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    domingo, 3 de junho de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Os Estranhos - Caçada Noturna", por Kal J. Moon

    Supostamente baseado numa história real, dirigido por Johannes Roberts e estrelado por Christina Hendricks, Martin Henderson, Bailee Madison e Lewis Pullman, “Os Estranhos - Caçada Noturna” traz de volta o trio de assassinos mascarados obcecados por músicas dos anos 1980 e, claro, por derramamento de sangue...

    O "arroz e feijão" do terror
    Há quem diga que há uma espécie de ~"renascimento" do gênero terror no cinema, com filmes que vão além da correria e sanguinolência para discutir outros temas mas assustar a platéia ao mesmo tempo. Muito se discute se essa "nova" fase do terror deva ser chamada de "pós-terror" com o aporte de filmes como "Corra!" ou "A Bruxa" no rol das histórias que recentemente criaram consciência crítica por grande parte da audiência, com defensores fervorosos. E há também quem desminta tais teorias ao proferir a seguinte sentença: "se é terror, tenho de sentir medo irracional - se isso não acontece, é suspense".

    Independente de qual linha de pensamento, “Os Estranhos - Caçada Noturna” funciona bem como sequência de um obscuro filme de 2008 (estrelado por Liv Tyler!) assim como um reboot da franquia.

    Na trama, o casal Cindy (Christina Hendricks) e Mike (Martin Henderson) sai em uma última viagem com os filhos Kinsey (Bailee Madison) e Luke (Lewis Pullman), antes que Kinsey dê entrada num colégio interno. Antes de chegarem ao destino, optam por passar a primeira noite num acampamento de trailers administrado pelo tio de Cindy. No local, que parece deserto, encontram um bilhete do tio com instruções para se instalarem. Mas, uma batida na porta do trailer torna-se o pior pesadelo da família, ao serem perseguidos por um trio de assassinos mascarados, movidos unicamente pelo desejo de matar.

    O diretor Johannes Roberts (do recente “Medo Profundo”, aquele das irmãs na jaula com tubarões) conduz bem a narrativa clichê da família que está no lugar errado na hora errada. Por conta de ser um filme relativamente barato, utiliza bem a locação em tomadas noturnas interessantes com a bela desculpa de que os trailers dali "são todos iguais".


    A direção de fotografia - comandada por Ryan Samul - que se usa e abusa dos códigos visuais da cartilha do gênero mas também pontua sua narrativa com alguma personalidade como tomadas cromáticas em cenas noturnas, o que deixa tudo bem mais interessante.

    O elenco principal é quase todo egresso da TV. Christina Hendricks veio da aclamada "Mad Men", Martin Henderson esteve em "Grey's Anatomy", Bailee Madison era da ala infantil de "Os Feiticeiros de Waverly Place" e Lewis Pullman esteve nos recentes filmes "A Guerra dos Sexos" e "Em Busca de Vingança" (além de ser filho do ator Bill Pullman - a semelhança física é impressionante). Não há nada muito vultoso em termos de atuação aqui mas o elenco se sai bem como uma família que não se dá tão bem assim mas aos poucos, devido às circunstâncias, precisa se unir para vencer as adversidades.

    Mas quem brilha mesmo é o trio de assassinos mascarados, que precisam cativar a audiência sem se utilizarem de expressões faciais - interpretados pelos desconhecidos Damien Maffey, Emma Bellomy, e Lea Enslin -, apresentando vigor nas cenas de ação e carisma durante a interação com o restante do elenco. Destaque para Maffey como "O Mascarado" numa cena que divide com Martin Henderson antes de... bem, você sabe...

    O roteiro de Ben Ketai (da série de TV "StartUp") não tenta reinventar a roda (E NÃO PRECISA, OK?) e usa todos os clichês do gênero de forma eficiente, sem muitas surpresas - com algumas conveniências que podem incomodar os mais puristas -, mas ~"estranhamente" (ha!) consegue que o espectador torça pelas personagens, criando cenas tensas o suficiente para alcançar o objetivo principal de assustar a audiência em momentos chave - exatamente como deve ser.

    Pode não ser o filme perfeito ou à altura do original - que quase ninguém viu - mas entretém a contento e é isso o que importa no fim das contas.



    Kal J. Moon odeia viagens de família. Isso é o que o mantém vivo...
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