Charlize Theron,

TULLY | Filme com Charlize Theron ganha primeira imagem e trailer

Com direção de Jason Reitman e roteiro de Diablo Cody, "Tully", filme protagonizado por Charlize Theron (foto), será lançado pela Diamond Films no Brasil ainda no primeiro semestre de 2018.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!

Na trama, Marlo (Theron) é uma mãe de três filhos - um deles recém-nascido - que vive uma vida muito atarefada e exaustiva. Certo dia, seu irmão oferece a ela como presente a ajuda de uma babá para cuidar das crianças durante o período da noite. Mesmo hesitante, ela acaba se surpreendendo com a jovem babá, chamada Tully (Mackenzie Davis, foto).

Os atores Mark Duplass e Ron Livingston também fazem parte do elenco.

Fonte: Diamond Films (via press-release)

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Akiyuki Shinbo,

ANIME | 'Fireworks' será exibido nos cinemas brasileiros!

Seguindo a programação especial da Anime Night, a Cinemark traz mais uma animação baseada em aclamados mangás (os quadrinhos japoneses). Em março de 2018, a rede exibe “Luzes no Céu”, obra dirigida por Akiyuki Shinbo e Nobuyuki Takeuchi a partir da série de mangásFireworks - Should We See It from the Side or the Bottom?", de Shunji Iwai.

Em 20/03/2018, o longa será exibido em 25 cidades: Aracajú, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba,Cuiabá, Florianópolis, Goiânia,Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Niterói, Salvador, São Paulo, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Taguatinga, Uberlândia e Vitória.
Cartaz oficial (Divulgação)

O filme passa em um dia durante as férias de verão e conta a história de dois meninos da escola primária, Norimichi e Yusuke. Os dois são melhores amigos e ambos estão apaixonados por uma colega de classe, Nazuna. Mas por causa do divórcio de seus pais, ela será transferida para outra escola antes do segundo semestre começar, e os dois meninos ainda não sabem sobre isso. Nazuna, que não se dá bem com seus pais, secretamente decide fugir com aquele dos dois que ganhar em uma corrida de natação.

Os ingressos podem ser adquiridos no site da Rede ou nas bilheterias dos cinemas participantes. Os valores variam entre R$ 15 e R$ 40. Os clientes que possuem o cartão Cinemark Mania ganham 50% de desconto na compra de um ingresso.

Fonte: Cinemark (via informe publicitário)

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Bonfilm,

CRÍTICA [CINEMA] | "O Filho Uruguaio", por Kal J. Moon

Destaque no Festival Varilux do Cinema Francês em 2017, dirigido por Olivier Peyon e estrelado por Isabelle Carré e Ramzy Bedia, "O Filho Uruguaio" é um filme francês com muito em comum com o cinema que fazemos aqui no Brasil...

Moins c'est plus
Há quem jure que para absorver a verdadeira experiência do cinema francês é necessário, antes de mais nada, estar aberto à experiências sensitivas diferenciadas pois aquele povo destila sentimentos na telona de uma forma como nenhum outro consegue. A palavra "lirismo" pode vir à mente mas deixemos isso para os teóricos. Isso não quer dizer, em hipótese alguma, que todo filme francês seja "difícil", "profundo", "meditativo" e muito menos "chato". E "O Filho Uruguaio" está aí para provar...

A trama mostra a ansiedade e expectativa da francesa Sylvie (Carré) para o encontro com o filho, sequestrado há quatro anos pelo pai. Segura do que se propõe, traça um plano para recuperar o filho que mora em Florida - cidadezinha do interior do Uruguai - e conta com o auxílio do assistente social Mehdi (Bedia) em sua jornada. O que não imaginava é que nem tudo sairia conforme planejou.

Sem muito tempo para pensar nas consequências de seus atos, Isabelle Carré entrega uma performance bem convincente como a mãe desesperada em busca do filho sequestrado - ainda que o roteiro escrito por Cécilia Rouaud ao lado do próprio Peyon (com colaboração de Carré) não entregue "aquela cena" impactante. Mesmo assim, defende bem o papel. O resto do elenco é esforçado mas, mais uma vez, o roteiro não favorece.


Algumas situações na trama - parcialmente baseada numa história real - soam um tanto absurdas. Por exemplo: o assistente social vivido por Ramzy Bedia é bem aceito pela família do menino sequestrado quando ele mente dizendo que é um turista (e isso o faz imediatamente digno de confiança?!). Em outro momento, Ele aluga uma caminhonete bem deteriorada - fugindo do combinado com Sylvie - mas nem barganha o preço (pode-se até imaginar que não havia tempo para isso porém não vemos essa especificação em suas atitudes). O roteiro vai do ponto 'A' ao ponto 'B' sem surpresas, bem previsível, mesmo em sua "solução final" - porém bem executado.

A direção de fotografia comandada por Alexis Kavyrchine alterna momentos semi-documentais, utilizando bastante "câmera na mão", tremida - para expressar a urgência de diversas situações desorientadoras - como alguns planos panorâmicos ou em um take só. Interessante como filma Carré no centro de cena, de corpo inteiro, mas sozinha, mostrando que a personagem só depende de si mesma, exacerbando seu sentimento de abandono e solidão extrema.

Falando nisso, o filme foi praticamente 100% realizado com iluminação natural e com diversas cenas externas, o que deve ter barateado a produção, um parentesco irmanado com o cinema latino-americano (se o filme estivesse dublado, passaria facilmente por algo feito no Brasil, seja pela força do tema da trama como por sua realização).

Mesmo com alguns incômodos, "O Filho Uruguaio" é um bom filme. Nada memorável, é verdade. Mas possui o mérito de ser curto, direto, não perdendo tempo com firulas e enrolações mil, já saindo na frente de muita coisa pretensiosa produzida ultimamente em Hollywood. Menos é mais, mon amis...




Certa vez, Kal J. Moon disse "I Love You" e uma garota se derreteu todinha. "I Love You" quer dizer "morena" em francês...

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A Livraria,

A LIVRARIA | Filme com Emily Mortimer já tem data de estreia no Brasil

Baseado no romance homônimo de Penelope Fitzgerald, o filme "A Livraria" - dirigido por Isabel Coixet - traz a história da viúva Florence Green (Emily Mortimer), que decide reconstruir sua vida e, para isso, resolve abrir uma livraria, apesar da oposição da população do vilarejo onde vive, na Inglaterra, em 1959. Com estreia marcada para 22/03/2018, o longa foi o grande vencedor do Goya 2018 - considerado o Oscar do cinema espanhol - e foi exibido recentemente no Festival de Berlim.

"Eu li o romance de Penelope Fitzgerald há quase dez anos, durante um verão particularmente frio nas Ilhas Britânicas. Ler o livro foi uma verdadeira revelação: senti-me totalmente transportada para 1959 e realmente me projetei na inocente, doce e idealista Florence Green. Na verdade, eu sou essa mulher. Eu me sinto profundamente conectada com essa personagem de um jeito que nunca senti com alguma protagonista de outro filme meu", revela Coixet.

A personagem vivida por Mortimer (foto) é uma viúva de espírito livre, que vai contra a humildade, o frio e a apatia da cidadezinha de Hardborough para realizar o desejo de abrir um estabelecimento. Apesar da resistência que enfrenta, logo ela consegue virar o jogo quando mostra aos habitantes locais o melhor da literatura da época, incluindo o escandaloso "Lolita" - de Nabokov - e "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury. "Tem algo de heroico na personagem Florence Green, algo simples e corriqueiro. Ela está se expondo, e por nenhum outro desejo senão o de abrir uma livraria. Ela não se preocupa com apoios ou procura por eles ao seu redor. Ela só arregaça as mangas para alcançar seu objetivo. E assim, Florence Green chama a atenção", defende a diretora.

No entanto, nem tudo são flores para Florence. Com o sucesso do seu negócio, ela acaba incitando a hostilidade dos lojistas menos prósperos da cidade e cruza os interesses da Sra. Gamart (Patricia Clarkson), a vingativa e amargurada mulher que se julga a decana da cena artística local.  A história relata as dificuldades e obstáculos que Florence encontra no processo: ignorância, inveja e a falsa moral dos cidadãos que irão tentar colocar um fim no sonho dela.

"As pessoas se arriscam todos os dias. Oportunidades grandes e pequenas, seguras ou perigosas: e muitas delas passam despercebidas. Mas o que acontece quando essas oportunidades SÃO percebidas? E como isso se reflete no mundo em que todos nós vivemos hoje?", conclui a diretora.

Fonte: Cineart Filmes (via press-release)

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Aline Jones,

O NEGÓCIO | Série brasileira terá estreia simultânea internacional

A história de quatro garotas de programa que se tornam empreendedoras de sucesso nas primeiras três temporadas da série "O Negócio" foi além das fronteiras do país e deu à produção brasileira da HBO uma grande audiência internacional. Por isto, a quarta e última temporada que estreia em 18/03/2018 terá lançamento simultâneo na HBO em mais de 50 países na América Latina, Europa e Estados Unidos. No Brasil, a produção original da HBO Latin America estreia às 21h.

No primeiro episódio, Karin (Rafaela Mandelli, foto)  está prestes a lançar um livro expondo sua história. Luna (Juliana Schalch, foto), Magali (Michelle Batista, foto), Mia (Aline Jones, foto) e Ariel (Guilherme Weber) precisam revelar a verdade para suas famílias. Uma tarefa mais difícil do que parece.

Composta por 12 episódios, a temporada final traz à tona diversas questões familiares e apresenta a luta de Karin para combater o preconceito contra as garotas de programa. Enquanto ela enfrenta os setores mais conservadores da sociedade, as outras meninas tentam realizar o sonho de Karin de construir um hotel de luxo monumental. Com humor, drama, romance e sexo conduzindo a trama, o desfecho dessa história promete ser surpreendente.

Criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho, a série conta com direção geral de Michel Tikhomiroff e direção de Julia Jordão, da Mixer. "O Negócio" é produzida por Roberto Rios e Luis Peraza, da HBO Latin America Originals.

Fonte: HBO (via press-release)

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Cultura Inglesa Festival,

GEORGE EZRA | Cantor britânico fará seu primeiro show no Brasil

O Cultura Inglesa Festival anuncia o destaque de sua 22ª edição: o cantor e compositor da nova geração do pop britânico George Ezra (foto). O primeiro show de Ezra no Brasil - que acontece em 10/06/2018 no Memorial da América Latina - integra a vasta e plural programação cultural e gratuita do Festival.

Conhecido pelos hits "Budapest" e "Blame it on Me", o cantor de 25 anos já fez ecoar sua voz de baixo-barítono na parada de sucesso no Reino Unido. Seu álbum de estreia, "Wanted on Voyage", foi lançado em agosto de 2014 e chegou ao primeiro lugar na Inglaterra em menos de quatro meses, com mais de um milhão de cópias vendidas. Em junho de 2017, Ezra lançou a música "Don't matter now", e recentemente divulgou a canção "Paradise", ambas parte de seu segundo álbum, que será lançado em março de 2018.

"Sempre que estou nas redes sociais, muitas pessoas me pedem para ir ao Brasil, então estou animado de finalmente poder avisá-los que em breve estarei por aí! Mal posso esperar para tocar no Cultura Inglesa Festival pela primeira vez. Meu novo álbum 'Staying at Tamara's' já terá sido lançado mundialmente há alguns meses, então vou chegar à maravilhosa São Paulo com uma série de músicas novas e uma seleção das antigas, mal posso esperar para tocar. Vejo vocês lá!", afirma Ezra.

O 22º Cultura Inglesa Festival será realizado de 26/05 a 17/06/2018 e promete mergulhar o público no universo da cultura britânica com atividades multiculturais. A programação completa e as datas de distribuição de ingressos para as atrações serão divulgadas em breve.

Fonte: Cultura Inglesa Festival (via informe publicitário)

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Bruno Fernandes,

FESTIVAL DE BERLIM | Filme brasileiro 'Tinta Bruta' premiado com Teddy Award

O filme "Tinta Bruta" foi premiado no Festival de Berlim, com o Teddy Award, principal prêmio cinematográfico "queer" do mundo, ​que é dado para produções que abordam o universo LGBTQI. Ao receberem o prêmio, Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (ambos na foto abaixo) falaram: ​"Dedicamos esse prêmio à população LGBTQI do Brasil. Precisamos cuidar uns dos outros, apoiar uns aos outros, e juntos superarmos esse momento sombrio que vivemos. Nenhum LGBTQI ficará para trás".

Depois de "Beira-Mar" (premiado como Melhor Filme - Novos Rumos no Festival do Rio em 2015), Matzembacher e Reolon voltam - agora vitoriosos - ao Festival de Berlim, agora na Mostra Panorama. Com roteiro de "Tinta Bruta" também assinado pela dupla, conta a história de Pedro (Shico Menegat), um jovem que tenta sobreviver em meio a um processo criminal, à partida de irmã e única amiga e aos olhares que recebe sempre que sai na rua. Sob o codinome GarotoNeon, Pedro se apresenta no escuro do seu quarto para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. Com o corpo coberto de tinta, ele realiza performances eróticas na frente da webcam. Ao descobrir que outro rapaz (Bruno Fernandes) de sua cidade está copiando sua técnica, Pedro decide ir atrás do mesmo.

Com produção da Avante Filmes, coprodução da Besouro Filmes e distribuição da Vitrine Filmes, o longa tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros ainda em 2018.

Fonte: Vitrine Filmes (via press-release)

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Daniel Day-Lewis,

TRAMA FANTASMA | Daniel Day-Lewis comenta cenários do último filme de sua carreira

Os estilosos casarões de moda dos anos 1950 são tema de vídeo inédito sobre “Trama Fantasma” ('Phantom Thread'), em cartaz nos cinemas brasileiros. A equipe de design, o diretor Paul Thomas Anderson e o três vezes ganhador do Oscar Daniel Day-Lewis (foto) falam sobre o quão importante foi recriar um cenário que remetesse a essas oficinas de trabalho.

>>> Clique AQUI para assistir o vídeo!

Filmado inteiramente na Inglaterra, Daniel Day-Lewis - que dá vida ao estilista Reynolds Woodcock - relembra o set de filmagem: “Estavamos em Londres, em uma moradia que era muito bonita. E quando você entra nesses quartos, eles são seus, você sabe o que são. Fazem parte da sua vida”, comenta o ator.

Paul Thomas Anderson diz que a inspiração para a criação dos cenários veio de relatos que leram da época: “Eles tinham essas grandes casas georgianas na cidade que eram maravilhosas com grandes escadarias. Eles estavam sempre na moradia onde viviam e trabalhavam”, afirma.

>>> Já assistimos "Trama Fantasma"! Clique AQUI para ler nossa crítica!

Ao resgatar o glamour e a alta costura da época, o filme apresenta a vida de um estilista confiante e focado que tira inspiração das mulheres que, constantemente, entram e saem de sua vida. Acostumado a vestir a realeza, estrelas de cinema, socialites e damas, Woodcock vê sua trama perder o rumo quando se envolve com Alma (Vicky Krieps, foto), uma jovem forte que logo se torna um acessório necessário para sua vida e carreira, como musa e amante.

Além de Day-Lewis - que encerra sua premiada carreira com “Trama Fantasma” -, o filme ainda conta com a participação de Lesley Manville - que concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante - e Camilla Rutherford.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Batman,

LIGA DA JUSTIÇA | Ação promove lançamento do filme durante o carnaval paulista

Fãs dos heróis da Liga da Justiça foram surpreendidos nos dias 17 e 18/02/2018 com o carro do Batman que esteve circulando pelas ruas de São Paulo. Com a presença de Alfred - mordomo do Batman -, o carro especial transportou passageiros para seus destinos de uma forma inusitada. A iniciativa foi criada e executada pela agência Gloria Brasil para a Warner Bros. Home Entertainment, em parceria com o aplicativo de transporte 99, celebrando o lançamento do filme "Liga da Justiça" - cuja crítica pode ser lida clicando AQUI - em todas as plataformas digitais. O filme teve a maior bilheteria dos cinemas no Brasil em 2017 e já está disponível para compra e aluguel digital. Já as versões físicas (Steelbook, Blu-Ray 3D, Blu-Ray e DVD) chegam às lojas em 13/03/2018.

>>> Clique AQUI para conferir o vídeo da ação!

Na ação, toda a base de usuários da 99 em São Paulo foi impactada por Push Notifications e E-mail Marketing, além de mais de 40 usuários que solicitaram o serviço e foram presenteados com a experiência de andar no carro de um dos seis personagens que compõem a Liga da Justiça. Dentro do veículo, os participantes assistiram cenas do filme, ouviram uma mensagem especial do homem morcego (com a voz de Jorge Lucas, dublador oficial do personagem no filme) e ganharam brindes exclusivos. A Panini, distribuidora da DC Comics no Brasil, presenteou os passageiros com álbuns de figurinhas do filme. Já a marca de batatas Ruffles - que traz seis embalagens especiais, cada uma personalizada com os heróis da Liga - distribuiu mais de 600 pacotes do snack para os passageiros. As embalagens fazem parte da promoção 'Sua Liga da Justiça Ruffles' que vai presentear ganhadores com mais de mil prêmios instantâneos e duas viagens para conhecer os estúdios da Warner (Los Angeles) e os parques de Orlando.

Além disso, os participantes da ação também foram presenteados com cadernos Jandaia, energéticos Vulcano, máscaras dos heróis da Liga fornecidas pela marca Rosita e maçãs da Dois Cunhados Hortifruti.

O carro do Batman rodou mais de 100km pela cidade, visitando os bairros Vila Madalena, Pinheiros, Perdizes, Centro, Vila Mariana, Vila Nova Conceição, Campo Belo e outros. Os passageiros entraram na brincadeira e aproveitaram para se divertir dentro do carro interagindo com Alfred e tirando muitas selfies para as redes sociais, usando as hashtags #LigaDaJustiça e #DEULIGANARUA.

Fonte: Warner Bros. Home Entertainment (via informe publicitário)

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Camilla Rutherford,

CRÍTICA [CINEMA] "Trama Fantasma", por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson, estrelado por Daniel Day-LewisVicky Krieps, "Trama Fantasma" é uma verdadeira prova de amor ao ato de fazer cinema.


Desvendando o sorriso de Monalisa

É muito complicado tentar compreender o cerne da capacidade de um artista. Pessoas sem propensões artísticas tendem a desdenhar de alguns rituais e costumes que artistas repetem exaustivamente apenas pela mais simples ignorância. Existir enquanto artista é enxergar um fluxo diferencial para transformar aquilo que só ele - ou ela - vê em algo palpável, seja literatura, artes plásticas ou mesmo algo tão técnico como moda. E "Trama Fantasma" traduz perfeitamente estes dois mundos - a ignorância e a sabedoria artística - de uma forma como somente grandes filmes são capazes.

Na trama, Reynolds Woodcock (Lewis) é um estilista confiante e focado que tira inspiração das mulheres que, constantemente, entram e saem de sua vida. Acostumado a vestir a realeza, estrelas de cinema, socialites e damas, Woodcock vê sua trama perder o rumo quando se envolve com Alma (Krieps), uma jovem de gênio forte que logo se torna um acessório necessário para sua vida e carreira, como musa e amante.

