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    terça-feira, 5 de dezembro de 2017

    CRÍTICA [GIBI] | "A Rainha Pirata", por Kal J. Moon

    "A Rainha Pirata" é uma história em quadrinhos escrita por Gisela Pizzatto - que também aplicou as cores -, desenhada por Bruno Büll - com arte-final do próprio Büll e Laís Bicudo -, e que, recentemente, ter alcançado a meta do financiamento coletivo na plataforma Catarse, sendo publicada pelo Studio Magenta.
    Página de "A Rainha Pirata" (Arte de Bruno Büll e Laís Bicudo
    com cores de Gisela Pizzatto / Divulgação)

    Alça de bota
    Quadrinhos de aventura medieval com base em eventos históricos são raros no Brasil. Até existem, claro, mas como demandam tempo de pesquisa e elaboração, são feitos apenas por quem topa o desafio. E como é gratificante ver que Gisela Pizzato e Bruno Büll toparam esse hercúleo desafio com toda pompa e circunstância que um projeto da envergadura de "A Rainha Pirata" merece.

    Lançado originalmente em 2013 na Irlanda pela editora Cló Mhaigh Eo - onde ganhou o Prêmio Gradam Réics Carló, que nada mais é que o Prêmio Nacional de Literatura em Língua Irlandesa, na categoria "Melhor História Ilustrada" -, "A Rainha Pirata" traz as desventuras da protagonista de forma urgente para os quadrinhos, tanto na trama como na arte, o que resulta em momentos inspirados numa história real mas acessível a qualquer fã de histórias de bucaneiros, reinados, sucessões políticas e guerra.

    Na trama, Grace O'Malley só queria navegar com seu pai, mas se tornou a mulher pirata mais famosa da História. De sangue nobre, vinda de uma das baronias irlandesas, Grace pertence a uma família de homens com tradição marinheira, mas por ser mulher seu destino está selado em terra firme. Contrariando tudo e todos, ela decide que sua vida é o mar e se traveste de grumete, conseguindo assim embarcar em um dos navios de seu pai. E é então que se inicia sua história de aventuras no mar.
    Página de "A Rainha Pirata" (Arte de Bruno Büll e Laís Bicudo
    com cores de Gisela Pizzatto / Divulgação)

    O fato da edição de "A Rainha Pirata" ser inteiramente colorida - belas aquarelas da própria Pizzatto - mostra o apreço pela versão original, num formato maior que o convencional, valorizando a arte e os cenários rebuscados. Não ficaria nada admirado se viesse a ser adaptado para outra mídia como uma série para TV ou mesmo o cinema. Qualidade para tal existe.

    Recomendado por quem sente falta de piratas em sua vida e nem sabia que existia uma mulher nessa posição na vida real. Pois é...




    Kal J. Moon não tem olho de vidro nem perna de pau mas já esteve de gaiato num navio. Entrou pelo cano...
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