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    domingo, 26 de fevereiro de 2017

    CRÍTICA [CINEMA] | "Toni Erdmann", por Kal J. Moon

    Escrito e dirigido por Maren Ade, "Toni Erdmann" é o representante da Alemanha para o Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro. Estrelado por Sandra Huller e Peter Simonischek, explora uma conturbada relação de pai e filha mas fica a pergunta: por que mesmo que ESSE filme foi indicado a um prêmio tão importante?
    Ines (Sandra Huller) e Toni Erdmann (Peter Simonischek) presos numa algema sem chave (Divulgação)


    A estranha sensibilidade alemã
    Ok. Quem assiste muito mais que somente os blockbusters da vida sabe que o cinema europeu tem um jeito bem diferente de contar suas histórias, que não se importa se o restante do mundo está captando a mensagem, que se esmera em ter uma direção de fotografia mais apurada que o normal, que experimentam muito mais do que os seguidores da cartilha de Syd Field e cia.

    Mas "Toni Erdmann" extrapola essa ~"condição" ao transformar o que seria apenas mais um filme de reaproximação entre pai e filha quase numa 'tour-de-force' com momentos bizarros que coraria o próprio Fellini.

    Na trama, um idoso pai brincalhão (Peter Simonischek) visita sua ocupada filha (Sandra Huller) por ocasião do aniversário dela. Eles não se dão muito bem por conta de sua agenda de negócios e diversos contratempos que ocorrem por conta dessa inesperada visita. Ele tenta consertar tudo com o auxílio de uma escrota peruca, uma dentadura que vive caindo e sua nova personalidade do atraente e bem sucedido Toni Erdmann.
    Ines (Huller) conversa com seu pai Winfried (Simonischek) sobre a vida,
    o universo e tudo o mais (Divulgação)

    Certo, o plot nem é ruim se formos analisar. E como chamou a atenção do Oscar, já deve valer pelo menos a espiada. Mas aí é que reside aquele sentimento de estar assistindo uma piada interna, que deve ser realmente bem engraçada. Porém, se você não sabe o contexto, não tem como rir. O filme não se decide em ser drama ou comédia, entregando algumas cenas que beiram o constrangimento - principalmente as que envolvem nudez mas não tem muita relação com a trama em si, parecendo bem gratuitas até para os atores envolvidos.

    "Toni Erdmann" ganhou notoriedade recentemente por ter chamado a atenção do ator Jack Nicholson, que adorou o filme e resolveu sair da aposentadoria para estrelar o remake dessa história ao lado de Kirsten Wiig no papel da filha ocupada. É de se imaginar que essa trama terá de ser transformada em algo mais palatável ao público de outros países. Senão, será um fracasso retumbante.

    E é de se admirar - negativamente falando - que um filme demore arrastadas duas horas e quarenta minutos para explicar que pai e filha são bem parecidos mas que têm de trilhar caminhos completamente diferentes. Pode ser até bonito mas nem sei se haverá paciência suficiente para esperar o remake. Assista por sua conta e risco mas vá sem pressa alguma.


    Kal J. Moon nunca foi a uma 'festa nua'. Em outros tempos, isso era chamado de 'suruba'...
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