É de comum entendimento que "musa" é uma pessoa que inspira ações, sejam elas quais forem. No caso de artistas, é um pouco diferente. Não falo de artistas que trabalham em regime de produção fabril ou metas designadas por terceiros. Falo de artistas que são procurados quase como deidades, como pessoas de quem se toma a bênção para que crie algo que não exista e somente ele - ou ela - possa executar. Esse tipo de artista é domado por sua "musa". E se sua comunicação com ela tiver algum problema, bem, o processo técnico de execução de sua arte será severamente comprometido.


Paul Thomas Anderson retoma em grande estilo naquele que pode ser considerado seu filme mais centrado, onde não tem a menor pressa de contar sua história mas prefere estabelecer cada personagem a seu tempo, por meio de gestos, olhares e meneios. Tanto roteiro como direção extrapolam os limites da calmaria para entregar o melhor como um banquete que é servido em partes. A princípio, pensamos que parte da história é contada no passado como flashback, por conta de Alma (Krieps) estar contando, numa espécie de entrevista, como é conviver ao lado de alguém tão "diferente". Depois, chega-se à conclusão de que o tempo é entrecortado e distribuído como se deseja, parte no passado, parte no presente e até mesmo no futuro. Não é à toa que concorre ao Oscar 2018 de Melhor Diretor (E Melhor Filme).

"Trama Fantasma" não é daqueles filmes que o espectador tem de descobrir uma informação muito importante para compreensão da história. é uma experiência diferenciada, como saborear um bom vinho ou deleitar-se com uma saborosa sobremesa: é necessário calma para apreender cada degrau a galgar nesta subida íngreme mas intensamente excitante. Personagens muito bem delineados e uma verdadeira construção de "universo" monta-se a olhos vistos, formando um verdadeiro descortinar da psiquê humana.

Destaque às atuações de Daniel Day-Lewis, Vicky KriepsLesley Manville, triunvirato que comanda o filme, em maior ou menor escala, para que cada peça dramática esteja em seu lugar adequado. Lewis entrega, mais uma vez, sua personagem de maneira crível, fazendo-nos acreditar que não é um ator mas um documentário sobre um estilista dos anos 1950, tamanha confiança e detalhes de composição de personagem - e é um dos favoritos ao Oscar 2018 de Melhor Ator. Krieps revela diversas camadas de sua personagem, inciando tímida, assumindo nuances maniqueístas numa segunda investida, encerrando como uma dominadora de marca maior por um motivo duvidoso porém plausível. Já Manville - indicada ao Oscar 2018 de Melhor Atriz Coadjuvante - se destaca muito positivamente por ser uma espécie de extensão da personalidade de Lewis, assumindo seus mandos e executando suas ordens para que nada do status quo saia do controle enquanto ela estiver no comando. Porém, também mostra do que é capaz caso seja ameaçada - apenas seu olhar demonstra muito do que gostaria de dizer.

Num filme sobre o mundo da moda, o figurino criado por Mark Bridges (ganhador do Oscar por seu trabalho em "O Artista" - e indicado ao Oscar 2018 por "Trama Fantasma") destaca-se com belos vestidos mas principalmente por trajes que ajudam a compor as personagens e as dimensões daquele "mundo". A trilha sonora composta por Jonny Greenwood - indicado ao Oscar 2018 por "Trama Fantasma" - é leve, agridoce e motivacional quando tem que ser. Nem uma nota a mais: concisa e equilibrada.

Poderia gastar diversos parágrafos falando sobre a beleza de "Trama Fantasma" mas encerro apenas com a seguinte sentença: o cinema existe para aplacar experiências como essa. E como esse é o filme de despedida de Daniel Day-Lewis, não há forma melhor de despedir-se do que entregar-se por inteiro, mais uma vez.


Kal J. Moon é taciturno, irascível, tacanho, mordaz e odeia conversar pela manhã. Acostume-se...

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Academia de Filmes,

NATÁLIA | Nova temporada da série retrata corrupção e trabalho escravo

A segunda temporada de “Natália” - série criada por André Pellenz e Patrícia Corso -, já tem estreia marcada em canais de TV aberta e fechada. O primeiro episódio será exibido em 21/02/2018, às 21h15, na TV Brasil - e 02/03/2018, às 20h, no Canal Universal. A temporada, com 13 episódios, segue acompanhando a história de Natália, criada no subúrbio e filha de pastor evangélico, que venceu grandes dificuldades e preconceitos para virar uma modelo de sucesso. Depois de cinco anos no exterior, ela volta ao Brasil para novamente mudar de vida, investindo em uma nova profissão. A série discute temas bastante atuais, como o empoderamento feminino, ética na política, trabalho escravo na indústria da moda, afirmação racial e até mesmo a transsexualidade.

Estamos muito felizes em estrear a segunda temporada de ‘Natália’ na TV Brasil e no Canal Universal. Seguimos o mesmo propósito que a fez ser tão elogiada no primeiro ano, discutindo temas atuais e urgentes como a representatividade dos negros no audiovisual, a questão de gênero, o trabalho escravo na moda e a corrupção”, comenta Juliana Bauer, gerente de negócios da Academia de Filmes.

A temporada começa com a chegada de Natália no Brasil - nesta temporada interpretada por Angela Peres (foto), atriz em sua estreia como protagonista - para lançar a primeira coleção de roupas de sua nova carreira de estilista. Mas, logo no primeiro dia, Natália é surpreendida com a denúncia contra seu pai Marcelino - vivido pelo ator Gutti Fraga - acusado de envolvimento em um esquema de corrupção da ONG “Mais uma Chance”, que reabilita dependentes químicos. Marcelino é acusado de ser 'laranja' de Anderson (Wagner Santisteban), dono da ONG, deputado estadual e também pastor evangélico. A trama se desenrola quando Ingrid (Leona Cavalli, foto), uma empresária ousada e mulher de Otávio (Claudio Lins, foto), ex-namorado de Natália, propõe sociedade à protagonista. Além de enxergar uma chance real de lucro, Ingrid percebe que a presença de Natália no Brasil pode interferir em seu casamento, e por isso quer manter a rival por perto. Junto de Ingrid, Glória (uma mulher trans interpretada por Maurício Branco, foto) e Otávio, Natália abre uma confecção de roupas, mas terá que aprender a administrar a vida de estilista, ao mesmo tempo em que lida com o pai na prisão e com o amor que sente pelo seu ex. A modelo vive ainda um dilema ao descobrir que a firma contratada para confeccionar as roupas de sua marca usa mão de obra escrava. Também integram o elenco: Michelly Campos, Karen Junqueira e Hugo Bonemer como Theo Villaça Jr., importante vértice de um triângulo amoroso com Natália e Otávio.

A série é produzida pela Academia de Filmes, com direção-geral de André Pellenz.

Fonte: Academia de Filmes (via press-release)

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A Grande Jogada,

CRÍTICA [CINEMA] | "A Grande Jogada", por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por Aaron Sorkin, estrelado por Jessica Chastain, Idris Elba e Kevin Costner, "A Grande Jogada" ('Molly's Game') debate a legalidade de um vício, a astúcia de uma estrategista e a punição de alguém que, talvez, não tenha nada a ver com o crime estipulado em sua acusação...

Sobre abusos, blefes e a boa e velha superação
Advogados precisam conhecer a maioria dos fatos para criar uma versão factível deles que consiga convencer jurados e juízes de que aquilo aconteceu da forma que ele relata no processo. Esportistas precisam, a cada dia, superar seus limites para, numa competição importante, superar os limites dos adversários. E jogadores de pôquer precisam usar de suas habilidades matemáticas para, no momento certo, jogar tudo para o alto e mentir com convicção. Tudo isso pode ser verdade mas também pode ser apenas conjecturas para que alguém acredite na superioridade de quem relata esses "fatos". E é mais ou menos assim que "A Grande Jogada" desenvolve sua trama, mostrando personagens e situações nada críveis mas com um verniz que mistura elegância e arrogância na mesma medida.

Na trama - baseada no livro de memórias de Molly Bloom, uma ex-esquiadora que ficou conhecida como a "Princesa do Pôquer" - além de mostrar os bastidores dos jogos que tinham a participação de estrelas de Hollywood e milionários de Wall Street, o longa-metragem mostra o momento em que Molly começou a ser investigada pelo FBI, acusada de organizar eventos ilegais e de um provável envolvimento com a máfia russa.

É preciso deixar bem claro: "A Grande Jogada" é a estreia do roteirista Aaron Sorkin como diretor de cinema. Nada mais "seguro" que debutar com um texto escrito por ele próprio, certo? Bem... Se não soubéssemos que este filme é baseado num livro que conta uma história real, poderíamos facilmente acreditar que esta seria mais uma história completamente ficcional criada por Sorkin. Todos os elementos dignos de um roteiro dele estão lá: pessoas extremamente inteligentes falando coisas muito inteligentes - com curiosidades sobre a vida, o universo e tudo o mais -, diálogos quilométricos - ditos enquanto se anda de um lugar para o outro -, piadinhas e chistes jocosos que nem sempre funcionam e exposições verbais para exemplificar melhor a quem não é inteligente o suficiente para entender o que aquelas pessoas muito inteligentes estão falando em cena - mesmo que não seja algo tão inteligente assim.

Apesar disso, a direção de Sorkin desenvolve belos embates dramáticos entre os personagens de Jessica Chastain e Idris Elba - além de breves momentos entre Chastain e Kevin Costner ou de Chastain e... Michael Cera - quem diria que Cera finalmente desenvolveria bem uma composição de personagem a ponto de surpreender e brilhar em cena como um sujeito ~"fuinha", daqueles que se tem ódio em determinado momento, tamanha sua arrogância?

