

É disso que "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta" trata. Sem muitas firulas, tão ativo quando o dial de uma rádio FM - ou um aplicativo de música -, vemos a trama se descortinar sem devaneios estéticos, de forma simples e objetiva, trazendo todas as audiências para prestarem atenção ao que está sendo dito.
Bela homenagem a Sinatra em "Sing"
(Divulgação)

A animação conta a história do coala Buster Moon (dublado originalmente por Matthew McConaughey) que está prestes a ver seu teatro ir à falência e, por isso, decide criar um concurso musical com o intuito de alavancar as vendas de ingressos. Entre os participantes do concurso estão um rato, uma elefanta com pânico de palco, uma mãe que cuida de uma ninhada de 25 leitões, um gorila que faz parte de um bando de criminosos e um porco-espinho fêmea que curte punk-rock.

Mas tudo é dito sem dó. O espectador presencia altos e baixos de TODOS os personagens, o melhor e o pior de cada um deles, tornando-os demasiados humanos, ainda que representados por animais multicoloridos na telona. Mesmo assim, eles são astros no palco, mas falhos e problemáticos como qualquer mortal.
Os dubladores originais de "Sing": Matthew McConaughey, Reese Witherspoon,
Seth MacFarlane, Scarlett Johansson, John C. Reilly, Tori Kelly e Taron Egerton
(Divulgação)

E cada canção popular entoada durante as cenas fazem total sentido com a história - e atendendo aos clamores de muitos (eu incluso), cada música aparece devidamente traduzida na legenda. Quem gosta de saber da história de vida de astros e estrelas da música, vai ter uma surpresa com muitos easter-eggs - o principal tem a ver com Frank Sinatra...

(O único ponto negativo foi ter colocado a bacana canção "Faith" - defendida por ninguém menos que Steve Wonder ao lado de Ariana Grande - apenas durante os créditos finais. Tremenda bola fora mas ainda acredito que renderá, pelo menos, a indicação de Oscar de Melhor Canção Original)


"Sing" não precisa apelar a um visual grandiloquente para cair no gosto de quem assistir. Apesar de cada personagem ter sua característica peculiar - e visualmente atrativa -, a trama salta aos olhos e faz com que cada espectador queira realmente saber como termina essa curiosa história. Como não gostar de uma trama que não trata o espectador como incapaz de compreender, com viradas incomuns para animações atuais?

Resumindo: "Sing" é, sem sombra de dúvida - ao lado de "Zootopia" - a melhor animação de 2016. Desenhos animados dando uma surra em filmes com atores, vejam só... Assista legendado e divirta-se!



Kal J. Moon gostou de ver seu parente, Buster Moon, em cena. Reconhecimento é tudo...

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