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    quarta-feira, 26 de setembro de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Crimes em Happytime", por Kal J. Moon

    Dirigido por Brian Henson e estrelado por Melissa McCarthy, "Crimes em Happyland" mostra que a paródia a filmes e séries policiais dos anos 1970 foram longe demais...



    Os Muppets encontram Sin City
    Chega a ser surpreendente quando vemos uma rara ideia que, mesmo se valendo de um monte de clichês, poderia realmente funcionar na Hollywood dos dias de hoje se bem executada. Infelizmente, esse não é o caso aqui.

    O roteiro escrito por Todd Berger (que escreveu muitos curtas e ainda divide seu tempo como ator em pontas na TV) tenta trabalhar as vicissitudes do gênero policial - flertando diversas vezes com o noir - para imprimir um tom diferenciado à trama do que deveria ser uma comédia daquelas de rachar o bico. Tudo em vão. Ficou na intenção de mostrar a mesma história furada de sempre - com narração em off, claro - de alguma fita setentista perdida onde o policial durão mas de bom coração é afastado por um motivo nefasto mas acaba virando um investigador particular - com direito a secretária apaixonada e tudo! - quando uma onda de crimes em série envolvendo o elenco de um antigo programa de TV o traz de volta à colaboração com a polícia e sua antiga parceira de trabalho.


    O roteiro beira a cretinice quando descobrimos o plano do vilão através de um discurso próximo do fim (claro, não poderia faltar) e que tinha reservas para viajar para o Rio de Janeiro após uma fuga com seu comparsa...

    Tudo isso poderia ser perdoado se a direção e o roteiro se levasse menos a sério, com muitas situações absurdas e piadas que realmente funcionassem. Fico imaginando se essa ideia tivesse caído nas mãos de Mel Brooks, Jim Abrahams, Jerry Zucker ou mesmo gente nova como Rawson Marshall Thurber.

    Entretanto, o filme é muito bem produzido, a interação dos fantoches com os atores realmente funciona - a construção de mundo impressiona e realmente interessa o espectador. Faltou a anarquia, usar a cartilha policial apenas como trilho, não como obrigação. O resultado é que desde o começo dá para sacar em que direção o filme segue. É de uma obviedade que chega a doer.

    O elenco não tem material decente para trabalhar e nem Melissa McCarthy - que tá devendo um bom filme há algum tempo - ou Elisabeth Banks salvam. Nem mesmo a dublagem de Bill Baretta - experiente dublador de personagens dos Muppets e Vila Sésamo - convence por falta de falas e piadas mais redondas. Mas seria injusto não destacar a correta interpretação de Maya Rudolph - veterana do programa "Saturday Night Live" - como a apaixonada e cuidadosa porém desastrada assistente Bubbles.

    Talvez valha a conferida sem compromisso ou expectativa numa copia dublada - esse é o tipo de filme que será salvo pela dublagem, com um texto melhor adaptado - naquelas sessões nas madrugadas de sábado na TV. Pena.



    Kal J. Moon espantou-se ao descobrir que o dublador do protagonista Phil Phillips se chama Bill... Baretta. E a cacatua?
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