(DIZEM que o personagem de Cera foi inspirado em Tobey Maguire mas não existem comprovações a esse respeito)

Mesmo modificando diversos elementos ocorridos na vida real - o advogado de Molly era branco e no filme temos Idris Elba (que, convenhamos, é sempre um ganho de elenco poder contar com seu talento em cena), os locais e nomes de pessoas foram modificados (a pedido da própria Molly Bloom) e até mesmo Jessica Chastain não se parece NEM UM POUCO com Bloom para começo de conversa (lembra mais Elisabeth Hurley - mas como dispensar os recursos dramáticos de Chastain por uma bobagem como fidelidade numa hora dessas?), o roteiro escrito por Sorkin ainda usa bem o recurso de ir e voltar no tempo para mostrar diversos estados de espírito ou situações que explicam como a protagonista foi de uma frustrada esquiadora após um desastroso acidente em garçonete até se envolver com o submundo da jogatina - alguns desses momentos poderiam ser mais condensados, é verdade, mas, ainda assim, indispensáveis à compreensão da trama como um todo.

Só para ter uma ideia: a introdução inicial faz uma arguta comparação entre esportes - inclusive citando uma engraçada informação sobre os atletas e torcedores brasileiros - para mostrar o quão inteligente, sagaz e culta é a protagonista. Funciona, claro e é um estupendo começo para um filme. Porém, quando a história inteira é tratada da mesma forma, tornando parte da narrativa em algo cíclico e repetitivo, o que era interessante transforma-se aparentemente num problema. Isso sem contar em desnecessária exposição por parte da narração, quando ouvimos Jessica Chastain descrever alguns detalhes de seu uniforme de garçonete, mesmo quando estamos VENDO-A vestida em cena - e essa não ser uma informação essencialmente relevante? Por que isso acontece? Ora, porque esse é um filme escrito por Aaron Sorkin, claro!
Molly Bloom, a verdadeira Princesa do Pôquer
Em meio aos pontos positivos do filme, nenhum detalhe técnico salta aos olhos. A edição sobre a direção de fotografia comandada por Charlotte Bruus Christensen (de "Um Limite Entre Nós") é apenas "okay", sem movimentos mirabolantes mas eficazes para contar essa história. A trilha sonora composta por Daniel Pemberton (do recente "Todo O Dinheiro do Mundo") é tão "blasé" que quase não se percebe sua execução - exceto pelo clichê cinematográfico de redenção ao final do filme.

"A Grande Jogada" é um filme com uma história que merece ser contada por conta de uma grande injustiça cometida por homens contra uma mulher que ousou transitar em território majoritariamente masculino e, mesmo com motivações duvidosas, não cometeu o gravíssimo crime do qual foi acusada. Está longe de ser um filme memorável mas Sorkin não blefou (ha!) e se saiu bem em sua estreia cinematográfica - consolidando seu estilo já reconhecido na TV em diversos seriados (e ainda concorrendo ao Oscar 2018 de Melhor Roteiro Adaptado) -, amparado por um afiado elenco.




Kal J. Moon não imaginou que veria dois filmes seguidos onde Ms. Chastain teve problemas com a justiça. Precisamos parar de nos encontrar assim...

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Festival Varilux de Cinema Francês,

O FILHO URUGUAIO | Divulgada nova cena do filme francês

No longa “O Filho Uruguaio”, Sylvie (Isabelle Carré, foto) viaja da França ao Uruguai determinada a resgatar o filho Felipe (Dylan Cortes), que foi sequestrado há quatro anos pelo pai. Em nova cena divulgada, a mãe fala ao telefone com o assistente social Mehdi (Ramzy Bedia), que está se aproximando de Felipe para ajudá-la em sua missão. Nervosa e ansiosa, Sylvie bombardeou Mehdi com perguntas: “Está com ele? O que ele disse? Ele está como nas fotos ou maior?”.

>>> Clique AQUI para assistir a cena!

O diretor Olivier Peyon - que esteve no Brasil para participar do Festival Varilux de Cinema Francês em 2017 -, ressalta as qualidades da atriz Isabelle Carré: "Tinha gostado muito dela no filme 'Le Refuge', de François Ozon. Gostei do lado duro e naturalista que ela mostrava. Esse papel, primeiro me pareceu contra a natureza dela: no começo do filme, ela é um pouco antipática, seca e difícil de entender. O personagem da Sylvie se encontra numa situação de emergência: quatro anos sem ver o filho não deixa para ela o tempo de compor ou de ser amável. Pedi à Isabelle para baixar o tom de voz dela e para estar sempre em movimento. Ela era meu pequeno soldado, disposta a tudo. Isso me sossegava e me estruturava. Acho que eu também a sossegava".

Com distribuição da Bonfilm, “O Filho Uruguaio” traz um olhar envolvente e emocionante da busca de uma mãe por seu filho. Elogiado no Festival Varilux de Cinema Francês em 2017, o longa-metragem chega aos cinemas brasileiros em 08/03/2018 em quatro cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia. Em outras 16 (Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Petrópolis, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Caxias do Sul, Florianópolis, Vitória, Recife, Fortaleza, Maceió e Belém) estreia até 29/03/2018.

Fonte: Bonfilm (via press-release)

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Cinema do Brasil,

O DOUTRINADOR | Confira imagens do uniforme do anti-heroi no filme!

A Downtown Filmes, a Paris Filmes e a Paris Entretenimento divulgaram as primeiras imagens do Doutrinador - personagem dos quadrinhos criado pelo carioca Luciano Cunha - caracterizado para o filme. Vestindo sua emblemática máscara respiratória, com brilhantes olhos vermelhos, o personagem interpretado pelo ator Kiko Pissolato utiliza também um uniforme completamente negro para perseguir políticos, empresários e agentes corruptos. Confira a primeira imagem (tem mais duas nos parágrafos seguintes):

Fiquei muito feliz com o resultado da caracterização para o filme, o personagem está sombrio como um anti-herói deve ser. Acho que vamos marcar uma nova etapa para o audiovisual nacional em relação a filmes de gênero”, diz Cunha.

O Doutrinador” é um anti-herói no melhor estilo dos vigilantes dos quadrinhos. O Doutrinador é o alter-ego de Miguel (Pissolato), um agente federal altamente treinado que vive num Brasil cujo governo foi sequestrado por uma quadrilha de políticos e empresários. Uma tragédia pessoal o leva a eleger a corrupção endêmica brasileira como sua maior inimiga. E ele começa a se vingar da elite política brasileira em pleno período de eleições presidenciais, numa cruzada sem volta contra a corrupção.


O filme chega aos cinemas brasileiros em setembro de 2018, com direção de Gustavo Bonafé e codireção de Fábio Mendonça. Em 2019, o personagem também será o protagonista de uma série exibida pelo canal Space. O filme e a série foram criados pelo próprio Luciano Cunha e por Gabriel Wainer, que também assinam o roteiro ao lado de Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lage e Denis Nielsen.

No elenco, também estão nomes como Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. A produção é da Paris Entretenimento e a distribuição da distribuição da Downtown / Paris Filmes.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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A Odisseia,

JACQUES COUSTEAU | Filme sobre oceanógrafo já tem trailer e data de estreia

Vencedor de vários prêmios de televisão e cinema - entre eles a Palma de Ouro e o Oscar - o oceanógrafo, escritor e documentarista francês Jacques Cousteau terá sua história contada em "A Odisseia" ('L'odyssée'), novo filme de Jérôme Salle que estreia nos cinemas brasileiros em 22/02/2018.

[ATUALIZAÇÃO]

O filme "A Odisseia" teve sua estreia adiada nos cinemas brasileiros.

[FIM DA ATUALIZAÇÃO]


>>> Clique AQUI para assistir o trailer!

Com Lambert Wilson (foto) no papel do comandante, dos 37 aos 70 anos, o diretor Jérôme Salle reproduz os momentos mais icônicos da vida de Cousteau, seja chefiando expedições pelos mares e experimentando suas invenções ou mostrando seu lado mais controverso, que despertou paixões e ódio ao longo da sua trajetória. A vida privada de Cousteau está no centro da trama. O oceanógrafo tem dois filhos com Simone, interpretada no longa por Audrey Tautou (foto) - a eterna estrela de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". O mais novo deles, Philippe Cousteau - vivido por Pierre Niney - é seu cúmplice e algoz. Ao mesmo tempo que eles têm em comum o amor pelo mundo subaquático, os objetivos e métodos para a construção e realização do trabalho divergem, fazendo com que os conflitos sejam constantes. Philippe era o principal crítico do pai quando o assunto girava em torno do financiamento para seu trabalho. O conflito geracional entre os dois reflete a gênese da consciência ambiental e da preocupação com sustentabilidade,  questões centrais do final do século XX.

Rodado durante cinco meses e com o orçamento de mais de 20 milhões de euros, o longa traz belas imagens, desde o ambiente gelado da Antártida até a interação com tubarões das Bahamas. "Foi um pouco arriscado. Nunca ninguém tinha rodado em alguns dos locais onde rodamos. Filmar na Antártida é como filmar na lua", disse o diretor, em entrevista à France TV. Enquanto norte-americanos e russos brigavam pela conquista do espaço, Cousteau convencia a França a mergulhar no profundo e misterioso universo dos oceanos.

Os fãs do Capitão Cousteau - que acompanharam suas expedições na TV brasileira através dos programas exibidos pela Rede Globo, Rede Manchete e TV Educativa -  e mesmo quem ainda não conhecem sua trajetória fascinante, pode encontrar aqui todos os elementos que compõem esta jornada.

Fonte: Esfera Filmes (via press-release)

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Alyson Walker,

SELFIE PARA O INFERNO | Terror sobre a internet já tem trailer e data de estreia

Uma conhecida vlogueira viaja aos Estados Unidos para visitar a sua prima Hanna e pouco depois ela adoece sem qualquer explicação, dando início a um pesadelo que ninguém poderia imaginar. Esse é o ponto de partida para a intrigante e assustadora história de "Selfie para o Inferno" - marcando a estreia de Erdal Ceylan na direção - que entra em cartaz nos cinemas em 22/02/2018.

[ATUALIZAÇÃO]

O filme "Selfie para o Inferno" teve sua estreia adiada nos cinemas brasileiros.

[FIM DA ATUALIZAÇÃO]


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O roteiro - escrito pelo próprio Ceylan e Paul Burton - combina elementos de suspense, mistério e terror, acompanhando os esforços cada vez mais desesperados de Hanna para entender o que aconteceu com a prima e assim encontrar uma cura. E quanto mais ela se aprofunda na sua investigação, mais confusa e aterrorizada ela se sente, sem saber como tudo vai terminar. No elenco, temos nomes como Meelah Adams, Alyson Walker, Tony Giroux e Ian Butcher.

Mas se o final do filme é um mistério, a origem já é bem conhecida: "Selfie para o Inferno" é derivado de um curta-metragem lançado em 2015 no YouTube e que desde então já arrebatou mais de 24 milhões de visualizações e um incontável número de sustos. No cinema, o enredo foi desenvolvido envolvendo outras questões muito atuais, como a obsessão da sociedade pela exposição online, bem como os segredos que se escondem na internet nos cantos obscuros da "deep web", onde os conteúdos mais terríveis costumam ser compartilhados livremente, longe dos nossos olhos.

Fonte: Cineart Filmes (via press-release)

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Amanda Sthers,

MADAME | Comédia com Toni Collete ganha trailer, cartaz e data de estreia

No filme "Madame" - dirigido por Amanda Sthers -, Anne (Toni Collette) e Bob (Harvey Keitel) são um casal americano bem-sucedido de férias em Paris que resolve promover um jantar para amigos estrangeiros sofisticados. Quando descobre que tem 13 convidados, Anne implora para que sua fiel empregada Maria (Rossy de Palma) se disfarce de uma misteriosa espanhola para ter um número par de convidados. O que ela não esperava era que Maria fosse se envolver amorosamente com um dos convidados. Com distribuição da California Filmes, o longa estreia no Brasil em 29/03/2018.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)

"Na vida, você as vezes sente que não está no lugar certo, se sente uma fraude. Eu me senti muito assim quando eu era uma criança. De repente, fui de passar férias no campo com meus avós para Saint-Tropez, no meio de gente com posições sociais bem diferentes. Minha vida inteira foi dedicada a leitura, mirando em melhorar quem eu era e me tornar mais inteligente. E, de repente, me vi em um mundo fútil, dominado por dinheiro. Durante jantares, me sentia como a empregada. Então é possível que a personagem de Maria, interpretada por Rossy de Palma, é uma versão da minha adolescência!", explica a diretora Amanda Sthers sobre a inspiração para o longa.

Para dar vida a Maria, Sthers escolheu a atriz Rossy de Palma, que ganhou fala nos primeiros filmes do cineasta Pedro Almodóvar e virou a musa do estilista Jean-Paul Gaultier: "Maria é uma mulher muito positiva, com uma luz interna muito poderosa. Ela não se sente inferior porque tem que limpar o que outros sujaram: ela é uma empregada e tem orgulho disso! Uma pessoa simples e natural. Compartilho muito com ela, o jeito de olhar para a vida, uma curiosidade pelos outros. Algo infantil também, o desejo de nunca perder de vista a menina que tem dentro de si. Maria se sente próxima daquela garota, e eu, enquanto envelheço, também me aproximo dela. Ela é uma Cinderela moderna, uma pessoa muito romântica que acredita em contos de fadas", defende a atriz.

E, ao lado de Rossy, uma dupla de atores de peso: Toni Collette e Harvey Keitel. "A oferta de papel veio em tão boa hora que pareceu muito boa para ser verdade. Então li o roteiro de Amanda e fiquei impressionada. Amei o tom, e é brilhantemente escrito. Anne é um personagem muito interessante, possivelmente a mulher mais narcisista que me pediram para interpretar. Ela vive em um mundo o qual ela tenta controlar o máximo possível. E temos a beleza de Maria, interpretada por Rossy de Palma, com seu incrível apetite pela vida, a facilidade com que ela se conecta com os outros, segurando um espelho e mostrando a feiura interna de Anne", revela Collette.

Keitel faz coro com a parceira de cena e elogia o roteiro do filme: "Tem muita inteligência e profundidade no diálogo. Em outras palavras, tudo o que você quer em um roteiro! Eu interpreto um homem cuja família fez o dinheiro em imóveis e arte. Para um nativo do Brooklin como eu, interpretar tal personagem é sempre educativo: eu tenho que me segurar para não falar palavrões! Ele e sua esposa estão tentando consertar seu casamento. Você sempre aprende algo lidando com esse tipo de situação", reflete.

Segundo a diretora, cada um dos atores tinha sua maneira de trabalhar: "Você dirige cada ator de uma maneira. É como amizade, você não é amigo da mesma maneira com todos. Para ser honesta, eu me senti intimidada por Harvey Keitel. Ele é uma lenda, ele está sempre falando de seus amigos Martin Scorsese e Robert de Niro. Mas quando começa a trabalhar, ele dá tudo de si! Ele foi generoso com suas ideias, e generoso na maneira como recebeu as minhas ideias. Toni Collette é um metrônomo, seu timing de comédia é incrível. Ela é extremamente precisa em seu ritmo de atuação. Com Anne, ela encontrou um personagem que a permitiu se divertir. Rossy é muito diferente, com ela, você não fala de técnica, só de emoção. Ela está continuamente buscando a veracidade da situação e de seu personagem, você pode sentir através de seus olhos tanto quanto nas suas falas", elogia.

Fonte: California Filmes (via press-release)

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Batman,

LIGA DA JUSTIÇA | Filme já está disponível nas plataformas digitais

O carnaval chegou ao fim, mas não precisa ficar triste: a maior bilheteria dos cinemas no Brasil em 2017 e o maior encontro de heróis de todos os tempos chegou às plataformas digitais! "Liga da Justiça" já está disponível para aluguel e compra digital. Aproveite os dias de descanso pós-bloquinho para vivenciar essa aventura épica no seu gadget favorito (TV, computador, tablet ou celular). Não deixe de conferir a versão em 4K Ultra HD (disponível apenas no iTunes).

Batman, Mulher-Maravilha, Superman, Flash, Ciborgue, e Aquaman esperam você para juntos derrotar o vilão Lobo da Estepe. E não perca os extras exclusivos que vão estar disponíveis nas versões de Compra Digital (EST), Steelbook, Blu-Ray 3D e Blu-Ray. "O Retorno do Superman" – cenas bônus não exibidas nos cinemas – também estará disponível para essas versões!

Disponibilidade:
- Aluguel DIGITAL: NOW, VIVO Play, Oi Play, iTunes, Looke e SmartVOD;
- Compra DIGITAL: iTunes, Google Play, Microsoft Store, Playstation Store, Looke e SmartVOD;
- Edição Limitada em Steelbook (Blu-ray + Blu-ray 3D), Blu-Ray 3D, Blu-Ray e DVD a partir de 13/03/2018;

Fonte: Warner Home Video (via informe publicitário)

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Aline Jones,

O NEGÓCIO | Divulgado trailer da última temporada!

O trailer da temporada final da série "O Negócio" foi divulgado pela HBO. No vídeo, Karin (Rafaela Mandelli) está prestes a lançar um livro expondo sua história. Com isto, Luna (Juliana Schalch), Magali (Michelle Batista), Mia (Aline Jones) e Ariel (Guilherme Weber) precisam revelar a verdade para suas famílias. Como será que elas vão reagir? A quarta e última temporada estreia em 18/03/2018, às 21h, no canal HBO.

>>> Clique AQUI para assistir!

"O Negócio" acompanha a trajetória de Karin (Mandelli), Luna (Schalch), Magali (Batista) e Mia (Jones), garotas de programa de luxo que se destacam na elite paulistana. Elas colocaram em prática diversas estratégias de marketing que aprenderam, e não só conquistam espaço no mercado como também criam a bem-sucedida empresa “Oceano Azul”.

Criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho, a série conta com direção geral de Michel Tikhomiroff e direção de Julia Jordão, da Mixer. A produção é de Roberto Rios e Luis Peraza, da HBO Latin America Originals.

Desde 2004, a HBO já produziu diversos documentários, séries e programas especiais no Brasil e na América Latina, como A Vida Secreta dos Casais, O Jardim de Bronze, Deus Inc., O Hipnotizador, Magnífica 70, PSI, Sr. Ávila, Prófugos, Alice, Capadócia, Filhos do Carnaval, Mandrake e Epitáfios. Essas séries se caracterizam pela originalidade, ousadia, qualidade da produção e pelo investimento em novos talentos. Todas as produções da HBO Latin America Originals são realizadas em 4K.

Fonte: HBO (via press-release)

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Crítica Cinema,

CRÍTICA [CINEMA] | "Três Anúncios Para um Crime", por Andreas Cesar.


Há muitos motivos que me fazem ser um verdadeiro amante de obras cinematográficas. As histórias superam a realidade em muitos momentos, e nos trazem emoções jamais vivenciadas e que são únicas para cada longa. Claro que existem filmes ruins em que não sentimos absolutamente nada, porém, quando encontramos atores incríveis encenando em um belíssimo roteiro, aí os sentimentos são dificilmente controlados - no meu caso, aquele leve sorriso demonstra minha satisfação.

"Três Anúncios Para um Crime" é um filme que me deu o prazer de mover meus lábios em um sorriso que não foi nem um pouco leve...

O longa tem a direção e o roteiro feitos por Martin McDonagh, e pode-se dizer que foi um trabalho muito bem realizado. Aspectos como a fotografia - em que muitas cenas acompanham os personagens de modo a nos introduzir naquela história - e a montagem - que proporciona cenas empolgantes - foram dirigidos com um olhar meticuloso, o que gerou um longa muito bem produzido e realizado.

Frances McDormand está impecável!
Entretanto, o que mais chama atenção no filme são as atuações. Frances McDormand está simplesmente incrível, e sem dúvida sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz é completamente justa (se ela ganhar, não me surpreenderei). Além dela, outro indicado é Sam Rockwell, que é fenomenal e é o que mais se destaca na produção, sendo muito consistente e nos entregando uma personagem que exige uma atuação impecável, o que foi feito. Se ele não vencer o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, a injustiça será enorme.

Outras atuações boas, mas que merecem menor destaque, são as de Woody Harrelson, Sandy Martin e Caleb Landry Jones. Esse último apresenta-se bem mais sólido e bem dirigido do que em seu papel em "Corra!", que é muito exagerado e cheio de maneirismos. O mesmo acontece com Lucas Hedges, que atuou bem melhor em "Três Anúncios Para um Crime" do que em "Lady Bird", mesmo com um papel maior em "Lady Bird". É importante lembrar que esses três filmes concorrem pelo Oscar de Melhor Filme. Na minha opinião, "Três Anúncios Para um Crime" é o melhor deles, sem sombra de dúvidas.

A dupla Sam Rockwell e Sandy Martin
O roteiro, apesar de simples, é tão original e bem escrito que se torna extraordinário. Ao contar a vida de uma mulher que busca justiça ao caso do assassinato e estupro de sua filha, McDonagh traz personagens cativantes que fazem que o espectador torça para que seu sucesso seja alcançado. E isso não se reduz apenas à personagem principal, mas aos secundários também (não falarei qual pois isso seria um spoiler). Os acontecimentos e desfechos são imprevisíveis, o que mostra a habilidade que o roteirista teve de me surpreender.

Para finalizar, "Três Anúncios Para um Crime" é um filme que eu irei lembrar como excelente e, por isso, irei rever várias vezes. A junção de um roteiro fora do comum com atuações extraordinárias transformam o longa em uma experiência incrível e recheada de emoções. Creio ser difícil que alguém termine essa história sem estar envolvido com os personagens, além de triste por não poder saber mais sobre suas histórias.


Andreas Cesar viu, criticou e admite que, em alguns momentos, aquela única gota de lágrima quis sair de seus olhos...

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Cobra Kai,

COBRA KAI | Spin-off de 'Karatê Kid' divulga primeiro teaser!

"Cobra Kai", a série que traz de volta os personagens de "Karatê Kid" - clássico filme dos anos 1980 estrelado por Ralph Macchio (foto), o saudoso Pat Morita e William Zabka (foto)-, ganhou seu primeiro teaser trailer!

>>> Clique AQUI para assistir!


Segundo a sinopse oficial, "Johnny Lawrence (Zabka) e Daniel Larusso (Macchio) não são mais as mesmas pessoas que eram no colégio. A saga de Karatê Kid continua". Para quem não sabe, Cobra Kai é o nome da academia de karatê frequentada por Johnny no primeiro filme da franquia... Há quem diga que a série será mais voltada para comédia, onde veremos os filhos dos protagonistas convivendo com os pais que, outrora, foram atletas de sucesso mas isso ainda não foi confirmado - nem negado - pelos produtores.

A nova série será exclusiva da plataforma online "YouTube Red", que exibirá conteúdo inédito e de forma paga.

Fonte: YouTube

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Chiwetel Ejiofor,

MARIA MADALENA | Filme com Rooney Mara ganha novo trailer!

A Universal Pictures acaba de divulgar, em lançamento mundial, o mais novo trailer do drama “Maria Madalena” ('Mary Magdalene'), longa que traz Rooney Mara (foto) no papel-título, e apresenta a jornada de uma das figuras mais enigmáticas e incompreendidas da história.

>>> Clique AQUI para assistir!

Com direção de Garth Davis, a cinebiografia retrata a história de uma jovem em busca de uma nova maneira de viver. Contrariada pelas hierarquias, Maria Madalena (Mara) desafia sua familia tradicional para se juntar a Jesus de Nazaré (Joaquin Phoenix) em uma longa jornada. Ela logo encontra um lugar para si mesma dentro de um movimento que a levará para Jerusalém.

Com roteiro de Helen Edmundson e Philip Goslett, a produção ainda traz Chiwetel Eijofor e Tahar Rahim no elenco. O filme estreia em 15/03/2018.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Damon Wayans,

[LISTAS PP] | Super filmes protagonizados por afrodescendentes, por Kal J. Moon

Com a estreia do filme "Pantera Negra" - que já assistimos e você pode ler nossa crítica clicando AQUI -, muitas pessoas podem pensar, erroneamente, que este é o primeiro longa-metragem de super-heróis - ou baseado em quadrinhos - protagonizado por negros (é o primeiro com elenco majoritariamente afrodescendente, é verdade). Então, resolvemos criar essa listinha simpática com os antecessores do protagonismo negro nas telonas. Lembrando que não entraram filmes da Marvel Studios como "Homem de Ferro", "Capitão América - O Soldado Invernal", dentre outros, por conta do membros do elenco afrodescendente não ter papel de protagonismo, okay? O mesmo vale para a franquia dos "X-Men" nos cinemas... Vamos lá?


1) Homem Meteoro
('Meteor Man', 1993) - Um professor de Washington (DC) numa turbulenta vizinhança se transforma num super-herói após a queda de um meteoro e enfrenta uma gangue que aterrorizava as ruas. O filme é escrito, dirigido e estrelado por Robert Townsend (mais conhecido por sue trabalho na série "The Parent' Hood", inédita no Brasil).

No elenco, participações do saudoso Robert Guillaume (do seriado 'O Poderoso Benson'), James Earl Jones (a célebre voz de Darth Vader), Don Cheadle (que hoje interpreta o herói Máquina de Combate nos filmes da Marvel), o comediante Bill Cosby e o igualmente saudoso Frank Gorshin (que foi o vilão Charada da série 'Batman' de 1966) - o comediante Chris Tucker faz a voz de um MC numa cena em um shopping. Curiosidade: Apesar de não ser um filme baseado em quadrinhos, em agosto de 1993, a Marvel Comics lançou a primeira edição do gibi, com roteiro de Dwight D. Coye e Bertram B. Hubbard, com arte de Robert Walker e Jon Holdredge - além da versão em quadrinhos da história do filme com a mesma equipe criativa.

2) Blankman - Um Super-Herói Muito Atrapalhado ('Blankman', 1994) - Um tímido e inocente inventor decide combater o crime como um super-herói com uma roupa à prova de balas - com um cobertor enrolado no pescoço - além de apetrechos de baixíssimo orçamento, se metendo em muitas confusões. Pode parecer ridículo - e é, uma vez que é uma paródia ao universo dos super-heróis - mas lembre-se que uma premissa semelhante inspirou, anos depois, nada menos que o fenômeno... Kick-Ass. Captou a mensagem? Dirigido por Mike Binder, escrito e estrelado por Damon Wayans (sim, Michael Kyle em pessoa da série "Eu, A Patroa e As Crianças"), ao lado de David Alan Grier (parceiro de Wayans na série "In Living Color", inédita no Brasil). No elenco, nomes como Robin Givens (hoje no seriado "Riverdale", também baseado em quadrinhos) e, pasmem, Jason Alexsander (o eterno George da série "Seinfeld").


>>> Curiosidade: 'Blankman' é a estreia no cinema do ator Greg Kinnear (o atribulado pai de família de "Pequena Miss Sunshine"). E mesmo que tivesse potencial para tal, não gerou nenhuma história em quadrinhos posteriormente, talvez por conta da baixa bilheteria. Mas Wayans tem muito orgulho do filme, uma vez que sempre foi fã de histórias em quadrinhos.

3) Steel - O Homem De Aço ('Steel', 1997) - Também conhecido somente por "Shaq Aço" no Brasil - por conta do trabalho de marketing que tentava destacar mais o nome do astro principal (mas que no fim das contas inevitavelmente rimava com "fracasso") - o jogador de basquete Shaquille O'Neill -, o filme é ~"livremente inspirado" (e bota livre nisso) num personagem da DC Comics, do universo do Superman - criado por Louise Simonson e Jon Bogdanove durante a saga "A Morte do Superman". Mas pare por aí pois mudou muita coisa no filme - quase tudo, na verdade. E nem tem qualquer menção ao útlimo kryptoniano. Na trama, John Henry Irons é um projetista de armas para os militares. Quando um de seus projetos cai nas mãos das gangues de rua, ele resolve combater o crime usando peças de um ferro velho, transformando-se num verdadeiro ~"homem de aço". Escrito e dirigido por Kenneth Johnson (roteirista de series como "O Incrível Hulk", "V - A Batalha Final", "Missão: Alien". No elenco, nomes como Annabeth Gish (a Monica Reyes do seriado "Arquivo X"), Judd Nelson (que foi um dos integrantes do cult "Clube dos Cinco", hoje trabalhando mais com dublagem), além da participação de Richard Roundtree (ninguém menos que o Shaft em pessoa).


>>> Curiosidade: a personagem Susan Sparks (Gish) é inspirada em Oráculo, alter-ego de Barbara Gordon (possivelmente não puderam utilizar por conta dos direitos dos filmes do Batman na época). Numa das cenas numa ferrovia, uma das cercas tem uma pixação "muito parecida" com o alfabeto alienígena mostrado na série "Missão: Alien". Johnson queria Wesley Snipes para o papel mas escalou Shaquille O'Neill porque esperava vender mais brinquedos inspirados no filme... O'Neill teve de fazer todas as suas cenas mais perigosas porque a produção não encontrou nenhum dublê com a mesma altura do astro. "Steel" é o primeiro filme de grande orçamento estrelado por um super-herói afrodescendente.

4) Spawn: O Soldado do Inferno ('Spawn', 1997) - "Spawn" foi o segundo filme de grande orçamento estrelado por um super-herói afrodescendente - e, curiosamente, baseado num personagem da Image Comics, uma editora em ascensão. Na trama, um soldado mercenário é traído durante uma missão, sua alma vai parar no Inferno, faz um pacto com um demônio para se vingar mas retorna à vida muito tempo depois, num corpo deformado porém cheio de super-poderes, quando sua ex-esposa está casada com seu melhor amigo e há um plano para explodir a cidade onde moram por interesses políticos. Dirigido por Mark A. Z. Dippé com roteiro de Alan B. McElroy - baseado no gibi criado por Todd McFarlane -, o filme estreou com grande sucesso, ficando em segundo lugar de bilheteria no primeiro fim de semana (atrás apenas de "Força Aérea Um", estrelado por Harrison Ford). Estrelado por Michael Jai White, John Leguizamo (que estaria num papel importante em "Kick-Ass 2"), Martin Sheen, Theresa Randle, Nicol Williamson, D.B. Sweeney e Melinda Clarke, o filme teve muitos problemas de aceitação por conta de mudanças radicais no roteiro - principalmente por colocar um personagem claramente negro nos quadrinhos como um branco no filme - e por abusar do uso de efeitos especiais nada impressionantes, que mais pareciam saídos do game "Mortal Kombat" (a versão da época).

>>> Curiosidade: Ninguém menos que Tim Burton era a escolha original para dirigir o filme, mas declinou depois dos problemas que passou após ter dirigido dois filmes do Batman. Já o papel de Al Simmons / Spawn foi oferecido para nomes como Wesley Snipes, Cuba Gooding Jr, Denzel Washington, Ving Rhames, LL Cool J e , claro, Will Smith. Edward Norton foi convidado para interpretar Terry Fitzgerald, melhor amigo de Al Simmons, mas recusou o papel (anos depois, acabou interpretando Dr. Bruce Banner / Hulk em "O Incrível Hulk").

5) MIB - Homens de Preto ('Men in Black', 1997) - Baseado nos quadrinhos criados por Lowell Cunningham, publicados originalmente pela Malibu Comics e depois pela Marvel. Escrito e dirigido por Barry Sonnenfeld - que já havia dirigido "A Família Addams", também baseado em quadrinhos -, estrelado pela dupla Tommy Lee Jones e Will Smith, com participações de Linda Fiorentino (que depois participou do filme "Dogma", que tem muitas referências aos quadrinhos), Vincent D'Onofrio (que hoje vive o Rei do Crime no seriado "Demolidor"), Rip Torn e Tony Shalhoub. Na trama, uma organização secreta que monitora toda a atividade alienígena no Planeta Terra se descuida quando um civil presencia a ação de um de seus agentes - e estranhamente não pode ter sua mente apagada pelo neuralizador. O civil passa a ser treinado para trabalhar como agente e se envolve num grande plano de conspiração para dominação do planeta.

>>> Curiosidade: Will Smith primeiro não acreditou que Steven Spielberg estava no telefone o convidando para coestrelar o filme - vale lembrar que ele vinha de uma carreira numa série de TV de sucesso mas de poucos filmes, tendo estrelado o blockbuster "Independence Day" apenas um ano antes. Depois, não queria aceitar o papel mas sua esposa Jada Pinkett-Smith (hoje no elenco da série "Gotham") o convenceu. Já Tommy Lee Jones só aceitou o papel após Spielberg PROMETER que melhoraria o roteiro pois, segundo Jones, não capturava o espírito dos quadrinhos originais. O diretor John Landis foi convidado para dirigir mas achou que a premissa era basicamente "Os Irmãos Cara de Pau com alienígenas". Desde o sucesso do filme, ele faz questão de repetir o quanto estava errado e como se arrepende de não ter dirigido - Tarantino foi outro que recusou a oferta para dirigir o filme.  J (personagem de Smith) é originalmente branco e louro nas histórias em quadrinhos. A escalação de Smith deveu-se à esposa de Sonnenfeld ser muito fã do seriado "Um Maluco no Pedaço", justificando que ele traria a jovialidade necessária ao filme. O papel de K foi oferecido a ninguém menos que Clint Eastwood mas ele se recusou - outro que recusou foi David Schwimmer (o eterno Ross do seriado 'Friends'). Já Linda Fiorentino ~"ganhou" o papel no filme numa partida de pôquer com Sonnenfeld - mas avisou: não faria cenas de nudez. O sucesso tanto de "Blade" como de "MIB" ajudou a Marvel a desenvolver o filme do Homem-Aranha, há anos com problemas entre estúdios - e também tornou viável o primeiro filme dos X-men. Terceiro grande filme protagonizado por um heroi afrodescendente.

6) Blade - O Caçador de Vampiros ('Blade', 1998) - Primeiro filme de grande orçamento de um personagem da Marvel Comics. E quarto grande filme encabeçado por um super-herói afrodescendente. Dirigido por Stephen Norrington (que ainda dirigiria "A Liga Extraordinária", baseado nos quadrinhos de Alan Moore e Kevin O'Neill) e escrito por David S. Goyer (que escreveu os três filmes da franquia, além de dirigir o último, dentre muitos outros filmes baseados em quadrinhos). Estrelado por Wesley Snipes, Stephen Dorff, Kris Kristopherson (que esteve nos outros dois filmes da franquia), Donal Logue (o Harvey Bullock do seriado "Gotham") além da participação da musa pornô Traci Lords. Num mundo infestado por vampiros, Blade os caça enquanto busca uma cura para sua própria condição de vampiro. Ele é perigoso pois é o único que anda durante o dia. Após salvar uma doutora que foi mordida por um vampiro, com a ajuda de seu amigo e mentor Whistler, enfrenta o Diácono Frost, que pretende governar os clãs vampíricos e destruir toda a raça humana.

>>> Curiosidade: Snipes foi escalado para o filme porque ele já estava em negociações para estrelar um futuro filme do (vejam só!) Pantera Negra - o estúdio queria Denzel Washington ou Laurence Fishburne para interpretar Blade mas Goyer sempre achou que Snipes era a escolha perfeita para o papel. Jet Li seria o vilão Diácono Frost mas preferiu fazer "Maquina Mortífera 4", que acabou sendo sua porta de entrada para fazer novos filmes nos Estados Unidos. David Fincher chegou a ser chamado para dirigir o filme mas declinou por conta de outros projetos. Morbius - outro vampiro da Marvel Comics - foi cogitado para aparecer numa futura continuação mas como está atrelado aos personagens do universo do Homem-Aranha, a ideia acabou descartada. Filmaram uma cena final alternativa onde Morbius estaria no telhado à espreita. Ao final da trilogia de filmes, o personagem ainda foi revisitado numa curta série de TV com apenas 12 episódios criada por David S. Goyer - roteirista dos filmes -, estrelada por Sticky Fingaz e com roteiros de Geoff Johns.

7) Mistery Men (Idem, 1999) - Também conhecido no Brasil como "Quase Super-Heróis" ou "Heróis Muito Loucos". Único filme dirigido por Kinka Usher - baseado nos quadrinhos criados por Bob Burder - com roteiro de Neil Cuthbert (que também escreveu "A Volta do Monstro do Pântano", baseado no personagem da DC Comics). No elenco, nomes hoje estelares como Ben Stiller, William H. Macy, Geoffrey Rush, Hank Azaria, o músico Tom Waits, Janeane Garofalo, Greg Kinnear (olha ele aí de novo!) e... Kel Mitchell (sim, o eterno Kel do seriado humorístico "Kenan & Kel") - o elenco é numeroso mas como grupo todos tem tempo igual de protagonismo. Para botar ordem em Champion City, o super-herói Capitão Arraso resolve reunir super-talentos contra o vilão Casanova Frankenstein. Porém, encontrou apenas perdedores com super-poderes ou habilidades incomuns como o Irado, O Marajá, o Solta-Pum, a Jogadora de Boliche, o misterioso Esfinge e o Rapaz Invisível. Juntos, arrumam muitas confusões na sua Sessão da Tarde!

>>> Curiosidade: o odiado diretor Michael Bay (da franquia "Transformers") aparece no filme como integrante de uma dupla de vilões. O elenco viva discutindo por conta de acusarem uns aos outros de estarem fora do tom da comédia - Stiller e Kinnear tiveram uma discussão acalorada no set. Após isso, Stiller tentou sair do filme... "Mistery Men" é ~"livremente adaptado" de uma história em quadrinhos obscura com heróis como Flaming Carrot ('Cenoura Flamejante'), dentre outros. Kel Mitchell é realmente fã de quadrinhos e, no filme, tem um poster colado em sua porta de Martha Washington, personagem de "Liberdade", minissérie em quadrinhos criada por Frank Miller e Dave Gibbons - e o cabelo louro de Mitchell no filme talvez seja em homenagem à personagem. Mitchell ainda canta "Who Are Those Mistery Men", rap que foi a canção-tema no clip oficial de divulgação do filme.

8) Mulher-Gato ('Catwoman', 2004) - Quinto filme de grande orçamento com protagonista afordescendente. Estrelado por Halle Berry e Sharon Stone, dirigido pelo francês Jean-Christophe Comar (mais conhecido como "Pitof") com roteiro de John Brancato, Michael Ferris e John Rogers. Patience Phillips é uma sensível artista que trabalha como designer gráfica numa empresa de cosméticos. Quando ela descobre um segredo que sua empregadora esconde, acaba metida numa conspiração. Num lance místico, ela adquire super-força, velocidade, agilidade e sentidos de uma felina e decide enfrentar a corporação para... ah, sei lá, mil coisas, esse filme é horroroso!


>>> Curiosidade: Tá com tempo? Então... Era para ser um filme estrelado por Michelle Pfeiffer com direção do próprio Tim Burton, reprisando a parceria de "Batman - O Retorno". Mas Pfeiffer reclamou horrores do traje da anti-heroína e não quis reprisar o papel se não o modificassem. Curiosamente, os produtores acharam que não haveria problema criar uma nova Mulher-Gato somente para o filme (com traje desenvolvido pelo desenhista de quadrinhos Jim Lee), mesmo que não se passasse em Gotham City e não tivesse qualquer ligação com Batman e outros personagens correlatos. O primeiro trailer foi retirado do ar rapidamente após as reações negativas pela internet. Um novo trailer logo foi lançado, porém sem nenhum diálogo. Só para ter uma ideia da ruindade da coisa: o filme havia sido planejado de ser lançado em IMAX (Deus, por quê?!) mas, em cima da hora, os executivos da Warner Bros decidiram cancelar as sessões no formato porque os efeitos especiais não corresponderiam ao formato. As atrizes Ashley Judd e Frances McDormand chegaram a conversar para estrelar o filme mas declinaram. O roteiro passou na mão de nada menos que 14 pessoas, cuja versão final tem três roteiristas atrelados - e nenhum deles aparentemente sabiam o que estavam fazendo... Sharon Stone estar no filme não é nenhuma coincidência, uma vez que ela foi cogitada para o papel da vilã Hera Venenosa em "Batman & Robin". E pra quem estranhou que a Mulher-Gato seja afrodescendente neste filme, Frank Miller e David Mazzuchelli ~"dão a entender" que Selina Kyle - a Mulher-Gato dos quadrinhos - seria negra na graphic novel "Batman - Ano Um" - que mostra o primeiro ano de Bruce Wayne como o herói de Gotham. Berry havia feito parte do elenco da franquia dos X-men e sempre disse que aceitou filmar Mulher-Gato para ter o protagonismo que lhe foi negado nos filmes dos mutantes - que Ororo Tempestade, sua personagem, originalmente tinha nos quadrinhos. Halle Berry é uma das poucas atrizes que já ganhou um Oscar e uma Framboesa de Ouro (premiação dos piores do cinema - no caso por sua performance em "Mulher-Gato"). Durante seu discurso na premiação, que ela fez questão de ir pessoalmente receber, ela disse "quero agradecer à Warner Bros, por me fazer participar desta desagradável m&rd@ de filme!". Ah, sim: É o ÚNICO filme de grande orçamento estrelado por uma super-heroína afrodescendente (e o PRIMEIRO estrelado por uma super-heroína, uma vez que ela tem super-poderes, diferentes de sua contraparte nos quadrinhos) - seria um baita motivo de orgulho se o filme fosse, pelo menos, bacana...

9) Hancock (Idem, 2008) - Dirigido por Peter Berg com roteiro de Vincent Ngo e Vince Gilligan (sim, o criador da aclamada série "Breaking Bad"), estrelado por Will Smith (que depois ainda seria o anti-heroi Pistoleiro no filme "Esquadrão Suicida"), Charlize Theron (que esteve recentemente em "Atômica", também baseado em quadrinhos), Jason Bateman, com participação de Johnny Galecki (o Leonard de "The Big Bang Theory"). Na trama, John Hancock é um super-ser alcoólatra que vaga como um odiado mendigo em Los Angeles. Embora ele salve muitas vidas, também acaba destruindo muitas propriedades durante o processo. Até o dia em que ele salva a vida de um publicitário, que resolve fazer uma campanha para melhorar o visual e as maneiras para que Hancock se torne um verdadeiro super-herói. E é aí que começa o problema...


>>> Curiosidade: O roteiro ficou rodando pelas produtoras de Hollywood por quase uma década, cujo protagonista foi oferecido a nomes como Leonardo DiCaprio, George Clooney, Ben Affleck e Matt Damon. Antes de Smith, o comediante Dave Chapelle foi seriamente considerado para o papel. Há quem diga que Smith só aceitou fazer o filme pois queria ser um SUPER-heroi no cinema de qualquer maneira, uma vez que o projeto para estrelar o filme do Superman - sim, seria escrito por J. J. Abrams e se passaria grande parte em Krypton, com Smith no papel de Kal-El (foi antes da produção de "Superman - O Retorno", de Bryan Singer) - foi rejeitado pelo estúdio. Quando Smith aceitou o papel, "Hancock" finalmente começou sua produção e foi um grande sucesso de bilheteria - mas não de crítica. No filme, há uma rápida aparição do roteirista Akiva Goldsman e do diretor Michael Mann - que foi cogitado para dirigir o filme mas se recusou. Apesar de não ser um filme oficialmente baseado numa história em quadrinhos, a história lembra MUITO uma das origens do super-herói Gavião Negro, da DC Comics - a Sony Pictures chegou a lançar um material promocional diferencial do filme num site, emulando capas de gibis do Hancock, ilustrada por grandes artistas dos quadrinhos como Neal Adams, Jock, Bill Sienkiewicz e Frank Quitely (porém nunca foi lançada a revista com as histórias). E ainda é o sexto filme de grande orçamento protagonizado por um super-herói afrodescendente - dizem que Will Smith estaria pensando numa continuação, que teria Beyoncé no elenco...

10) Quarteto Fantástico ('Fantastic Four', 2015) - Uma reimaginação do primeiro grupo de super-heróis da Marvel Comics. Dirigido por Josh Trank, com roteiro do próprio Trank, Jeremy Slater e Simon Kinberg. Estrelado por Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara , Jamie Bell, Toby Kebbell e do saudoso Reg E. Cathey. Um grupo de estudantes descobrem uma dimensão paralela e, ao voltarem de uma visita, desenvolvem poderes inimagináveis.

>>> Curiosidade: Ainda tá com tempo? Senta que lá vem história... O filme teve diversos problemas de produção e execução. A princípio, era pra ser um reboot sem muita importância do super-grupo que já havia protagonizado dois filmes (além de um terceiro que nunca foi lançado oficialmente), somente para que os direitos sobre os personagens não voltassem para a Marvel Studios (o último filme do Quarteto Fantástico havia sido lançado há dez anos, se não lançassem em 2015, os direitos voltavam automaticamente aos proprietários da marca). Quando contrataram o diretor Josh Trank, ele exigiu algumas contratações de elenco e teve de aturar outras. Porém, durante as filmagens, desentendeu-se verbalmente com parte dos atores e atrizes - DIZEM que Trank quase partiu às vias de fato com Miles Teller e gritou inúmeras vezes com Kate Mara no set. Quando anunciaram o elenco, houve reclamações dos fãs na internet de que o personagem Johnny Storm (o herói Tocha Humana, interpretado no filme por Michael B. Jordan) não era negro nos quadrinhos e que isso era ~"errado" - e começou uma campanha de difamação ao filme (sem o filme nem estar pronto) - ou seja, esse é o PRIMEIRO filme de grande orçamento alvo de forte preconceito racial a um de seus protagonistas (no filme, era explicado que Storm era negro como seu pai e Susan era sua irmã adotiva). Além disso, seu roteiro inicial era muito mais sombrio e violento, o que acarretou no veto total do estúdio, que contatou Simon Kinberg para reescrever, mudando tudo o que estava planejado - a história teria os vilões Toupeira, Doutor Destino e... Galactus, além de muitos personagens vindos dos quadrinhos e das animações, como o robô H.E.R.B.I.E.. Após o término das filmagens, foi anunciado que "Quarteto Fantástico" passaria por severas refilmagens - e há quem diga que não foi Trank quem comandou essa parte (pra se ter uma ideia, tem cenas no filme onde se percebe que a cor e o tamanho do cabelo de Kate Mara está bem diferente, sem motivo ou explicação). O primeiro corte do filme entregue por Trank tinha duas horas e vinte minutos de duração - mas o que foi apresentado nos cinemas tinha uma hora e quarenta minutos (revelando um corte de aproximadamente quarenta minutos de filme). Ainda houve um prejuízo de mais de 80 mil dólares por conta de cachorros de estimação do próprio Trank que destruíram parte de um trailer durante as filmagens. Entretanto, quando lançaram o primeiro trailer, um pouco do ódio na internet se apaziguou e ainda havia esperança de que poderia ser um bom filme no final das contas. Mas faltando bem pouco para o lançamento do filme, Trank disse num tuíte que "Há um ano, eu tinha uma versão fantástica disso. E o filme receberia grandes reviews. Vocês provavelmente nunca verão isso. Essa é a dura realidade". Para piorar, Stan Lee (roteirista e cocriador de muitos herois da Marvel Comics) recusou-se a fazer sua famosa ponta no filme - o que deu a entender que ele não aprovaria o que estavam fazendo. Trank seria o diretor de um filme do mercenário Boba Fett (o projeto era chamado de "Fett / Solo"), derivado da franquia "Star Wars" mas desvinculou-se do projeto alegando cansaço após quatro anos desenvolvendo o filme do Quarteto Fantástico, onde passou por muita pressão - há quem diga que Simon Kinberg, que desenvolve os filmes "Star Wars" para a Disney, o demitiu por conta dos problemas no set de Quarteto Fantástico. Mesmo com todos os problemas e a má recepção por grande parte do público e crítica, Kate Mara, Miles Teller e Michael B. Jordan declararam que estariam numa continuação pois havia potencial nos personagens.

Kal J. Moon espera que mais e melhores filmes com heróis e heroínas afrodescendentes sejam realizados - mas, principalmente, que existam melhores filmes como um todo, sem exceção.

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